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Câncer de próstata: Mitos e verdades

O tumor mais comum em homens é o câncer de próstata, principalmente naqueles que estão com mais de 50 anos de idade. Com o avanço da medicina e com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, é possível que, proporcionalmente, mais casos da doença sejam diagnosticados.
Em sua fase inicial, o câncer de próstata evolui de maneira discreta e muitos pacientes não apresentam sintomas. Em alguns homens, quando há presença dos sintomas, eles são confundidos com o crescimento benigno da próstata. Já na fase avançada, o paciente pode sentir dor óssea, sintomas urinários e, em casos mais graves, há insuficiência renal e até infecção generalizada.
Diagnóstico
O diagnóstico do câncer de próstata só é possível através de exame clínico, o toque retal, e pela dosagem do antígeno prostático específico (PSA). Conforme o resultado, o paciente terá indicação de ultrassonografia pélvica ou prostática transretal. A ultra poderá apontar a necessidade da realização da biópsia prostática transretal.
Alguns mitos rondam o imaginário masculino. O urologista, André Cavalcanti, do Centro Integrado de Saúde do Homem e chefe do setor de urologia do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, esclarece algumas dúvidas.
Hábitos sexuais estão relacionados com o câncer de próstata?
André Cavalcanti: Não há nenhum trabalho científico que prove que hábitos sexuais têm a ver com a doença. No passado acreditava-se que sexo de mais ou de menos provocava câncer. Assim como o hábito da masturbação masculina, mas tudo isso é mito.
Histórico familiar é um fator de risco?
André Cavalcanti: É um dos mais importantes. Tanto que pacientes que apresentam casos na família merecem atenção especial e precisam ser mais cuidadosos. As sociedades, em geral, indicam o exame clínico aos homens com 45 anos, mas quando há histórico familiar o exame é solicitado a partir dos 40 anos.
É verdade que o tomate previne o câncer de prósata?
André Cavalcanti: Há estudos nutricionais que indicam que o licopeno, presente no tomate, possui potencial de prevenção do câncer de próstata, mas não temos comprovação científica. A literatura é bastante rigorosa. Por enquanto, o que temos é uma tendência a acreditar no alimento como preventivo.
Os hábitos saudáveis são sempre recomendáveis. Assim como a realização dos exames na idade indicada. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, não só pode ajudar a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não transmissíveis.

O tumor mais comum em homens é o câncer de próstata, principalmente naqueles que estão com mais de 50 anos de idade. Com o avanço da medicina e com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, é possível que, proporcionalmente, mais casos da doença sejam diagnosticados.

Em sua fase inicial, o câncer de próstata evolui de maneira discreta e muitos pacientes não apresentam sintomas. Em alguns homens, quando há presença dos sintomas, eles são confundidos com o crescimento benigno da próstata. Já na fase avançada, o paciente pode sentir dor óssea, sintomas urinários e, em casos mais graves, há insuficiência renal e até infecção generalizada.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer de próstata só é possível através de exame clínico, o toque retal, e pela dosagem do antígeno prostático específico (PSA). Conforme o resultado, o paciente terá indicação de ultrassonografia pélvica ou prostática transretal. A ultra poderá apontar a necessidade da realização da biópsia prostática transretal.

Alguns mitos rondam o imaginário masculino. O urologista, André Cavalcanti, do Centro Integrado de Saúde do Homem e chefe do setor de urologia do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, esclarece algumas dúvidas.

Hábitos sexuais estão relacionados com o câncer de próstata?

André Cavalcanti: Não há nenhum trabalho científico que prove que hábitos sexuais têm a ver com a doença. No passado acreditava-se que sexo de mais ou de menos provocava câncer. Assim como o hábito da masturbação masculina, mas tudo isso é mito.

Histórico familiar é um fator de risco?

André Cavalcanti: É um dos mais importantes. Tanto que pacientes que apresentam casos na família merecem atenção especial e precisam ser mais cuidadosos. As sociedades, em geral, indicam o exame clínico aos homens com 45 anos, mas quando há histórico familiar o exame é solicitado a partir dos 40 anos.


É verdade que o tomate previne o câncer de prósata?

