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Nanotecnologia usada para combater o câncer

A nanotecnologia é mais uma vez usada em pesquisas de combate ao câncer. Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, utilizaram a técnica para construir uma pequena cápsula e nele inserir uma proteína a qual eles descobriram que tem um poderoso efeito sobre o sistema imunológico humano.

A proteína é a quimiocina CCL21 e, uma vez depositada através desse nanorecipiente sobre o tumor, atua em conjunto com as defesas naturais do organismo para combater o crescimento do câncer, reconhecendo e atacando as células cancerosas.

Os estudos foram realizados com câncer de pulmão, que segundo Leonard Rome, coautor da pesquisa, têm o funcionamento do sistema imunológico deprimido. “O que queríamos era despertá-lo, encontrar uma maneira de fazê-lo perceber o câncer e atacá-lo”, afirma. Os pesquisadores também demonstraram entusiasmo para utilizar o procedimento em outros tipos de câncer.

Histórico

A pesquisa começou com estudos alternativos ao tradicional tratamento do câncer, a quimioterapia, baseado em remédios. Ao invés de atacar o tumor, os cientistas pensaram em formas de o organismo se defender do câncer, um tratamento chamado de imunoterapia.

As grandes vantagens desse tratamento são a ausência dos efeitos colaterais causados pelos quimioterápicos e o fortalecimento do sistema imunológico, que poderá por si só, combater a propagação de células do tumor pelo corpo.

Pesquisadores questionam o benefício do ômega 3

O aparecimento do câncer está aliado a uma série de fatores, ambientais, hereditários e até sociais de cada pessoa. Daí a importância de se adotar hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação balanceada, tendo como objetivo prevenir o aparecimento de neoplasias. E um dos aliados dessa dieta é o ômega 3, um ácido graxo de grande importância tanto para a saúde cardiovascular em geral como para a prevenção do câncer.

Porém, os pesquisadores do Centro de Estudos do Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, divulgaram em abril de 2011 um estudo em que questionam se altas porcentagens de ômega 3 no sangue não podem aumentar as chances de incidência de câncer de próstata agressivo de alto grau. O estudo, porém, ainda não é conclusivo, como afirmam os próprios pesquisadores. Ainda há necessidade de novas pesquisas que corroborem a tese para que se possa afirmar que ômega 3 em excesso causa câncer de próstata agressivo.

Análise com cautela

Para o nutricionista da área de alimentação e câncer do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Fábio Gomes, estudos como este do Centro de Estudos do Câncer Fred Hutchinson devem ser analisadas com cautela: “São necessários mais estudos com resultados semelhantes para tirarmos conclusões. Devemos trabalhar com o conjunto de evidências”.

Os próprios pesquisadores do centro americano evidenciam essa necessidade: “As gorduras ômega 3 afetam outros processos biológicos. Pode ser que esses mecanismos desempenhem um papel no desenvolvimento de certos cânceres da próstata”, disse Theodore Brasky, um dos responsáveis pelo estudo. “Esta é certamente uma área que necessita de mais pesquisas”, pondera.

Nutrientes do bem

Para não restar dúvidas, o nutricionista Fábio Gomes sugere optar por nutrientes que conhecidamente são benéficos para a saúde. “De repente não vale a pena investir num alimento que é benéfico para a saúde cardiovascular por um lado, mas pode ser prejudicial ao organismo por outro. A estratégia da prevenção pode ir por outro caminho, como alimentos ricos em licopeno, de cor avermelhada. O tomate é um bom exemplo”, complementa o especialista.

Pager do coração

Quando o ataque cardíaco ocorre, o coração para e para também o fluxo de sangue. Quanto mais tempo sem atendimento e sem restaurar o fluxo, mais tecido cardíaco é privado de sangue, o que pode deteriorá-lo ou causar efeitos graves e até fatais. De acordo com especialistas, quanto mais curto o tempo entre o início de um ataque cardíaco e o início do tratamento, maiores as chances de sobrevida do paciente.

Pensando nessas circunstâncias, uma equipe da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um projeto apelidado de anjo da guarda cardíaco. Trata-se de um sensor que é acionado logo no início do ataque cardíaco, antes mesmo que o próprio paciente possa pedir socorro.

Alarme do coração

O sensor está ligado a um pager que é transportado pelos pacientes que são considerados com chance de desenvolverem um ataque cardíaco – seja por suas características médicas ou por uma avaliação prévia feita por um especialista, em que ele observa que há um risco potencial de que aquele paciente venha a desenvolver um ataque cardíaco.

O aparelho desenvolvido nos Estados Unidos tem o tamanho de uma moeda de um dólar, e monitora a atividade cardíaca 24 horas por dia, através de um fio inserido no músculo cardíaco. Caso ocorra alguma alteração, como falta de oxigênio no coração, uma antena envia um alerta para o pager que o paciente carrega.

