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Blog Dicas de Saúde

Previna-se contra o câncer de pele

O tipo de câncer mais frequente no Brasil é o de pele – segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) ele corresponde a 25% de todos os tumores malignos detectados no país. Esse número pode ser justificado pela cultura de exposição solar do brasileiro. No entanto, muito está sendo feito para prevenir o câncer de pele, como a proibição das camas de bronzeamento artificial e a aprovação na Câmara do projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a distribuir protetor solar à população de baixa renda.

“Infelizmente a lei prevê a distribuição de um fator de proteção solar 12, quando o ideal seria 30, mas é melhor do que nenhuma proteção”, comenta Selma Cernea, coordenadora nacional da Campanha Contra o Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A preocupação da médica é fundamentada: o principal fator de risco do câncer de pele é a exposição solar. “Por isso, o filtro solar é tão importante, ainda mais no caso de trabalhadores que não podem escolher um horário de menor incidência do sol para se exporem”, justifica.

Selma reforça que o uso do filtro solar é importante, mas outros cuidados devem ser tomados. “Quando a pessoa precisa se expor ao sol é necessário usar roupas de manga comprida, chapéu e óculos escuros. Isso vai aumentar a proteção”. Pessoas com pele clara ou histórico de câncer de pele na família devem ter os cuidados redobrados, pois fazem parte do grupo de risco da doença.

Identificando o câncer

Existem três tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular (cerca de 70% dos casos de câncer de pele), carcinoma espinocelular ou epidermóide (25% dos casos) e melanoma (cerca de 4% dos casos). Selma explica que nos dois primeiros tipos a manifestação inicial é como uma lesão na pele, semelhante a uma picada de inseto, mas que não desaparece com o tempo. “Se a lesão aumenta de tamanho, vira ferida ou apresenta um sangramento, alguma coisa está errada”, afirma. Se existem essas alterações é preciso procurar um médico imediatamente: o diagnóstico precoce é a chave para o sucesso do tratamento do câncer de pele.

Já os melanomas surgem a partir das pintas. “Geralmente elas são pequenas, de uma só cor. É preciso monitorá-las: crescimento, alterações na coloração e sangue sem motivo são indícios de um melanoma”, comenta a médica. Ao identificar qualquer alteração também é preciso consultar um especialista – somente ele poderá fazer o diagnóstico correto.

Prevenção

Apesar dos esforços do governo, Selma defende o trabalho focado na educação. “Se as pessoas se conscientizarem de que tomar muito sol é um problema, será muito mais fácil trabalhar para minimizar os fatores de risco”, afirma. “O mesmo acontece com as camas de bronzeamento – por mais que o governo fiscalize é preciso que a população tenha consciência de que esse bronzeamento trará problemas a longo”, finaliza.

Nanocarregador pode potencializar medicamento para combater câncer de pele

Assim como desenvolver medicamentos cada vez mais eficazes é igualmente importante estudar métodos para potencializar seu uso. Nesse sentido, a nanotecnologia tem sido cada vez mais utilizada e as pesquisas brasileiras têm se destacado no uso desses processos. Agora, um novo projeto, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), busca desenvolver um sistema nanocarregador capaz de transportar fármacos utilizados no tratamento de câncer de pele até o local de ação, para melhorar sua eficácia. A possibilidade dessa tecnologia patenteada permite desenvolver carregadores para outras doenças, além de atuar em outras áreas, como em alimentos, cosméticos e produtos de higiene pessoal.

De acordo com Natália Cerize, pesquisadora do Laboratório de Processos Químicos e Tecnologia de Partículas (LPP) e uma das responsáveis pelo desenvolvimento do trabalho no IPT, “o nanocarregador desenvolvido confere proteção do princípio ativo incorporado contra a degradação, aumento da estabilidade, melhoria da biodisponibilidade e facilita a permeação na pele”.

Os dispositivos foram testados in vitro em células para verificar sua toxicidade, e, em testes animais, realizadas com o auxílio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), demonstraram que, em uma primeira fase, o agente incorporado ao nanocarregador consegue ser transportado até a lesão sem toxidade renal ou hepática. Isso contribui para a continuação dos testes e uma posterior fase clínica com cobaias humanas.

