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Vitamina D pode combater câncer, diabetes e artrite, diz estudo

A vitamina D, cuja produção no corpo humano é desencadeada pela exposição ao sol, pode ter benefícios para combater doenças como o câncer, a diabetes e a artrite. É o que sugere uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra, publicada na revista especializada Genome Research. Os pesquisadores criaram, por meio de uma nova tecnologia para o sequenciamento do DNA, um mapa de receptores de vitamina D, ao longo do genoma humano, e identificaram mais de dois mil pontos de ligação — a maioria deles concentrados perto de alguns genes ligados a condições como doença de Crohn, artrite reumatóide, lúpus, esclerose múltipla, leucemia linfática crônica e câncer colorretal. A partir disso, eles demonstraram que a vitamina D tem um efeito significativo sobre a atividade de genes associados a essas condições.

De acordo com Clarice Yamanouchi, oncologista do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), os estudos nessa área se iniciaram nos anos 90 e, recentemente, têm se direcionado mais a nível molecular para entender como os genes se interrelacionam, para que os tratamentos sejam mais específicos. “O desafio é evitar que as células ativem o mecanismo de malignidade na proliferação celular, o que seria uma prevenção eficaz contra o câncer, ou seja, achar algum medicamento que evite o câncer. Porém, sabe-se que o mais importante é a relação das diversas vitaminas com o nosso organismo e a relação dos alimentos com as vitaminas e não a simples ingestão de vitaminas”, esclarece.

Apesar de ser facilmente produzida pelo corpo humano, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) estimam que pelo menos um bilhão de pessoas no mundo sofre com deficiência da vitamina D. Clarice explica o porquê de um número tão elevado: “os hábitos modernos de se proteger excessivamente do sol, não promover atividades físicas em áreas expostas a luz solar e o trabalho em ambientes fechados são os principais motivos, pois o organismo precisa do sol para tornar a vitamina ativa”.

Como reconhecer pintas e sinais suspeitos na pele

O câncer de pele é um dos tipos de tumor mais frequente no Brasil, país com clima tropical e alta incidência solar.  Além das recomendações básicas de se evitar tomar sol entre as 10h da manhã e as 4h da tarde, usar sempre protetor solar, chapéus, óculos escuros e guardassóis, o Inca (Instituto Nacional do Câncer) recomenda fazer o autoexame de pele. Esse exame consiste em procurar pelo corpo pintas e sinais suspeitos para que a busca da assistência médica se dê ao menor sinal de alteração na superfície da pele.

Existem basicamente dois tipos de câncer de pele: O melanoma e o não-melanoma. Entre os não-melanoma, a Dra. Cristina Abdalla, dermatologista do hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, explica que a forma mais comum é o carcinoma basocelular, um tipo de tumor que aparece geralmente nas áreas expostas ao sol. “Começa como uma pequena lesão, bolinha ou espinha que não cicatriza, sangra e cresce lentamente. É uma lesão que raramente causa metástase, mas é importante o diagnóstico precoce, pois ela pode ser invasiva e destrutiva localmente”, explica Cristina. Ainda segundo ela, o segundo tipo mais frequente dos não-melanomas é o carcinoma espinocelular, que tem a forma de uma placa, nódulo ou verruga, que cresce e é um pouco mais grave, pois tem mais chances de formar metástases.

Finalmente, o segundo tipo de câncer de pele é o melanoma, que, embora seja menos frequente, é mais famoso por sua periculosidade. “O diagnóstico dessa lesão tem que ser precoce. As maiores e mais profundas podem causar metástase nos gânglios, cérebro, fígado, pulmão e outros órgãos.”, relata a dermatologista.

A dra. Fabiane Mulinari, chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas da UFPR (Universidade Federal do Paraná), explica como são as pintas que podem ser melanomas em um estágio primário: “Pintas escuras com mais de uma cor (marrom, preto, cinza, vermelho), bordas irregulares (como uma flor) e assimetria são sinais suspeitos”. A dra. Cristina acrescenta a importância do tamanho: pintas com diâmetros maiores do que seis milímetros também devem ser investigadas imediatamente.

Incidência

Os dois tipos câncer também tendem a aparecer em locais diferetes. De acordo com a Dra. Fabiane, o melanoma surge com mais frequencia nas costas dos homens e nas pernas das mulheres. Já os carcinomas (não-melanomas) se desenvolvem nas áreas expostas ao sol, em especial na face, no colo (ou decote) e nas costas das mãos. Lesões nas orelhas e no nariz são muito frequentes também. Ela diz que a maior preocupação é com o melanoma, que tem mais chances de levar o paciente à morte: “Procure um dermatologista, quanto antes melhor, pois as lesões aumentam com o tempo e a cirurgia para retirada pode ser mais complicada e a retirada mais agressiva, removendo mais pele e deixando uma cicatriz”. Por fim, ela afirma que a incidência de pintas comuns que evoluem para doenças de pele é muito baixa e que os sinais suspeitos já começam na forma de tumores.