“Sintomas de ataques cardíacos são frequentemente mal interpretados, fazendo com que os pacientes retardem o tratamento. Este dispositivo deixa claro que a atenção médica é necessária, permitindo que o paciente procure ajuda de forma rápida e proporcionando-nos uma oportunidade de iniciar o tratamento antes que um ataque de coração resulte em danos irreversíveis.” relata Liviu Klein, um dos cardiologistas participantes da pesquisa.

Tecnologia

Por enquanto nenhum aparelho está sendo comercializado, apenas estão sendo testados em centros americanos. Segundo os pesquisadores da universidade, o objetivo é desenvolver uma tecnologia capaz de reconhecer os primeiros sinais de um ataque cardíaco, com um período de até duas horas antes de ele acontecer. “Se pudermos identificar um ataque cardíaco mais cedo, poderemos ser capazes de salvar mais vidas.” afirma Klein.

Dieta rica em fibras ajuda a prevenir doença cardiovascular

Comer bem, além de fazer parte de uma vida mais saudável, também é pré-requisito para a prevenção de inúmeras doenças, em especial as cardiovasculares. A comprovação foi feita por um estudo da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, em que pesquisadores avaliaram os benefícios do consumo diário de alimentos ricos em fibras – parte comestível de plantas que resiste à digestão – em relação à prevenção de doenças cardíacas.

O estudo, apresentado em março na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, nas Sessões Científicas de 2011 da Associação Americana de Nutrição, Atividade Física e Metabolismo, Epidemiologia e Prevenção de Doenças Cardiovasculares, analisou cerca de 11 mil pessoas, relacionando seu perfil dietético, pressão sanguínea, colesterol, vício em tabaco, histórico alimentar e a partir daí prevendo os riscos de se desenvolver doenças cardiovasculares.

Fibras e faixa etária

Conforme analise do estudo, as pessoas na faixa etária de 20 a 59 anos que têm um consumo mais alto de fibras comparado àquelas com um consumo mais baixo, mostraram um risco estatisticamente menor de sofrerem doenças cardiovasculares. No entanto, a diminuição desses riscos varia com a idade. A pesquisa também demonstrou que a ingestão de fibras em adultos de 60 a 79 anos não estava tão altamente relacionada aos riscos de doenças cardiovasculares.

Benefício múltiplo

Uma dieta rica em fibras, de acordo com os padrões da Associação Cardíaca Americana, recomenda o consumo de 25 g de fibras por dia. Para o cardiologista da Universidade de Northwestern, Donald M. Lloyd-Jones, o ideal é que essas fibras sejam provenientes de alimentos integrais e não de produtos processados, como barras de cereais, shakes ou outros produtos industrializados.“Um alimento industrializado pode até ter alta quantidade de fibras, mas em geral tem grande quantidade de sódio e geralmente é mais calórico que uma maçã, por exemplo, que possui a mesma quantidade de fibras”, afirma Lloyd-Jones.

Além do benefício em relação à prevenção das doenças cardiovasculares, as fibras também são conhecidas por ajudar a perder peso, reduzir o colesterol e beneficiar pacientes com problemas de hipertensão.

Álcool pode causar câncer de pâncreas

Apesar de ser considerado uma droga, o consumo de álcool já é tão aceito socialmente que para algumas pessoas chega a fazer parte da sua rotina. No entanto, a cada ano, novos estudos evidenciam os perigos que a ingestão abusiva dessa substância pode causar. Uma pesquisa realizada pela American Cancer Society, dos Estados Unidos, e publicada no periódico Archives of Internal Medicine, em março de 2011, relacionou o consumo abusivo de álcool ao câncer de pâncreas.

Sabe-se que o consumo de bebidas alcoólicas de forma não moderada está relacionado a vários tipos de enfermidades, como cirrose, pancreatite aguda e crônica e inclusive a outros tipos de câncer, como o da cavidade oral, faringe, laringe, esôfago, fígado, cólon e mama. Mas é a primeira vez que se relaciona o álcool ao câncer de pâncreas.

Embora o estudo não tenha sido conclusivo sobre qual fator desencadearia o tumor – se o consumo exagerado ou o tipo de bebida – foi enfático ao determinar que consumir três ou mais doses de bebidas com alta concentração alcoólica por dia pode aumentar em até 36% o risco de morte devido ao câncer de pâncreas.

Metodologia do estudo

A pesquisa analisou dados de mais de um milhão de voluntários, colhidos entre 1982 e 2006, fumantes e não fumantes, que preencheram um questionário sobre seus hábitos etílicos. Não foi observada uma diferença entre o desenvolvimento da doença e o consumo de substâncias destiladas ou fermentadas.

