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Gripe suína continua oferecendo riscos no verão

Entre os meses de janeiro e fevereiro cinco pessoas morreram no Paraná devido a complicações causadas pela gripe suína, segundo dados da Secretaria de Saúde do estado. Embora o número de casos seja menor do que no inverno, é preciso se precaver e não relaxar com as medidas preventivas.

O médico infectologista, Dr. Francisco Hideo Aoki, recorda que, em geral, a transmissibilidade do SO Flu A H1N1(Swine Origin Influenza virus A H1N1) ocorre com mais frequência nos meses frios, onde a chance de aglomeração humana é maior. No entanto, ele adverte que o vírus continua circulando.

De acordo com ele, o H1N1 pode acometer as pessoas nestes meses quentes de verão, e através das mesmas formas de transmissão classicamente estabelecidas. Segundo o Dr. Francisco, como não tem havido muitas campanhas contra a gripe neste período, portanto, o bom senso é fundamental para evitar a contração da doença.

Medidas Preventivas

As medidas preventivas continuam as mesmas:
- Higiene das mãos e corpórea.
- Evitar aglomerações.
- Ao tossir ou espirrar procurar proteger o nariz e a boca com lenço descartável.
- Lavar sempre as mãos com água e sabão.
- Manter a casa, o trabalho e os ônibus sempre arejados.
- Não compartilhar copos, talheres, toalhas e objetos pessoais.
- Evitar contato das mãos com os olhos, nariz e boca.
- Se você está com gripe e apresentar dificuldade para respirar, procure imediatamente um serviço de saúde.

Vacinação

O Ministério da Saúde informou que a vacina contra a gripe suína começa a ser aplicada a partir de março e será feita em quatro etapas. A primeira, que começa no dia 8, será aplicada em profissionais do setor de saúde e nas comunidades indígenas. A segunda, no dia 22, será destinada a gestantes, pessoas com doenças crônicas e crianças com idade de 6 meses a 2 anos, que receberão a primeira dose. Os adultos, com idade entre 20 e 29 anos, podem tomar a vacina na terceira etapa do processo compreendido entre 5 e 23 de abril e os últimos a serem contemplados são os idosos com doenças crônicas. Estes serão vacinados do dia 27 de abril a 7 de maio. Além da dose contra o vírus H1N1, eles serão imunizados no mesmo dia contra a gripe sazonal, como parte da campanha anual contra a gripe comum.

Mulheres grávidas não precisam temer vacina contra gripe suína diz OMS

Apesar do relato de casos de alergia relacionados à vacina contra o vírus da gripe suína, H1N1, e das mutações registradas em vários países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que as vacinas continuam sendo eficazes contra a nova gripe.

Apenas uma dose da vacina é necessária para a proteção contra o vírus influenza A (H1N1). Um comunicado divulgado pela OMS afirma que especialistas do SAGE (Grupo de Assessoria Estratégica de Especialistas em Imunização) não constataram sinais de eventos adversos incomuns decorrentes das vacinas que já estão sendo aplicadas em milhares de pessoas em países do hemisfério norte.

O argumento dos especialistas é de que essa vacina foi produzida pelos mesmos fabricantes e usando as mesmas técnicas das vacinas antigripais comuns. Por essas razões, a OMS recomenda que todos, inclusive as mulheres grávidas, que são especialmente vulneráveis ao H1N1, devem receber a vacina.

Em alguns países tem havido resistência por parte de algumas mulheres grávidas. Em Portugal, por exemplo, devido a informações que circularam na imprensa relatando a perda de bebês por algumas gestantes que receberam a vacina, muitas grávidas se recusaram a serem imunizadas.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem inchaço, vermelhidão ou dor no lugar da injeção. Foram relatados também alguns casos de febre ou dor de cabeça. Em geral todos os sintomas desaparecem após 48 horas.

No Brasil, o ministério da Saúde ainda não definiu a tática que será usada para a campanha de vacinação contra a gripe suína. Ao que tudo indica, grávidas, idosos, crianças pequenas e portadores de doenças crônicas, além dos profissionais de saúde, serão os primeiros a serem vacinados contra o vírus H1N1 no ano que vem. A imunização de jovens e adultos entre 20 a 39 anos, grupo bastante atingido pelo vírus, está sendo analisada pelo ministério, que deverá ouvir os especialistas para construir a melhor estratégia para o país. O objetivo é que a população esteja devidamente imunizada para a provável segunda onda da gripe no próximo inverno.

Vacina contra a gripe suína no Brasil

No mês de setembro, as primeiras doses da vacina para prevenir a gripe causada pelo vírus A (H1N1) foram entregues pelo grupo farmacêutico suíço Novartis aos Estados Unidos.

A previsão é que a vacinação contra a gripe suína no Brasil ocorra no primeiro semestre de 2010. O objetivo do governo brasileiro é que o país possa manter um estoque de vacinas confortável, caso venha a enfrentar uma segunda onda da doença no próximo inverno.

