Você está em

Blog Dicas de Saúde

Células-tronco de sangue menstrual podem ser aproveitadas

As células-tronco estão se tornando fundamentais na medicina do século XXI. Seu uso, embora entremeado de polêmicas e questões éticas, pode ser eficaz para descobrir novas possibilidades de tratamentos para o câncer e outras doenças ainda sem cura. Agora, uma nova pesquisa realizada pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pretende inovar utilizando como material de coleta um resíduo até então desprezado: o sangue menstrual.

“O sangue menstrual apresenta uma série de vantagens que inclui a obtenção fácil e indolor, consiste em uma fonte muito rica de células-tronco mesenquimais e, além disso, é um material produzido todo mês e que seria descartado”, explica a pesquisadora responsável pelo projeto, Regina Coeli dos Santos Goldenberg, chefe do Laboratório de Cardiologia Celular e Molecular.

As células mesenquimais são células-tronco adultas, que tem diferenciação limitada, e podem ser encontradas na medula óssea, no fígado, no cordão umbilical, na placenta e no líquido amniótico, entre outros. Uma das maiores preocupações na coleta do material é com a higiene íntima que, caso não seja feita, pode afetar a qualidade final da amostra. “Por isso o sangue menstrual coletado é avaliado em cultivo em relação à presença de bactérias e fungos. Também é possível assegurar a qualidade do material por meio de testes sorológicos específicos no sangue coletado”, esclarece Regina.

Ela afirma que as pesquisas com o material proveniente do tecido endometrial já vinham sendo realizadas há cerca de 30 anos, mas que somente em 2007 foram publicados os primeiros estudos que utilizaram o sangue menstrual. “Vários trabalhos já publicados em modelos animais descreveram que as células-tronco mesenquimais derivadas do sangue menstrual se mostraram eficazes no tratamento de doenças como infarto, distrofia muscular, isquemia de patas e acidente vascular encefálico. Além disso, em 2009, foi publicado um primeiro trabalho mostrando que essas células são seguras para o uso em pacientes com esclerose múltipla”, completa.

Regina Goldenberg fala das suas expectativas sobre o estudo. O principal desafio, segundo ela, é “identificar qual o tipo de doença seria melhor beneficiada com esse tipo celular. As próximas etapas incluem o uso dessas células em modelos experimentais de doenças cardíacas e hepáticas”, finaliza.

Vitamina D pode combater câncer, diabetes e artrite, diz estudo

A vitamina D, cuja produção no corpo humano é desencadeada pela exposição ao sol, pode ter benefícios para combater doenças como o câncer, a diabetes e a artrite. É o que sugere uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra, publicada na revista especializada Genome Research. Os pesquisadores criaram, por meio de uma nova tecnologia para o sequenciamento do DNA, um mapa de receptores de vitamina D, ao longo do genoma humano, e identificaram mais de dois mil pontos de ligação — a maioria deles concentrados perto de alguns genes ligados a condições como doença de Crohn, artrite reumatóide, lúpus, esclerose múltipla, leucemia linfática crônica e câncer colorretal. A partir disso, eles demonstraram que a vitamina D tem um efeito significativo sobre a atividade de genes associados a essas condições.

De acordo com Clarice Yamanouchi, oncologista do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), os estudos nessa área se iniciaram nos anos 90 e, recentemente, têm se direcionado mais a nível molecular para entender como os genes se interrelacionam, para que os tratamentos sejam mais específicos. “O desafio é evitar que as células ativem o mecanismo de malignidade na proliferação celular, o que seria uma prevenção eficaz contra o câncer, ou seja, achar algum medicamento que evite o câncer. Porém, sabe-se que o mais importante é a relação das diversas vitaminas com o nosso organismo e a relação dos alimentos com as vitaminas e não a simples ingestão de vitaminas”, esclarece.

Apesar de ser facilmente produzida pelo corpo humano, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) estimam que pelo menos um bilhão de pessoas no mundo sofre com deficiência da vitamina D. Clarice explica o porquê de um número tão elevado: “os hábitos modernos de se proteger excessivamente do sol, não promover atividades físicas em áreas expostas a luz solar e o trabalho em ambientes fechados são os principais motivos, pois o organismo precisa do sol para tornar a vitamina ativa”.

Ampyra® é o novo remédio para tratar a esclerose múltipla

A Medicsupply já disponibiliza aos seus clientes o Ampyra® (dalfampridine), usado no tratamento à esclerose múltipla. O medicamento foi recentemente aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão fiscalizador dos Estados Unidos.

A esclerose múltipla é uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central (SNC) em adultos jovens, segundo informações da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem). A doença é caracterizada por lesar a bainha de mielina, camada que envolve parte dos neurônios e é responsável por acelerar a transmissão de informações entre o sistema nervoso.

Essa interferência é responsável pelos diversos sintomas que a doença apresenta. Eles se manifestam de acordo com a região do SNC afetado e vão de transtornos visuais, como visão embaçada ou dupla, problemas de fala, equilíbrio e coordenação a transtornos cognitivos e emocionais, como raciocínio e memória comprometidos.

Em estudos prévios, o uso de Ampyra® em animais demonstrou que o medicamento tem a capacidade de bloquear o vazamento de potássio das partes do neurônio que deveriam ser revestidas com a bainha de mielina. Segundo informações do laboratório Acorda, que produz o fármaco, isso reforça o sinal emitido pelo cérebro que passa por essa região. Ampyra® é administrado por via oral.

Informe-se com o seu médico sobre o uso de Ampyra@ e confira a página do medicamento no portal da Medicsupply.