Cruzadas as variáveis entre bebedores, não bebedores, fumantes e não fumantes, observou-se que aqueles que consumiam três ou mais doses de bebidas alcoólicas por dia estavam associados a um risco maior de morte por câncer de pâncreas na população total do estudo, comparados com os não bebedores.

Tipos de bebidas

Segundo estudos do Instituto Nacional do Câncer (Inca), é irrelevante o tipo de bebida consumida – se vinho, cerveja ou vodca –, já que parece ser o etanol o agente causador do problema. É essa substância que causa a dependência, pois passa uma sensação de prazer a ser consumida, induzindo o indivíduo a repetir o seu consumo.

De acordo com o Inca, o recomendável é que as pessoas que optarem por consumir álcool, limitem seu consumo a um drinque por dia, para mulheres, e dois, para homens. Adolescentes, crianças e mulheres grávidas não devem ingerir bebida alcoólica.

Câncer de cólon pode ser combatido com exercícios

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de cólon e reto é o terceiro mais frequente nas regiões sul e sudeste, e sua sobrevida é considerada regular apenas se for diagnosticado em estágio inicial. A boa notícia é que pequenas mudanças de hábitos, em especial a prática de atividade física, auxiliam na prevenção de pessoas mais propensas ao desenvolvimento da doença.

Um novo estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que analisou mais de 150 mil homens e mulheres, num período de 15 anos, evidenciou a redução da mortalidade por câncer de cólon entre os pacientes que praticaram exercícios físicos de forma regular por, pelo menos, dez anos.

Exercícios para equilíbrio

Para Maria José Femenias Vieira, especialista em cirurgia geral do Hospital Oswaldo Cruz, onde exerce atividades de prevenção do câncer colo-retal, a ausência de atividade física, constante no estilo de vida do homem moderno, pode levar ao aparecimento de várias doenças. “A falta de atividade física, diminui a capacidade de resposta do sistema imunológico, que associada a outros fatores favorece o desenvolvimento de várias doenças, incluindo o câncer. O nosso corpo foi criado para o movimento, para atividade física e não tendo isto, há um desequilíbrio, uma falta de harmonia, que, às vezes, os exames de laboratório não podem detectar, mas que sutilmente, no âmago das células, ocorrem”.

Prazer no exercício

A prática de exercícios físicos é uma atividade que só agrega valor ao dia a dia de qualquer pessoa, portador de uma enfermidade ou não. Para que essa prática se torne um hábito constante, a médica Maria José aconselha: “O mais importante é querer e entender como é importante praticar exercícios e internalizar isto. Quanto mais prazer no exercício, melhor o resultado, pois o bem-estar que ele proporciona é progressivo e os resultados são cada vez melhores”.

Mutações determinam a gravidade do câncer de próstata

Cada tipo de câncer possui suas características e peculiaridades, razões pelas quais é difícil encontrar uma cura que se aplique a um grande número de pessoas. Quando relacionado ao câncer de próstata a dificuldade parece ser ainda maior. Cientistas do Weill Cornell Medical College, nos Estados Unidos, descobriram que mutações secundárias determinam que alguns tipos de células cancerosas da próstata tornem-se letais.

Publicado na edição online da revista Genoma Research, o estudo liderado por Mark Rubin acredita que essa descoberta vai ajudar a desenvolver exames melhores para detectar a doença evitando que sejam feitas biópsias desnecessárias. Além disso, essa pesquisa ajudará também na criação de tratamentos mais específicos e personalizados para cada caso.

De acordo com Marcos Dall’Oglio, chefe do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o estudo é importante, pois no início o câncer de próstata não apresenta sintomas ao paciente e, como muitos se recusam a fazer exames e biópsias, seu diagnóstico acaba sendo tardio e a doença já está em fase avançada. “Apenas depois que o câncer já está mais desenvolvido é que o paciente passa a apresentar sintomas urinários, como dor ao urinar e necessidade frequente de esvaziar a bexiga, principalmente à noite” explica.

Para Dall’Oglio a identificação desse gene faria com que pudessem ser elaborados remédios que prevenissem sua mutação desde cedo, porém ele acredita que a medicina ainda não possui essa tecnologia. “De acordo com esse estudo, podemos identificar precocemente a mutação desse gene, porém ainda não temos recursos tecnológicos que possam fazer com que esse fenômeno seja inibido por meio de medicamentos ou outros procedimentos” ressalta.

O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o que mais acomete os homens, cerca de 10% do total, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O número de casos estimados em 2010 é de 52.350, correspondendo a um risco de 54 novos casos a cada 100 mil homens. A alimentação rica em gordura animal, carne vermelha e cálcio tem sido associada ao aumento do risco em desenvolver esse tipo de câncer, além dos fatores hereditários.

