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Dieta rica em fibras ajuda a prevenir doença cardiovascular

Comer bem, além de fazer parte de uma vida mais saudável, também é pré-requisito para a prevenção de inúmeras doenças, em especial as cardiovasculares. A comprovação foi feita por um estudo da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, em que pesquisadores avaliaram os benefícios do consumo diário de alimentos ricos em fibras – parte comestível de plantas que resiste à digestão – em relação à prevenção de doenças cardíacas.

O estudo, apresentado em março na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, nas Sessões Científicas de 2011 da Associação Americana de Nutrição, Atividade Física e Metabolismo, Epidemiologia e Prevenção de Doenças Cardiovasculares, analisou cerca de 11 mil pessoas, relacionando seu perfil dietético, pressão sanguínea, colesterol, vício em tabaco, histórico alimentar e a partir daí prevendo os riscos de se desenvolver doenças cardiovasculares.

Fibras e faixa etária

Conforme analise do estudo, as pessoas na faixa etária de 20 a 59 anos que têm um consumo mais alto de fibras comparado àquelas com um consumo mais baixo, mostraram um risco estatisticamente menor de sofrerem doenças cardiovasculares. No entanto, a diminuição desses riscos varia com a idade. A pesquisa também demonstrou que a ingestão de fibras em adultos de 60 a 79 anos não estava tão altamente relacionada aos riscos de doenças cardiovasculares.

Benefício múltiplo

Uma dieta rica em fibras, de acordo com os padrões da Associação Cardíaca Americana, recomenda o consumo de 25 g de fibras por dia. Para o cardiologista da Universidade de Northwestern, Donald M. Lloyd-Jones, o ideal é que essas fibras sejam provenientes de alimentos integrais e não de produtos processados, como barras de cereais, shakes ou outros produtos industrializados.“Um alimento industrializado pode até ter alta quantidade de fibras, mas em geral tem grande quantidade de sódio e geralmente é mais calórico que uma maçã, por exemplo, que possui a mesma quantidade de fibras”, afirma Lloyd-Jones.

Além do benefício em relação à prevenção das doenças cardiovasculares, as fibras também são conhecidas por ajudar a perder peso, reduzir o colesterol e beneficiar pacientes com problemas de hipertensão.

Refrigerante diet consumido diariamente aumenta o risco de derrame e ataque cardíaco

Pesquisadores da University of Miami Miller School of Medicine, nos Estados Unidos, concluíram um estudo onde mostram que consumir refrigerante diet diariamente está associado à maior risco de derrame, ataque cardíaco e mortes relacionadas a eventos vasculares.

A pesquisa apresentada na International Stroke Conference 2011, em Los Angeles (EUA), envolveu 2.564 pacientes e apontou que as pessoas que beberam refrigerante diet diariamente apresentaram um risco 61% maior de doenças cardiovasculares do que aqueles que relataram não beber refrigerante.

Quando os dados foram cruzados com síndrome metabólica, doenças vasculares periféricas e histórico de doença cardíaca, o risco foi 48% maior, destacaram os pesquisadores no estudo apresentado na conferência internacional sobre Acidente Vascular da Associação Americana de AVC.

Segundo a autora do estudo, Hannah Gardener, se forem confirmados resultados futuros, poderemos sugerir que o refrigerante diet pode não ser o substituto ideal de bebidas adoçadas com açúcar para a proteção contra os resultados vasculares

De acordo com o cardiologista da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, André Langowiski, as pessoas consomem refrigerantes e produtos diet pensando que isso significa um bem para a saúde, mas não é bem assim. “Isso porque esses produtos apresentam uma grande quantidade de sódio, substância causadora da hipertensão, que é um dos fatores que leva a acidentes vasculares cerebrais”.

Para ele, a pesquisa é interessante porque desmistifica o pensamento que as pessoas têm de que os produtos diet, que possuem pouca glicose, seriam benéficos para a saúde. Em outro estudo com 2.657 participantes, cientistas descobriram que a ingestão elevada de sal foi associada a um risco significativamente maior de acidente vascular cerebral isquêmico, independente de causar hipertensão. Os pesquisadores afirmaram que as pessoas que consumiram mais de 4 mil mg de sódio por dia tinham mais que dobro do risco de AVC se comparados com aqueles que consomem menos de 1.500 mg por dia.