Esclerose Múltipla

Ao contrário do que dita o senso comum, a esclerose múltipla não é uma doença de idosos – ela ataca principalmente jovens entre 20 e 45 anos. “A esclerose múltipla não deixa o paciente esclerosado. É por causa desTe termo que muitos acreditam que seja uma doença de idosos, mas não é”, explica a neurologista Maria Cristina Brandão de Giacomo, da coordenação científica da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).

Ela conta que a doença, abreviada pela sigla EM, é uma doença inflamatória que ataca o sistema nervoso central, formado por cérebro, cerebelo e medula espinhal. Essas áreas são revestidas por uma camada chamada bainha de mielina, responsável pela condução de impulsos nervosos. Quando ela não existe, os impulsos são transmitidos lentamente. Na EM, o sistema imunológico reconhece a mielina como um corpo estranho e produz anticorpos para eliminarem essa substância do organismo.

“Esclerose múltipla significa múltiplas cicatrizes e é exatamente isso o que a doença representa: feridas e cicatrizes na mielina”, afirma a médica. Segundo ela, os sintomas da EM variam de acordo com a região do sistema nervoso que desenvolve a inflamação. Se ocorrer em uma área ligada à motricidade, por exemplo, a pessoa sentirá dificuldades motoras – o mesmo acontece com a visão e os esfíncteres. “Além disso, a esclerose múltipla pode atacar o cérebro de uma forma mais difusa, causando um déficit cognitivo”, diz.

Desenvolvimento

A EM é uma doença autoimune e genética: uma alteração no sistema imunológico. “Existe um mapeamento genético que já indicou dois cromossomos responsáveis pela esclerose múltipla. O que sabemos é que o meio ambiente é o fator desencadeante da EM, mas não sabemos exatamente por que e como a doença é desencadeada”, explica Maria Cristina.

Um fator que sempre deve ser acompanhado é a parte psicológica do paciente. “Quando uma pessoa não está bem emocionalmente, a doença se desenvolve mais rapidamente – isso acontece não apenas com a esclerose múltipla, mas com todas as doenças”. Por isso, a neurologista afirma que cuidar do emocional do paciente é fundamental durante o tratamento. “Aliado a esse acompanhamento psicológico existe a medicação, que procura diminuir a atividade inflamatória”, orienta a médica.

A esclerose múltipla não tem cura e existe uma dificuldade no tratamento pelas características da doença. “Não podemos neutralizar totalmente o sistema imunológico, senão o paciente não irá combater um simples resfriado. Por isso, o tratamento é delicado – precisamos equilibrar a imunidade para que ela exista, apenas não ataque a mielina”, esclarece.

Maria Cristina levanta questões que justificam a continuidade dos estudos e pesquisas sobre a doença. “Há casos nos quais um gêmeo tem esclerose múltipla e outro não. Por que apenas um desenvolve, se o ambiente é o mesmo e a genética é parecida?”, questiona. “Essas dúvidas estão sendo estudadas para que, no futuro, talvez possamos identificar quem pode desenvolver a doença e como evitá-la”.

Isenção no IR para pacientes com câncer sem sintoma

A partir de agora, pacientes com câncer que não apresentem sintomas da doença – neoplasia assintomática –, também, estarão isentos do Imposto de Renda anual. O benefício já era concedido a pessoas com a doença e que já tinham manifestação dos sintomas. A medida foi decidida em abril pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), que já havia determinado na lei nº 7.713, de 1988, a isenção para pacientes da neoplasia maligna que apresentassem sintomas.

Para tanto, explica a advogada tributarista, Débora D’Almeida Cordeiro, o artigo 30 da lei nº 9.250, de 1995, exigia que o contribuinte apresentasse um laudo pericial que comprovasse a moléstia, emitido por um serviço médico oficial. “Agora o STJ determinou que não há necessidade da demonstração da continuidade dos sintomas da doença, nem da indicação de validade no laudo pericial para isentar o contribuinte.”, afirma a advogada.

A medida, que já protegia portadores de diversas doenças e condições físicas, vai beneficiar milhares de contribuintes. A lei se aplica a todos os tipos da doença, desde que devidamente comprovado a neoplasia assintomática. Débora especifica a documentação necessária para ter direito à isenção:

  • Requerimento de isenção de Imposto de Renda
  • Laudo médico-pericial emitido por serviço médico oficial da União, Estados, Distrito Federal ou Municípios com as informações: identificação da instituição responsável por sua expedição, especificação da moléstia (nome e/ou Código Internacional de Doença – CID), histórico clínico do paciente, identificação do médico responsável pela emissão do laudo, com a assinatura, carimbo e CRM do médico
  • Exame médico que comprove a existência da doença

Outras condições médicas apontadas pela advogada que isentam o contribuinte do IR:

  • Portadores de moléstia profissional
  • Tuberculose ativa
  • Alienação mental
  • Esclerose múltipla
  • Cegueira
  • Hanseníase
  • Paralisia irreversível e incapacitante
  • Cardiopatia grave
  • Doença de Parkinson
  • Espondiloartrose anquilosante
  • Nefropatia grave
  • Hepatopatia grave
  • Estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante)
  • Contaminação por radiação
  • Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS)

Medicamentos
Por nome
Por especialidades
Por doenças
Por princípio-ativo
Pacientes
Blog Dicas de Saúde
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Prof. de Saúde
Central do Conhecimento
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Laboratórios
Vantagens
Meu Cadastro
Central de Ajuda
MEDICSUPPLY
Notícias
Contato
Pacientes
Profissionais de saúde
Laboratórios
Trabalhe conosco
BlogBlogs.Com.Br