André Cavalcanti: Há estudos nutricionais que indicam que o licopeno, presente no tomate, possui potencial de prevenção do câncer de próstata, mas não temos comprovação científica. A literatura é bastante rigorosa. Por enquanto, o que temos é uma tendência a acreditar no alimento como preventivo.

Os hábitos saudáveis são sempre recomendáveis. Assim como a realização dos exames na idade indicada. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, não só pode ajudar a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não transmissíveis.

Novo medicamento para combater câncer de próstata

Um medicamento comumente usado para infecções fúngicas das unhas e outros órgãos pode ser utilizado para o tratamento de câncer de próstata avançado. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, estão avaliando a possibilidade de usar a droga itraconazol como alternativa para o tratamento com quimioterápicos.

Atualmente, o tratamento de câncer de próstata em estágio avançado é feito com terapia hormonal e, quando não há uma resposta positiva para ela, inicia-se a quimioterapia, que é um método mais agressivo.

Porém, os pesquisadores da universidade americana, ao vasculharem um banco de dados com informações referentes a mais de três mil medicamentos, observaram que o itraconazol tinha a característica de bloquear o crescimento dos vasos sanguíneos que alimentavam o tumor, mostrando-se como alternativa à quimio.

Metodologia de estudo

Os estudiosos analisaram os efeitos do antifúngico em um grupo de pacientes portadores de câncer de próstata metástico – aquele que já se espalhou em outros órgãos. Foi aplicada uma dose diária de itraconazol, em quantidades distintas, no grupo de pacientes, e observou-se que apenas dois dos 17 pacientes (11,8% da amostra) que receberam baixas doses da droga apresentaram um PSA (antígeno que específico da próstata) estável ou em declínio.

Já entre os 24 que receberam altas doses da substância, 11 tiverem níveis de PSA estáveis ou reduzidos em 30% ou mais. Pacientes que não receberam itraconazol tiveram uma piora em seus níveis de PSA.

Alguns efeitos colaterais também foram observados, como aumento na taxa de potássio no sangue, hipertensão e retenção de líquidos. Mas esses efeitos foram minimizados com o uso de medicamentos para atenuar esses sintomas.

Outra importante descoberta feita pelo grupo de cientistas da Universidade Johns Hopkins foi a capacidade do medicamento de reduzir o nível de células tumorais circulantes presentes no sangue. Do grupo avaliado, 12 dos 14 homens que receberam altas doses de itraconazol apresentaram essa estatística. O próximo passo é realizar estudos em um grupo maior de homens para comprovar a eficácia da substância antes de tentar comercializá-la.

Número de sobreviventes ao câncer quadriplica

Uma esperança para quem sofre da segunda doença que mais mata no mundo: o câncer. De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, quadriplicou o número de sobreviventes ao câncer naquele país. As informações, divulgadas no começo de março de 2011, deram conta que em 2007, 11,7 milhões de pessoas sobreviveram a algum tipo de neoplasia. Em 1971, esse número era de apenas três milhões de pacientes, enquanto que em 2001 os sobreviventes totalizavam 9,8 milhões de pessoas.

O aumento da taxa de sobrevivência ao câncer se deve, sobretudo, aos avanços na detecção da doença. Isso se mostra pelos próprios dados publicados: do total de pacientes, 4,7 milhões haviam recebido seu diagnóstico há dez anos ou mais. Outro fator que contribui para esse incremento é a melhoria nos métodos de diagnóstico.

O diagnóstico precoce é um dos fatores que mais contribui para a cura do câncer atualmente. Quanto mais cedo for diagnosticada a neoplasia, maior a probabilidade de cura. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais da metade dos casos de câncer já tem cura.

De acordo com o relatório norte-americano, o câncer de mama foi a neoplasia com maior taxa de sobrevivência (22%), seguida por câncer de próstata (19%) e câncer colorretal (10%).

Uma nova chance

Para Glacira Oliveira Mesquita, psicóloga do Centro Oncológico de Recuperação e Apoio (Cora), um centro que há 24 anos atende pacientes, familiares e sobreviventes de câncer, aqueles que se curam de uma neoplasia acabam revendo seus conceitos. “Uma pessoa que tinha uma vida robotizada, sem tempo para nada, após superar uma doença como essa acaba revendo seus valores, tirando tempo para um café, por exemplo”, diz a psicóloga.