“O ideal é o consumo de 4 a 6 gramas por dia. Acima disso, em uma frequência diária, começa a se tornar perigoso para a saúde da população”. Nessa direção de alertar a população, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) lançou a campanha “Eu sou 12 por 8” em junho de 2010. O objetivo é conscientizar a população brasileira sobre os benefícios de manter a pressão arterial em níveis adequados e sobre os riscos de hipertensão.

Segundo estimativas da Sociedade, no Brasil, existem cerca de 30 milhões de hipertensos. A pressão não controlada é a principal causa das duas doenças que mais matam no país: acidente vascular cerebral e o infarto do miocárdio. Por ano, 300 mil brasileiros são vítimas dessas doenças que matam mais que todos os tipos de câncer, por exemplo.

Pesquisa

A pesquisa foi feita por meio de um questionário de frequência alimentar. Com base nos dados, os participantes foram agrupados em sete categorias de consumo. Nenhum refrigerante (o que significa menos de um refrigerante de qualquer tipo por mês); consumo moderado de refrigerante regular, consumo diário de refrigerante regular; consumo moderado de refrigerante diet; consumo diário de refrigerante diet; e dois grupos de pessoas que consumiam ambos os tipos: consumo moderado de refrigerante diet e regular e consumo diário de refrigerante regular diet.

Foram considerados durante a pesquisa a idade dos participantes, sexo, raça ou etnia, tabagismo, exercício físico, consumo de álcool e ingestão calórica diária. Durante nove anos, ocorreram 559 eventos vasculares, incluindo vascular cerebral isquêmico e hemorrágico.

Também foi realizada pesquisa de sódio, onde 187 acidentes vasculares cerebrais isquêmicos foram relatados durante nove anos de segmento. O risco de derrame, independente da hipertensão, aumentou em 16% para cada 500 mg de sódio consumido por dia.

Na pesquisa foram incluídos ajustes por idade, sexo, raça, educação, consumo de álcool, exercícios, ingestão calórica diária, tabagismo, diabetes, colesterol alto, pressão alta e doença cardíaca prévia.

“A mensagem da pesquisa é que a ingestão elevada de sódio é um fator de risco para acidente vascular cerebral isquêmico em pessoas com hipertensão, bem como entre os sem hipertensão arterial, ressaltando a importância de limitar o consumo de alimentos com alto teor de sódio para a prevenção do AVC”, disse o Gardener.

Amamentar beneficia mulheres que tiveram câncer quando crianças

Mulheres que tiveram sobrevida a algum tipo de câncer na infância devem ser aconselhadas a amamentar, quando possível. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelo St. Jude Children´s Research Hospital, em Memphis (EUA), publicado no último dia 21 de janeiro. O estudo aponta que a amamentação pode ajudar mulheres que sofreram algum tipo de câncer durante a infância. De acordo com os resultados, a amamentação exerce boas influências na densidade mineral dos ossos, fatores de risco de síndromes metabólicas, doenças cardiovasculares e tumores secundários.

Segundo uma das pesquisadoras e líderes do estudo, Susan Ogg, além de serem aconselhadas a comer muitas frutas e vegetais, não fumar, usar protetores solares, praticar sexo seguro e fazer exercícios físicos regulares, as mulheres que sobreviveram a um câncer infantil devem ser encorajadas a amamentar seus filhos. “Isso porque a amamentação pode ajudar a preveni-las de uma série de problemas decorrentes do tratamento do câncer”, explica.

O estudo aponta ainda que é frequente que pacientes vítimas de câncer infantil apresentem problemas para terem filhos ao chegar a idade adulta, devido as limitações trazidas pela doença ou pelo próprio tratamento da doença. Estima-se que de cada 640 jovens adulto, de 20 a 39 anos de idade, 80% serão sobreviventes de câncer.

Hormônios

De acordo com os pesquisadores, sobreviventes de câncer infantil enfrentam maiores riscos de desenvolver câncer na idade adulta. Segundo a pesquisa, nas mulheres esse risco é ainda maior devido ao câncer de mama. No entanto, a amamentação esta relacionada diretamente com uma redução significativa nos riscos desse tipo de câncer. Porém, algumas não conseguem produzir leite materno. Em mulheres que passaram por terapias que afetam o nível de hormônio do crescimento – responsável pelo crescimento das mamas –, o problema é mais comum.

Aspirina protege de doenças cardiovasculares e câncer

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e publicado na revista médica The Lancet, mostra que tomar diariamente 75 mg de aspirina durante cinco anos reduz em um terço as mortes causadas por câncer e em 25% o risco de desenvolver essa doença.