A tecnologia empregada nos nanocarregadores tem potencial de ser desenvolvido em escala industrial, o que viabilizaria em um futuro próximo o desenvolvimento de produtos em escala nanométrica.

Câmaras de bronzeamento artificial duplicam chances de melanoma

Não é de hoje que as câmaras de bronzeamento artificial são consideradas vilãs da saúde pelo alto risco de câncer de pele que elas proporcionam. A Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou recentemente este tipo de bronzeamento entre os agentes cancerígenos mais perigosos para a saúde pública, junto ao tabaco e ao gás mostarda, usado na Guerra do Vietnã. Porém, até então, o malefício desse tipo de aparelho nunca havia sido quantificado. Em junho de 2010, uma pesquisa da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, demonstrou que o uso das câmaras de bronzeamento duplica as chances de se desenvolver melanoma e outras doenças de pele, não importando o tipo de pele e a sensibilidade à luz.

O dermatologista, Guilherme de Almeida, diz que o bronzeamento artificial é cinco vezes mais prejudicial à saúde do que a radiação que se absorve com o sol do meio dia em um dia de verão. “Uma única aplicação aumenta o risco de melanoma em 15%. E seu uso antes dos 35 anos pode aumentar em até 75% a incidência desta doença”, afirma. Ele explica que a radiação solar que atinge a superfície terrestre é composta por raios ultravioleta, do tipo UVA, UVB e UVC. Dos três tipos, o que passa com mais facilidade é o UVA, e é justamente esse usado em câmaras de bronzeamento. A OMS determinou a periculosidade do aparelho com base em um artigo do famoso periódico médico The Lancet Oncology, que apontou esse tipo de raio ultravioleta como o com maior potencial para causar melanoma.

No Brasil, o uso das câmaras de bronzeamento artificial é regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou a proibição do aparelho no país, em uma medida polêmica que gerou bastante aceitação por parte da comunidade acadêmica e protestos por usuários do tratamento estético. Os aparelhos também podem ser usados para tratamentos de doenças como vitiligo e psoríase, explica Almeida, mas, ainda assim, não são seguros ou saudáveis. O paliativo para esse tipo de tratamento, no caso, é o controle. “Existem aparelhos de uso médico para estas e outras doenças que são monitorizadas por uma equipe médica que calcula a dose de cada paciente, o número de sessões e define o tipo de luz a ser usada”, afirma o médico. E completa dizendo que atualmente existem aparelhos com um espectro mais curto e definido de luz a fim de minimizar os efeitos colaterais para o paciente.

O risco do bronzeamento em câmaras não se restringe só ao câncer de pele. O dermatologista explica que, além do melanoma e dos carcinomas basocelular e espinocelular, pode contribuir para o surgimento de doenças oculares, como a catarata, e para deprimir o sistema imunológico, o que pode levar a outras doenças. E não é tudo. “O bronzeamento também pode ser um fator desencadeante ou agravante de doenças como lúpus eritematoso, porfiria, pelagra, xeroderma pigmentoso, urticária solar entre outras”, relata Almeida, que acrescenta que a radiação também pode reagir a medicamentos orais ou tópicos e causar danos à pele. O médico finaliza: “por tudo isso, não faça bronzeamento artificial”.

Como reconhecer pintas e sinais suspeitos na pele

O câncer de pele é um dos tipos de tumor mais frequente no Brasil, país com clima tropical e alta incidência solar.  Além das recomendações básicas de se evitar tomar sol entre as 10h da manhã e as 4h da tarde, usar sempre protetor solar, chapéus, óculos escuros e guardassóis, o Inca (Instituto Nacional do Câncer) recomenda fazer o autoexame de pele. Esse exame consiste em procurar pelo corpo pintas e sinais suspeitos para que a busca da assistência médica se dê ao menor sinal de alteração na superfície da pele.