O governo comprará parte da vacina do Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e parte de laboratórios do exterior. Em agosto, o instituto recebeu a cepa do vírus A (H1N1) atenuado que permitirá o início da produção da vacina brasileira. Essa cepa inicialmente será injetada em ovos embrionados para a reprodução do vírus. A previsão é que, no primeiro semestre de 2010, sejam produzidos cerca de 30 milhões de doses da nova vacina. Conforme informações da assessoria do Ministério da Saúde, a vacina produzida no país está em fase de testes clínicos.

Segundo declarações do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, será feita uma licitação nacional para a aquisição de vacinas, que suplementarão a capacidade de entrega do Instituto Butantan. A princípio, a vacina contra a gripe suína não será disponibilizada no mercado privado.

No entanto, mesmo com toda a expectativa da população em relação à vacina contra a gripe suína, o alerta quanto às outras medidas de prevenção, como manter a higiene pessoal e evitar aglomerações, continuará valendo.

Profissionais de saúde terão prioridade

O Ministério da Saúde ainda estuda quais os grupos que terão prioridade em receber a vacina. A única definição é que os profissionais da área da saúde serão os primeiros a serem vacinados para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde.

Recursos extras

No dia 27 de setembro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforçou a importância da liberação de R$ 2,18 bilhões em crédito suplementar. Os recursos extras serão utilizados na aquisição de 73 milhões de doses da vacina contra a gripe A (H1N1) e compra de mais 11,2 milhões de tratamentos, além de equipamentos para hospitalização, material de diagnóstico, aumento no número de leitos de UTI, capacitação dos profissionais e ampliação dos turnos nas unidades de saúde.

Vacina contra Gripe Suína está sendo testada

Começou a ser testada uma vacina contra a gripe suína (vírus H1N1) pela empresa GlaxoSmithKline. Os primeiros resultados dos testes devem ser apresentados em outubro de 2009 para as agências governamentais.

A empresa informou que os primeiros testes foram realizados em 128 adultos saudáveis e nas próximas semanas serão feitos em crianças e idosos. A pesquisa deve ser realizada em 16 ensaios diferentes da vacina, com a participação de 9 mil pessoas na Europa, Canadá e EUA.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) os testes clínicos devem indicar se serão necessárias uma ou duas doses da vacina para proteger as pessoas contra o vírus da gripe H1N1. Ainda segundo a OMS os países que planejam administrar a vacina contra a gripe suína devem realizar constantemente vigilância para segurança e eficácia depois da vacinação. A OMS indica que os efeitos colaterais que aparecem raramente nos testes clínicos podem se tornar mais visíveis devido ao grande número de pessoas que irão receber a vacina.

Sintomas da gripe suína podem ser amenizados com uso do Relenza

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, sigla em inglês) informaram que o vírus influenza tipo A (H1N1) é sensível a dois medicamentos o Relenza (Zanamivir), da GlaxoSmithKline e o Tamiflu (Fosfato de Oseltamivir), produzido pela Roche. Aparentemente o vírus não é sensível aos antivirais da antiga classe dos inibidores M2 (Amantidina e Rimantidina).

O Relenza (Zanamivir) é um medicamento inalado (administrado por inalação oral), usado para tratamento do vírus influenza tipo A e B em pessoas acima de cinco anos.

Entenda como o medicamento Relenza age em relação ao vírus influenza

A gripe A ocorre através do contágio das células respiratórias e danos à mucosa das vias respiratórias pelo vírus influenza tipo A, levando ao edema e inflamação.  A gripe suína se propaga rapidamente e se multiplica dentro da célula hospedeira, produzindo centenas de cópias do vírus tipo A em um curto período. Para algumas pessoas, a gripe A e suas complicações podem ser muito graves, levando à morte.

Relenza contém zanamivir, que pertence a um grupo de medicamentos denominados antivíricos. É utilizado no tratamento da gripe (infecção pelo vírus influenza, inclusive pelo vírus H1N1).

O vírus da gripe A infecta os pulmões e, ao inalar o Relenza, o paciente consegue inibir a multiplicação do vírus tipo A. Esse medicamento reduz a gravidade e a duração dos sintomas da gripe suína. Entretanto pacientes que têm asma, bronquite ou diabetes não devem inalar o medicamento Relenza, para não piorar sua condição física em relação à doença que possuem. Por isso é fundamental seguir a recomendação médica em todos os casos.

Como é feita a administração do Relenza

Para que seja eficaz, o tratamento com Relenza contra a gripe A deve ser iniciado nas 48 horas seguintes ao início dos primeiros sintomas em adultos, e nas 36 horas seguintes aos primeiros sintomas da gripe nas crianças.

A dose recomendada é de duas inalações por dia, durante cinco dias. As duas administrações diárias devem realizadas de 12 em 12 horas, aproximadamente. Durante os cinco dias de tratamento contra a gripe suína, este não deve ser interrompido, mesmo que o doente sinta melhoria dos sintomas, pois uma interrupção pode levar a uma intensificação ou reaparecimento da doença. Entretanto, lembre-se que todo medicamento deve ser receitado pelo médico e o uso indevido de medicamentos pode causar complicações.

O medicamento Relenza está disponível para importação.

Fonte: Medicina Net e Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto

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