De acordo com essa pesquisa, a maior ingestão de aspirinas poderia salvar milhões de vidas por ano. Peter Rothwell, neurologista que dirigiu essa pesquisa, já começou ele mesmo a tomar sua dose diária. “Suspeito que dentro de cinco ou dez anos, estaremos receitando aspirinas às pessoas de meia idade e não só pelos benefícios vasculares que se conhecem”.

Outras pesquisas realizadas anteriormente já demonstraram que uma pequena dose diária de aspirina poderia reduzir a possibilidade de doenças cardiovasculares. Entre os 40 e 55 anos aumenta significativamente o risco de adoecer de algum tipo de câncer, por isso Rothwell considera “sensato” que o consumo de aspirina começasse aos 45 anos.

O professor Peter Elwood, da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, dirigiu o estudo sobre os efeitos da aspirina em relação às doenças cardiovasculares e afirma que “estamos diante de um marco de enorme importância para a comunidade em geral”.

Contrapontos

Apesar da exaltação dos pesquisadores, outros analistas advertem que a aspirina pode dobrar a incidência de hemorragias gastrointestinais, ocorrência que atualmente é de uma para mil pessoas ao ano.

O professor de genética John Burns, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, ressalta que o problema “é que se recomendarmos algo a toda a população, teremos de enfrentar os efeitos secundários”.

No Reino Unido, morrem por ano 150 mil pessoas em consequencia do câncer e 200 mil em decorrência de alguma doença cardiovascular.

Sibutramina deve ser utilizada de maneira criteriosa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta aos profissionais da saúde sobre o uso da sibutramina – substância presente em medicamentos usados para auxiliar a perda de peso. Durante o mês de fevereiro o órgão deve fazer uma nova avaliação sobre o assunto. Estão programados debates na Câmara Técnica de Medicamentos que resultará em um parecer técnico para que sejam determinadas medidas restritivas ao uso destes medicamentos.

A decisão pode ter sido inspirada devido à suspensão da venda do medicamento na Europa, a partir da recomendação da Agência Européia de Medicamentos. Um estudo feito por um comitê da agência revelou que os efeitos colaterais da substância trazem mais danos à saúde do que se imaginava, sobretudo no desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Restrições ao uso da sibutramina no Brasil é menor

Em nota, o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Ricardo Meirelles, comentou a respeito do estudo feito pela Agência Européia. Segundo ele, a pesquisa foi feita em pacientes já portadores de doença cardiovascular ou com histórico de problemas cardíacos. Meirelles acredita que não há evidências de que a prescrição criteriosa a pacientes sem contraindicações ocasione aumento de eventos cardiovasculares.

A endocrinologista Dra. Carla Senn do Centro de Diabetes Curitiba é a favor da utilização da sibutramina, porém, com uma série de restrições que devem ser de conhecimento dos médicos. Segundo ela, a substância deve ser utilizada somente para o tratamento de pacientes que são obesos (índice inicial de massa corporal (IMC) maior ou igual a 30 kg/m2 ou superior ou igual a 27 kg/m2), que não têm antecedentes de doença cardiovascular e que se mostraram incapazes de perder peso através de dieta e exercícios físicos. “Todos os pacientes que estão sendo tratados com a substância devem consultar o médico regularmente para o monitoramento da pressão arterial e frequência cardíaca”, alerta.

Restrições ao uso da sibutramina

A sibutramina não deve ser utilizada nos seguintes casos:
- Pacientes com hipertensão não controlada ou hipertensão mal controlada
- Pacientes com crises convulsivas
- Pacientes com alergia a qualquer ingrediente da sibutramina
- História de doença cardíaca (doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial obstrutiva periférica, arritmias ou taquicardias)
- Acidente vascular cerebral
- Doença hepática ou renal
- Mulheres grávidas ou lactantes
- Pessoas com obesidade devido a perturbações do metabolismo
- Indivíduos com história de transtornos alimentares
- Pessoas com doença mental (como psicose maníaco-depressiva)
- Pessoas que usaram ou abusaram de drogas, medicamentos ou álcool
- Pacientes que tem a síndrome de Tourette.
- Indivíduos com um hipertireoidismo
- Indivíduos com glaucoma de ângulo estreito
- Pacientes que apresentam tumores na glândula adrenal
- Homens com um aumento da próstata.