Mas as lembranças do que um paciente enfrentou residem na memória. “Nos primeiros anos após ter se curado da doença a pessoa ainda sente uma grande ansiedade ao fazer exames de rotina, é um momento complicado para elas. Por isso necessitam de grande apoio da família e por vezes psicológico”, afirma Glacira.

Prevenção

Quem supera a doença não esquece o que passou. Além da incerteza da cura, há todo o inconveniente do tratamento, que pode ser desde uma cirurgia a algo mais agressivo, como quimio ou radioterapia. De acordo com o Inca, 80% dos casos de câncer está relacionado ao ambiente em que vivemos – e onde estão os fatores de risco, especialmente aqueles ligados ao estilo e hábitos de vida. Daí a importância de adotar hábitos de vida saudáveis como forma de prevenção ao câncer.

Droga evita procedimento cirúrgico

O aumento da próstata pode ocorrer por conta de uma hiperplasia benigna ou devido ao câncer de próstata (CP). Em ambas as situações há o acréscimo do volume da glândula sexual masculina que provocará obstrução total ou parcial do canal uretral. Em sua fase inicial, o câncer acontece de forma silenciosa e muitas vezes é confundido com a hiperplasia devido à semelhança entre os sintomas como jato urinário fraco, dificuldade miccional, entre outros.

O tumor maligno é o mais comum em homens com mais de 50 anos. As taxas de incidência da doença apresentaram um aumento significativo nas últimas décadas, que na maioria das vezes, é explicado pelo aumento da longevidade da população, pelo aperfeiçoamento dos métodos de diagnósticos, entre outras causas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da doença é feito pelo exame clínico, popularmente conhecido como toque retal, e, ainda, pela dosagem do PSA (Prostate Specific Antigen), um marcador de câncer. O antígeno PSA em nível elevado funciona como um indicativo de que há o câncer, sugerindo a realização de ultrassonografia, que, pode resultar na realização de biópsia.

Dutasteride

Segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Washington (EUA), e divulgado no final de 2010, o uso da droga Dutasteride aumenta a precisão do teste de câncer de próstata. O chefe da pesquisa, Gerald Andriole, afirma que os homens que fizeram uso da droga oferecem uma leitura mais precisas nos testes do PSA.

Como age a Dutasteride no diagnóstico do câncer de próstata?

A Dutasteride, que é uma droga sintética, possui a capacidade de diminuir a quantidade de PSA no organismo. Segundo o coordenador do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), André Murad, o uso consciente da Dutasteride é animador, pois evita a realização desnecessária de biópsias, que invariavelmente são processos dolorosos, de risco e caro para os pacientes.

“O paciente não sofrerá uma biópsia à toa, o que é uma evolução na medicina. A biópsia é uma cirurgia. Ao começar a tomar a droga com acompanhamento médico, entre dois a quatro meses o nível do PSA cai, pois a Dutasteride tem essa capacidade. Se o nível de PSA ficar estável, o médico munido de outras informações clínicas poderá analisar se há presença de câncer ou não. Porém, em contrapartida, se o nível de PSA se mantiver elevado há indicativo de um câncer mais agressivo”, esclarece o médico.

Conforme informação oferecida pelo especialista, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da droga há pouco tempo. Na rede pública ainda não há uso da Dutasteride. “O tratamento é muito caro ainda. Na Europa, uma caixa com 30 compridos custa 40 Euros. Aqui no Brasil o valor dobra”, lamenta o médico.

Apesar de alertar que a Dutasteride, como toda droga, pode provocar reações e oferece risco ao paciente, Murad acredita que o uso do medicamento é um espetáculo no tratamento ao câncer de próstata e vem saciar uma necessidade na precisão do teste que só tem a gerar resultados positivos.

Estudo confirma propriedades curativas da sucupira

A sucupira é uma fonte de remédios contra o câncer. Em 2008, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) já tinham detectado que a substância 6alfa-acetóxi-7beta-hidroxi-vouacapano, presente nas sementes da planta, era capaz de inibir o crescimento de células de câncer de próstata. A novidade vem da mesma universidade: o farmacêutico Humberto Moreira Spíndola, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp descobriu na sucupira outros dois compostos com efeito antitumoral.