Existem basicamente dois tipos de câncer de pele: O melanoma e o não-melanoma. Entre os não-melanoma, a Dra. Cristina Abdalla, dermatologista do hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, explica que a forma mais comum é o carcinoma basocelular, um tipo de tumor que aparece geralmente nas áreas expostas ao sol. “Começa como uma pequena lesão, bolinha ou espinha que não cicatriza, sangra e cresce lentamente. É uma lesão que raramente causa metástase, mas é importante o diagnóstico precoce, pois ela pode ser invasiva e destrutiva localmente”, explica Cristina. Ainda segundo ela, o segundo tipo mais frequente dos não-melanomas é o carcinoma espinocelular, que tem a forma de uma placa, nódulo ou verruga, que cresce e é um pouco mais grave, pois tem mais chances de formar metástases.

Finalmente, o segundo tipo de câncer de pele é o melanoma, que, embora seja menos frequente, é mais famoso por sua periculosidade. “O diagnóstico dessa lesão tem que ser precoce. As maiores e mais profundas podem causar metástase nos gânglios, cérebro, fígado, pulmão e outros órgãos.”, relata a dermatologista.

A dra. Fabiane Mulinari, chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas da UFPR (Universidade Federal do Paraná), explica como são as pintas que podem ser melanomas em um estágio primário: “Pintas escuras com mais de uma cor (marrom, preto, cinza, vermelho), bordas irregulares (como uma flor) e assimetria são sinais suspeitos”. A dra. Cristina acrescenta a importância do tamanho: pintas com diâmetros maiores do que seis milímetros também devem ser investigadas imediatamente.

Incidência

Os dois tipos câncer também tendem a aparecer em locais diferetes. De acordo com a Dra. Fabiane, o melanoma surge com mais frequencia nas costas dos homens e nas pernas das mulheres. Já os carcinomas (não-melanomas) se desenvolvem nas áreas expostas ao sol, em especial na face, no colo (ou decote) e nas costas das mãos. Lesões nas orelhas e no nariz são muito frequentes também. Ela diz que a maior preocupação é com o melanoma, que tem mais chances de levar o paciente à morte: “Procure um dermatologista, quanto antes melhor, pois as lesões aumentam com o tempo e a cirurgia para retirada pode ser mais complicada e a retirada mais agressiva, removendo mais pele e deixando uma cicatriz”. Por fim, ela afirma que a incidência de pintas comuns que evoluem para doenças de pele é muito baixa e que os sinais suspeitos já começam na forma de tumores.

Algumas predisposições podem aumentar o risco de se desenvolverem melanomas e carcinomas. A dra. Cristina Abdalla lista algumas dessas características:

  • Histórico de melanoma na família
  • Mais de 50 pintas no corpo
  • Pele clara e olhos claros
  • Cabelos loiros ou ruivos
  • Exposição crônica ao sol
  • Exposição intermitente ao sol com queimaduras solares
  • Pessoas que fizeram bronzeamento artificial

Saiba mais sobre o autoexame de pele no site do Inca:

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=136

Médicos itinerantes em Mato Grosso

Os habitantes do Mato Grosso poderão ter até o final do ano uma alternativa mais acessível e cômoda aos exames de diagnósticos oncológicos: uma unidade móvel, pertencente ao Hospital do Câncer de Barretos está circulando pelos municípios do estado até dezembro de 2010 realizando testes para diagnosticar precocemente os cânceres de mama, colo de útero, pele e próstata.

A iniciativa da instituição começou há dez anos, devido a uma preocupação com os índices de câncer de mama entre as mulheres de Barretos: 67% das pacientes com tumores estavam em um estágio avançado — a grande maioria, por falta de informação sobre a doença. Segundo o diretor geral do hospital, Henrique Duarte Prata, em cinco anos o número de casos desse tipo de câncer que chegava ao hospital em estado grave caiu em 60%. “Vimos, por essa experiência, que todos os casos graves que vinham até nós estavam assim por falta de conhecimento e pela falta de investimentos dos órgãos públicos na prevenção do câncer”, conta o diretor.

A partir daí, uma série de parcerias com empresas privadas possibilitou o aumento da frota de unidades móveis — que seguem outros itinerários — e na abrangência dos tratamentos. O veículo que circula no Mato Grosso conta com mamógrafos, reveladores, instalações para coleta de exame papanicolau e área para coleta de sangue, além de um pequeno centro cirúrgico para pequenas operações em sinais suspeitos de câncer de pele. Os responsáveis pela iniciativa afirmam que esses exames são os mais necessários para a região. São seis profissionais que realizam em média 150 atendimentos diários e 15 cirurgias.