Efeitos colaterais da sibutramina

Os efeitos colaterais mais comuns da sibutramina são:
- Problemas para dormir
- Constipação
- Boca seca
- Batimento cardíaco rápido
- Aumento da pressão arterial
- A consciência dos batimentos cardíacos (palpitações)
- Dor de cabeça
- Ansiedade
- Tontura.

Infância rica em cálcio reduz risco de morte por derrame em 60%

Durante 65 anos, cientistas do Queensland’s Institute of Medical Research e da Bristol University estudaram a história de morte por derrame sobre os hábitos alimentares de famílias da classe média de Bristol. Aquelas com maior ingestão de cálcio quando crianças apresentaram os menores índices de morte por derrame cerebral (AVC – Acidente Vascular Cerebral).

As conclusões mostram que os produtos lácteos protegem da morte por derrame cerebral, osteoporose e hipertensão arterial. Segundo o neurologista do Hospital VITA Curitiba, Marcos Christiano Lange, os estudos ainda são controversos quanto à relação de cálcio e AVC. “A maioria dos estudos demonstra que a ingestão elevada de cálcio reduz os níveis pressóricos, ou seja, observa-se um melhor controle da pressão arterial e por conseqüência redução do risco de AVC e óbito pelo mesmo”.

Há evidências de que a ingestão de cálcio aumenta os níveis do hormônio de crescimento de insulina 1 ou IGF-1. Ou seja, O IGF-1 está relacionado a fatores de risco cardiovasculares reduzindo assim, a possibilidade de morte por doenças cardiovasculares. Pacientes obesos e diabéticos apresentam níveis alterados deste hormônio, o que poderia demonstrar sua relação indireta com o AVC. Porém, até o momento, não existem estudos que analisaram esta associação, explica o neurologista.

A dieta rica em cálcio e proteínas está associada à normalização dos níveis do IGF-1 conforme publicações recentes. Portanto, uma dieta saudável, a prática de atividade física, o diagnóstico precoce e o bom controle dos fatores de risco previne a ocorrência do AVC, que atualmente é a principal causa de mortalidade em nosso país, segundo dados do Ministério da Saúde.

Em relação à osteoporose, que de uma forma simples é a redução do cálcio nos ossos, a ingestão de cálcio permite que as reservas dessa substância se mantenham em níveis adequados, porém é necessário que em conjunto seja realizada uma dieta saudável que inclua a ingestão de vitamina D, a qual auxilia na absorção do cálcio. Inclusive a complementação com cálcio e vitamina D já é utilizada em casos de osteoporose leve.

Ingestão de cálcio

Foram analisadas 4.374 crianças e com a ingestão de três porções de produtos lácteos ao dia – por exemplo, um copo de 200 ml de leite, um pote de iogurte e um pequeno pedaço de queijo. Esta quantidade fornece a quantidade de cálcio que a maioria das pessoas precisa ingerir a cada dia. E, vale lembrar que adolescentes e adultos devem dar preferência aos derivados do leite desnatados, para reduzir a ingestão de gorduras.

Derrame e seus sintomas

O derrame (acidente vascular cerebral – AVC) é o comprometimento vascular da circulação cerebral. Ele está para o cérebro, assim como o infarto do miocárdio está para o coração.

Existem dois tipos mais comuns: o AVC isquêmico e o AVC Hemorrágico.

O isquêmico é quando ocorre o entupimento de uma artéria cerebral e com isso a área do cérebro irrigada morre, podendo manifestar diferentes sintomas dependendo da área afetada. Os sintomas mais comuns são: início súbito de dor de cabeça, dificuldade para falar, dificuldade para caminhar, perda súbita da força ou da sensibilidade de um lado do corpo e perda súbita da visão. O mais importante é que estes sintomas iniciam de repente.

O segundo tipo de AVC é o hemorrágico, em que ao invés da artéria entupir, ocorre o rompimento desta artéria e existe a formação de um coágulo na região, os sintomas são semelhantes aos do AVC isquêmico.

Prevenção e tratamento do derrame

A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o controle adequado de doenças relacionadas ao AVC, como a hipertensão arterial, o diabetes, o aumento do colesterol, o tabagismo e a obesidade.

Para o tratamento do AVC é necessário que a pessoa, ao sentir algum dos sintomas descritos, acima busque um hospital, onde será realizado o atendimento e o diagnóstico exato para diferenciar o AVC de outras doenças.

Para o AVC isquêmico existe um tratamento específico chamado trombólise. Este tratamento só pode ser realizado em hospitais nas primeiras horas após o início dos sintomas.

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