Ao longo da pesquisa de Spíndola foram identificadas as substâncias vouacapano e geranilgeraniol, que apresentam efeitos analgésicos e anticâncer. Os primeiros resultados foram avaliados em estudos com roedores – apesar de estar apenas em seu estado inicial a pesquisa sinaliza a possibilidade de um novo analgésico fitoterápico, com alta eficácia e poucos efeitos colaterais. “Interessa-nos encontrar substâncias que, além da atividade analgésica, tenham menos efeitos adversos”, expõe Mary Ann Foglio, coordenadora das pesquisas no CPQBA.

Caminho para um novo medicamento

Para produzir um novo medicamento ainda é necessário que a pesquisa de Spíndola passe por três fases. A primeira é comprovar se a substância é eficaz – agora o pesquisador tenta esclarecer como ela funciona. Depois disso, será preciso garantir a reprodutibilidade do produto. E, por fim, analisar sua toxicidade: determinar posologia e efeitos colaterais do composto, garantindo a segurança do paciente.

“Para obter o registro de um produto é preciso garantir sua eficácia, que está relacionada à funcionalidade; sua segurança, que está afeita à ausência de toxidade e à dose correta em que deve ser aplicado; e sua padronização, que exige uma certa uniformidade da matéria-prima vegetal utilizada” afirma Mary em entrevista cedida ao Jornal da Unicamp.

Sucupira

Uma árvore alta, que atinge cerca de 40 metros e encontrada nos estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Essa é a sucupira, cujas sementes são facilmente encontradas em mercados de plantas. Vários livros de medicina popular atribuem à sucupira ação anti-inflamatória, analgésica e antirreumática.

Mutações determinam a gravidade do câncer de próstata

Cada tipo de câncer possui suas características e peculiaridades, razões pelas quais é difícil encontrar uma cura que se aplique a um grande número de pessoas. Quando relacionado ao câncer de próstata a dificuldade parece ser ainda maior. Cientistas do Weill Cornell Medical College, nos Estados Unidos, descobriram que mutações secundárias determinam que alguns tipos de células cancerosas da próstata tornem-se letais.

Publicado na edição online da revista Genoma Research, o estudo liderado por Mark Rubin acredita que essa descoberta vai ajudar a desenvolver exames melhores para detectar a doença evitando que sejam feitas biópsias desnecessárias. Além disso, essa pesquisa ajudará também na criação de tratamentos mais específicos e personalizados para cada caso.

De acordo com Marcos Dall’Oglio, chefe do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o estudo é importante, pois no início o câncer de próstata não apresenta sintomas ao paciente e, como muitos se recusam a fazer exames e biópsias, seu diagnóstico acaba sendo tardio e a doença já está em fase avançada. “Apenas depois que o câncer já está mais desenvolvido é que o paciente passa a apresentar sintomas urinários, como dor ao urinar e necessidade frequente de esvaziar a bexiga, principalmente à noite” explica.

Para Dall’Oglio a identificação desse gene faria com que pudessem ser elaborados remédios que prevenissem sua mutação desde cedo, porém ele acredita que a medicina ainda não possui essa tecnologia. “De acordo com esse estudo, podemos identificar precocemente a mutação desse gene, porém ainda não temos recursos tecnológicos que possam fazer com que esse fenômeno seja inibido por meio de medicamentos ou outros procedimentos” ressalta.

O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o que mais acomete os homens, cerca de 10% do total, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O número de casos estimados em 2010 é de 52.350, correspondendo a um risco de 54 novos casos a cada 100 mil homens. A alimentação rica em gordura animal, carne vermelha e cálcio tem sido associada ao aumento do risco em desenvolver esse tipo de câncer, além dos fatores hereditários.

Jevtana® combate o câncer de próstata hormônio-refratário

Já está disponível no portal Medicsupply o medicamento Jevtana® (cabazitaxel) usado no tratamento de câncer de próstata hormônio-refratário (mHRPC, sigla em inglês) e recentemente aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão fiscalizador dos Estados Unidos.