Algumas predisposições podem aumentar o risco de se desenvolverem melanomas e carcinomas. A dra. Cristina Abdalla lista algumas dessas características:

  • Histórico de melanoma na família
  • Mais de 50 pintas no corpo
  • Pele clara e olhos claros
  • Cabelos loiros ou ruivos
  • Exposição crônica ao sol
  • Exposição intermitente ao sol com queimaduras solares
  • Pessoas que fizeram bronzeamento artificial

Saiba mais sobre o autoexame de pele no site do Inca:

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=136

Evite as doenças de pele no verão

No verão as doenças de pele tornam-se mais comuns principalmente devido à exposição ao sol e ao contato com a água do mar e da piscina. Conforme a dermatologista, Paula Penna, as doenças de pele mais comuns dessa época são:

- Acne solar – São lesões semelhantes a pequenas bolinhas endurecidas com pus, elas aparecem devido à exposição intensa ao sol. Para evitar o aparecimento de acnes, é indicado o uso de filtro solar com base não oleosa e a não exposição excessiva ao sol.

- Fitofotomelanose – São queimaduras de pele, acontecem quando as pessoas manipulam produtos como limão, tangerina, laranja ou até mesmo perfume e ficam expostas ao sol. Nessa doença surgem manchas escuras nas áreas afetadas.

- Foliculite – É uma infecção causada por bactérias, geralmente acontece espontaneamente, entretanto o excesso de umidade, suor, raspagem de pelos e depilação podem contribuir.

- Furúnculo – É uma infecção bacteriana da pele que provoca necrose.

- Herpes labial – É uma infecção causada pelo Herpes simplex vírus.

- Impetigo – É uma infecção bacteriana da pele. A doença caracteriza-se pelo surgimento bolhas com pus que rapidamente se rompem.

- Larva migrans (bicho geográfico) – É uma doença causada por parasitas intestinais do cão e do gato.

- Miliária (brotoeja) – É a erupção cutânea relacionada com as glândulas sudoríparas (que produzem o suor), são “bolinhas avermelhadas” no corpo. Para prevenir deve-se evitar o sol, ambientes e banhos muitos quentes.

- Pitiríase versicolor (micose de praia) – É uma doença causada por fungo, ela provoca manchas no corpo.

- Tinea cruris (micose na virilha) – Micose causada pelo crescimento de fungo na região da virilha.

A dermatologista orienta que, ao perceber qualquer um destes sinais, a pessoa deve procurar um especialista para que o diagnóstico e o tratamento sejam corretos.

Dicas para prevenir doenças de pele

Algumas dicas ajudam na prevenção dessas doenças de pele, leia as orientações da dermatologista:

- Utilizar sempre filtro solar.

- Sempre enxugar bem o corpo após o banho.

- Evitar ficar com roupas molhadas.

- Evitar andar descalço em clubes e praias.

- Não manipular limão e perfumes e depois ficar exposto ao sol.

- Não tomar banho muito quente.

- Hidratar sempre a pele.

Exposição excessiva ao sol pode causar insolação

No verão as praias e os clubes costumam ficar lotados, sendo assim o tempo de exposição das pessoas ao sol aumenta.

Porém, ficar exposto ao sol com a pele desprotegida pode causar desidratação e queimaduras pelo corpo, o cuidado também vale para dias nublados. Mesmo sob o guarda-sol é possível ter insolação, já que a areia reflete o sol.

A exposição solar por mais de duas horas pode causar insolação, que é caracterizada por queimaduras, normalmente de primeiro ou segundo grau, e em alguns casos atinge todo o corpo da pessoa. Segundo a dermatologista Vanessa Santos Cunha, a queimadura é apenas um dos problemas, “No curto prazo a insolação é a principal consequência da exposição excessiva ao sol. No futuro, os problemas mais comuns decorrentes desta prática são envelhecimento cutâneo, manchas e câncer de pele”.

Ela adverte que o uso regular e diário do filtro solar é importante, mas que também existem outras medidas que ajudam na prevenção, como evitar ao máximo se expor ao sol entre as 10h e 16h; não esquecer da proteção física como uso de roupas adequadas, guarda-sol, bonés etc. e a reaplicação frequente do filtro.

Sintomas da insolação

Conforme a dermatologista a insolação costuma apresentar alguns sintomas sistêmicos como:

- Vermelhidão.
- Ardência.
- Aumento da temperatura do corpo.
- Dor de cabeça.
- Náuseas.
- Vômitos
- Sonolência.
- Sede e excessiva.
- Boca seca.
- Desidratação.

Ela revela que quando a fase é mais adiantada, podem surgir bolhas, inchaço e descamação nas áreas expostas.