Técnica de fertilização in vitro é aprimorada

Estudo publicado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, afirma poder prever com maior precisão quais embriões fertilizados in vitro têm mais chances de sobreviver no útero da mãe. Observando a velocidade da divisão celular do óvulo fecundado, os cientistas notaram que os que se desenvolviam num ritmo determinado tinham maiores chances de sobrevivência no endométrio, sob a forma de blastocistos.

Como funciona a fertilização

Na fertilização in vitro, em que o óvulo é fecundado fora do corpo da mulher, espera-se que o embrião desenvolva de quatro a oito células para que seja transferido para o útero. Como não há certeza de que aquele embrião vai se desenvolver, são implantados mais de um embrião no endométrio feminino. Os blastocistos, por sua vez, são embriões com maior divisão celular – cerca de 100 células –, o que acontece no quinto dia após a fecundação.

Gilberto Freitas, especialista em medicina reprodutiva pela King’s College, de Londres, acredita que a pesquisa auxilará a prever qual embrião se tornará um blastocisto: “na maioria das vezes, a transferência para o útero se dá no terceiro dia após a fertilização, antes, portanto do embrião se tornar um blastocisto. O estudo feito nos Estados Unidos abre caminho para a biopsia do embrião, o que ajuda a prever qual embrião se tornará um blastocisto ainda no segundo dia após fertilização”, afirma o médico que é membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, na sigla em inglês).

Indicações

É importante salientar que a biopsia do embrião é um método invasivo, conforme lembra Freitas, e deve ser aplicado em casos específicos. “Existem alguns casos específicos em que o método é indicado, como pacientes em idade materna avançada, acima de 40 anos ou doença genética na família, como a Distrofia Muscular de Duchenne, em que é possível diagnosticar o gene no embrião antes de implantá-lo na futura mãe”, alerta o especialista.

Brasileiros aguardam aprovação de medicamento contra mieloma múltiplo

Os pacientes com mieloma múltiplo aguardam com grande expectativa a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do medicamento lenalidomida. Trata-se de um agente imunomodulador que melhora a qualidade de vida e a sobrevida de uma maneira geral. Comercializado sob o nome de Revlimid, medicamento de dose oral, ele teve seus benefícios confirmados para pacientes com o mieloma múltiplo por meio de dois estudos desenvolvidos pelo MD Anderson Cancer Center, dos Estados Unidos, e mais outro, que contou com a participação de pesquisadores da Europa, Austrália e Israel.

Os resultados foram animadores em relação à síndrome mielodisplásica: um estudo multicêntrico em pessoas dependentes de transfusão que usaram o fármaco constatou que 45% tiveram resposta citogenética completa e independência de transfusão por período prolongado.  Os pacientes também relataram uma redução significativa de neuropatias periféricas, como a perda de sensibilidade nas extremidades dos dedos.

Enquanto o laboratório aguarda a aprovação pelo órgão fiscalizador brasileiro, o Revlimid já foi aprovado em outros 55 países, inclusive com o aval da European Medicines Agency (Emea), responsável pela fiscalização de medicamentos da União Europeia; e da Food and Drug Administration (FDA), órgão dos Estados Unidos.

O Revlimid é indicado para tratamento de portadores de mieloma que não tiveram sucesso em pelo menos uma terapia anterior. Na próxima edição do congresso da American Society of Hematology (ASH), que ocorrerá em dezembro de 2010, em Orlando, nos Estados Unidos, serão apresentados novos estudos que procuraram comprovar a vantagem do Revlimid em comparação a outras terapias.

Carta inspira Obama na reforma

Saúde gratuita para a população foi a principal plataforma da candidatura de Obama —————————–

Uma carta de apelo ao presidente Barack Obama escrita por uma cidadã norte-americana foi um dos pivôs da recente reforma no sistema de saúde do país. Natoma Canfield, remetente da missiva, relatava as dificuldades de pagar seu plano de saúde, cuja mensalidade subia vertiginosamente a cada ano. Canfield havia descoberto um carcinoma (tumor maligno) dezesseis anos atrás, quatro anos antes de se divorciar e passar a trabalhar como autônoma.

Ela conta que no ano passado, havia gasto mais de dez mil dólares com seu plano médico que, em troca, cobriu suas despesas em menos de um mil dólares. Por fim, pede ao presidente que a reforma, pois ela não poderia mais pagar seu convênio a partir de fevereiro desse ano.

Obama declarou ter ficado comovido com a carta, que foi publicada no site da Casa Branca. “Estou aqui por causa de Natoma”, disse o presidente em visita ao Estado de Ohio, onde Canfield reside, para divulgar a reforma no sistema de saúde. O deputado democrata do estado, John Boccieri, afirmou que também se comoveu com o relato da americana, e por causa dele, mudou sua opinião e foi a favor da implantação do sistema de saúde gratuito no país.

Íntegra da Carta: http://www.whitehouse.gov/blog/2010/03/15/im-here-because-natoma-0/letter-text

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