“A comunidade médica especializada em câncer de próstata está eufórica por ter uma nova opção de tratamento para pacientes que sofrem com essa doença, tão difícil de se tratar”, afirmou Oliver Sartor, professor pesquisador da Tulane Medical School, em Nova Orleans. “Jevtana® vai preencher uma lacuna no tratamento crítico à doença, já que é o primeiro tratamento aprovado para pacientes com esse estágio de câncer de próstata hormônio-refratário”, acrescentou. Antes do medicamento, não havia uma segunda linha de tratamento disponível à hormonioterapia e à quimioterapia, primeiras opções para combater o progresso da doença.

De acordo com o laboratório Sanofi-Aventis, que produz o medicamento, Jevtana® é um inibidor de microtúbulos, estruturas protéicas que fazem parte do citoesqueleto das células e é utilizado em combinação com a prednisona para tratar pacientes com mHRPC, previamente tratados com regime baseado em docetaxel, agente antineoplásico usado no combate a diversos tipos de câncer. O medicamento é usado na forma de injeções.

Consulte seu médico sobre o uso de Jevtana® e confira a página do medicamento no portal da Medicsupply.

Conheça os riscos da osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa e atinge principalmente mulheres idosas. Caracteriza-se por uma redução da massa óssea, decorrente da redução do próprio tecido ósseo. É o que explica Victoria Zeghbi Borba, presidente regional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), no Paraná. Segundo ela, a diminuição dos hormônios tem papel fundamental no desgaste dos ossos. “Com a menopausa ocorre uma perda da proteção natural que o estrogênio exerce sobre os ossos, levando a um maior desgaste, principalmente, nos dez primeiros anos após a menopausa”, afirma Victoria.

Este, porém, não é o único caso onde a doença pode se manifestar: “também ocorre com mulheres que, para tratamento de  endometriose, por exemplo, fazem bloqueio hormonal e, também, com homens em supressão hormonal para tratamento de câncer de próstata ou que entram em andropausa”, completa.

Victoria explica que o tecido ósseo é constantemente renovado e existem vários fatores — entre eles as taxas hormonais — que controlam esta renovação. “Se houver um desequilíbrio em um destes fatores, pode ocorrer um aumento da reabsorção óssea, com menor formação”, esclarece. E aponta alguns desses fatores: deficiência de vitamina D, falta dos hormônios sexuais, diarréia crônica e uso de corticóides.

Grupos de risco e diagnóstico

Victoria Borba afirma que a osteoporose se manifesta sem muitos sintomas e, por isso, a descoberta da doença pode ser tardia — geralmente, após uma fratura. O diagnóstico é feito por meio de um exame de densitometria óssea, que quantifica a massa óssea. Existem, entretanto, grupos de risco que devem estar atentas à osteoporose. A médica explica que as mulheres, principalmente as idosas, e a população de raça caucasiana e asiática, têm mais chances de desenvolver a doença. Outros fatores apontados por ela são a insuficiência de cálcio, condição física precária, tabagismo, etilismo e sedentarismo. Por isso, ainda de acordo com Victoria, manter hábitos saudáveis e uma alimentação rica em cálcio é fundamental desde a juventude. Além disso, ela recomenda a reposição hormonal, quando indicada pelo médico e exposição ao sol por pelo menos quinze minutos por dia.

Tratamento

Atualmente, existem diversos tratamentos para reduzir o impacto da osteoporose na vida do paciente e garantir uma boa saúde óssea. “Os tratamentos mais usados são feitos com o uso de drogas que bloqueiam a reabsorção óssea, os bisfosfonatos que podem ser usados semanalmente, mensalmente, a cada três meses, ou até anualmente, dependendo da condição do paciente e da sua preferência”, exemplifica a médica.

Ela cita também os Selective Estrogen Receptor Modulators (SERMs), substâncias que simulam o estrogênio nos ossos e bloqueiam seus efeitos na massa óssea. “Outra forma de tratamento é o ranelato de estrôncio, que tem uma ação dupla, diminuindo a reabsorção e estimulando a formação, sendo usado diariamente”. Por fim, Victoria cita a teriparatida, medicação com maior capacidade de formação óssea, que é aplicada com injeções subcutâneas diárias.