Dicas para não ter insolação

- Use roupas leves e claras, elas ajudam a refletir os raios de sol.
- Use filtro solar.
- Consuma alimentos leves.
- Beba bastante líquido.
- Nunca use bronzeador e bloqueador solar caseiro.
- Jamais passe pomadas, pasta de dente ou gelo nas queimaduras.
- Evite ficar exposto ao sol entre 10h e 16h (11h e 17h, no horário de verão).
- Procure um médico caso esteja com insolação e preferencialmente um especialista.

Dicas para proteger as crianças do sol

Com o verão chegando, o tempo de exposição ao sol tende a aumentar. E é muito importante que os cuidados com a prevenção comecem desde cedo. Crianças devem estar sempre bem protegidas a fim de evitar o envelhecimento precoce e até mesmo o surgimento de um câncer de pele.

De acordo com o Dr. Dorival Lobão, chefe da seção de Dermatologia do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2008 foram registrados 466 mil casos de câncer no Brasil. Destes, 5.920 foram diagnosticados como câncer de pele melanoma e 115.010 como câncer de pele não melanoma. “Isso significa que 25% dos casos de câncer são referentes a câncer de pele”, alerta o dermatologista.

Acesse o site do INCA para saber mais sobre os tipos de câncer de pele.

Entenda como os raios ultravioleta agem

A radiação ultravioleta (UV) é emitida pelo sol, assim como outras radiações eletromagnéticas. O raio UV possui alguns subtipos, entre eles os raios de ondas longas (UVA) e médias (UVB). Dr. Dorival Lobão esclarece que os raios UVB são os principais responsáveis pelo câncer de pele e sua incidência é maior entre as 10 e 15 horas. Já os raios UVA são menos agressivos, porém possuem pouca variação durante o dia. A exposição aos raios UVA também é bastante prejudicial e provoca o envelhecimento precoce da pele. “É importante reforçar que nenhum bronzeado é saudável” diz Dr. Dorival Lobão. Por isso, é preciso evitar a exposição solar sempre que possível e proteger a pele todos os dias, durante o ano todo.

A baixa latitude dos locais mais próximos à linha do equador e a maior altitude também contribuem para o aumento da incidência e intensidade dos raios ultravioleta. “As pessoas que frequentam cidades com estas características devem ter um cuidado ainda maior” orienta o dermatologista.

Filtros solares

O uso de filtro solar é indicado para crianças a partir dos 6 meses. Antes disso, deve-se evitar a exposição direta do bebê ao sol.

Após os 6 meses, o pais não só podem, como devem aplicar o protetor solar em seus filhos, seguindo todas as recomendações contidas na embalagem, como a antecedência e a frequência com que o protetor deve ser aplicado.

Informações do Instituto Nacional do Câncer revelam que é importante lembrar que os filtros solares protegem dos raios solares, no entanto, eles não têm o objetivo de prolongar o tempo de exposição solar.

A escolha do filtro deve ser de acordo com o tipo de pele. Além do fator de proteção solar (FPS), as formas de apresentação do produto também variam, podendo ser em creme, gel ou spray.   Pessoas com pele mais clara e com tendência a queimar-se mais facilmente devem optar por um fator de proteção solar mais alto. Jovens que costumam ter a pele mais oleosa devem optar pela versão em gel, e assim por diante.

O ideal é que o filtro atue contra o UVA e o UVB. Verifique também se existe na fórmula, além do filtro químico, algum agente físico (bloqueador solar).

Dr. Dorival Lobão esclarece que, basicamente, não há diferenças entre o filtro solar destinado a crianças e o destinado a adultos. O importante é que o FPS seja o adequado.

Só o filtro solar não basta

Para uma melhor proteção é fundamental que a criança utilize roupas adequadas, chapéu e óculos escuros. Dr. Dorival Lobão explica que o tecido tem bastante influência na proteção que varia de acordo com o tipo de fibra, as características estruturais do tecido, a cor e intensidade do tingimento, a presença de agentes que refletem ou que absorvam UV, etc. Por isso, procure evitar os tecidos porosos e com trama muito larga e não deixe que a criança permaneça com a camiseta molhada, pois estes não bloqueiam os raios UVA e UVB de maneira adequada.

Dr. Dorival Lobão reforça que os óculos escuros são fundamentais para prevenir a catarata entre outros problemas. Mas, segundo ele, é imprescindível que as lentes protejam efetivamente os olhos das radiações, caso contrário o óculos poderá agravar a situação.

Em relação aos chapéus, a orientação é que as pessoas optem por aqueles com abas maiores que protejam a nuca e as orelhas.

Informação e mudança de hábito

Manter a população bem informada sobre os riscos e os cuidados com a exposição solar e promover a mudança de hábitos, especialmente de crianças, são as armas dos profissionais da saúde para diminuir o número de casos de câncer de pele nas próximas gerações. E para isso eles contam com os pais para educar seus filhos para a prevenção.

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