Cães farejadores podem detectar câncer de próstata

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, querem utilizar o olfato dos cães — pelo menos cinquenta vezes mais potente que o do ser humano — para detectar câncer de próstata em estágios iniciais. Os cientistas entraram com o pedido de financiamento e, caso seja aprovado, terão o auxílio do famoso treinador de cães, Charlie Clarricoates.

A ideia de utilizar o faro canino surgiu a partir de sinais dados pelos próprios animais. Registros de casos de cães de estimação que alertaram seus donos sobre pintas cancerosas ou tumores ainda ocultos sugerem que, se treinados corretamente, podem ajudar a detectar a presença do câncer de próstata por meio de amostras de urina dos pacientes. A ONG Foundation Dogs Against Cancer for Life realiza um trabalho semelhante com cães da raça Border Collie, desde 2007. Esta, porém, é a primeira vez que este tipo de detecção é reconhecido pela comunidade científica.

Atualmente, o teste de albumina, um dos exames para detectar a neoplasia, não é completamente confiável. Não é raro que os exames apresentem falsos negativos e falsos positivos e esse problema é agravado pelo fato de que a próxima etapa para confirmar o diagnóstico é uma biópsia múltipla.

Segundo o treinador Charlie Clarricoates, os cães têm a capacidade de detectar em epiléticos a iminência de um ataque, graças ao odor provocado pela mudança hormonal e de temperatura do paciente. Por isso, apostam os pesquisadores, se houver alguma alteração no odor da urina causada pelo tumor, os animais poderão identificá-la.

Clarricoates já iniciou seus trabalhos com um Labrador e um Pastor Alemão. Ele acredita que, com todos os recursos disponíveis e depois que testes forem feitos para demonstrar a eficácia do faro dos animais, os cães estarão aptos a identificar câncer após seis meses de treinamento.

Provenge é a primeira vacina contra câncer de próstata

A Food and Drug Administration (FDA), órgão dos Estados Unidos que regularize medicamentos, aprovou recentemente a primeira vacina para o câncer de próstata. O fármaco Provenge, produzido pela fabricante Dendreon demonstrou resultados consideráveis mesmo para casos avançados da doença. Segundo o urologista, Eduardo Bertero, a vacina estimula a produção de anticorpos para combater a doença no organismo, uma abordagem nova no tratamento de neoplasia. “Este não foi o primeiro medicamento aprovado para o tratamento do câncer de próstata, já temos uma grande variedade deles sendo comercializada. Mas é a primeira vacina” afirma.

Bertero ressalta, porém, que a vacina não garante a cura da doença: “O termo cura não deve ser adotado, pois os estudos não mostram esse resultado. De acordo com ensaios clínicos recentes houve uma redução do risco de morte em 33% e aumento da sobrevida em 4,3 meses com o uso dessa vacina”. Ainda segundo ele, o Provenge foi estudado em estágios avançados do câncer, ou seja, quando o tumor já atingia outras partes do corpo.

Regulação

Uma das maiores preocupações durante os estudos clínicos da doença foi em relação aos efeitos colaterais da doença, explica o urologista. Segundo ele, 3% dos pacientes não conseguiram terminar o tratamento em virtude do mal estar causado pelas reações adversas. “Mais frequentemente foram relatados calafrios, fadiga, febre, dor lombar e dor de cabeça. Estes eventos ocorrem nos primeiros dois dias, de leve a moderada intensidade e transitórios”.

Apesar disso, o Provenge conseguiu a aprovação da FDA, que, segundo Bertero, tem sido rigorosa em seus critérios. “Acredito que seja questão de tempo até o medicamento ser aprovado no Brasil também”. A fabricante Dendreon afirmou que ainda não tem previsão de quando este medicamento será comercializado no Brasil.

Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca) atualmente, o câncer de próstata é o segundo tipo da doença mais comum entre homens e o sexto mais comum no mundo inteiro, sendo responsável por cerca de 10% de todas as formas de câncer. O Inca estima ainda que em 2010, pouco mais de cinquenta e dois mil homens desenvolverão a doença no Brasil.

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