Itinerário

Além do veículo em Mato Grosso, o Hospital do Câncer de Barretos possui outras três unidades para testes mais específicos que seguem rotas fixas durante o ano. É o que conta o médico do Departamento de Prevenção do hospital, Dr. Raphael Luiz Haikel Junior: “Atualmente temos duas unidades que realizam exames de câncer de mama e papanicolau nas regiões de Barretos e Jales, interior de São Paulo, além de outra na região de Juazeiro, na Bahia”. O médico explica que as unidades dispõem de seis colaboradores que viajam todos os dias até o município para prestar os atendimentos. Já na unidade de Mato Grosso, os médicos permanecem na região por trinta dias, incluindo fins de semana e feriados. Após esse período, ocorre uma troca de equipe, que trabalha no sistema de rodízio.

A unidade do Mato Grosso funciona todos os dias da semana a partir das 7h da manhã, realizando exames de próstata e papanicolau, pela manhã, e exames de pele e mama, à tarde. As demais unidades do hospital ajustam seus horários conforme cada município. Mais informações sobre o trajeto da unidade podem ser obtidas pelo telefone do Hospital do Câncer de Barretos: (17) 3321.6600.

Aceitação

Segundo o Dr. Haikel Junior, a aceitação da população tem sido grande e a procura é maior principalmente por exames para detectar câncer de mama e próstata. “Fica confortável para as pessoas. É a saúde batendo à porta delas”, constata. Por isso, ele diz, que o plano é ampliar os serviços: “Hoje as unidades móveis atendem 212 municípios em São Paulo e mais 11 na região de Juazeiro, na Bahia. Em 2010, queremos realizar atendimentos em 80% dos municípios de Mato Grosso e 70% dos municípios de Rondônia”.

Dicas para proteger as crianças do sol

Com o verão chegando, o tempo de exposição ao sol tende a aumentar. E é muito importante que os cuidados com a prevenção comecem desde cedo. Crianças devem estar sempre bem protegidas a fim de evitar o envelhecimento precoce e até mesmo o surgimento de um câncer de pele.

De acordo com o Dr. Dorival Lobão, chefe da seção de Dermatologia do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2008 foram registrados 466 mil casos de câncer no Brasil. Destes, 5.920 foram diagnosticados como câncer de pele melanoma e 115.010 como câncer de pele não melanoma. “Isso significa que 25% dos casos de câncer são referentes a câncer de pele”, alerta o dermatologista.

Acesse o site do INCA para saber mais sobre os tipos de câncer de pele.

Entenda como os raios ultravioleta agem

A radiação ultravioleta (UV) é emitida pelo sol, assim como outras radiações eletromagnéticas. O raio UV possui alguns subtipos, entre eles os raios de ondas longas (UVA) e médias (UVB). Dr. Dorival Lobão esclarece que os raios UVB são os principais responsáveis pelo câncer de pele e sua incidência é maior entre as 10 e 15 horas. Já os raios UVA são menos agressivos, porém possuem pouca variação durante o dia. A exposição aos raios UVA também é bastante prejudicial e provoca o envelhecimento precoce da pele. “É importante reforçar que nenhum bronzeado é saudável” diz Dr. Dorival Lobão. Por isso, é preciso evitar a exposição solar sempre que possível e proteger a pele todos os dias, durante o ano todo.

A baixa latitude dos locais mais próximos à linha do equador e a maior altitude também contribuem para o aumento da incidência e intensidade dos raios ultravioleta. “As pessoas que frequentam cidades com estas características devem ter um cuidado ainda maior” orienta o dermatologista.

Filtros solares

O uso de filtro solar é indicado para crianças a partir dos 6 meses. Antes disso, deve-se evitar a exposição direta do bebê ao sol.

Após os 6 meses, o pais não só podem, como devem aplicar o protetor solar em seus filhos, seguindo todas as recomendações contidas na embalagem, como a antecedência e a frequência com que o protetor deve ser aplicado.

Informações do Instituto Nacional do Câncer revelam que é importante lembrar que os filtros solares protegem dos raios solares, no entanto, eles não têm o objetivo de prolongar o tempo de exposição solar.

A escolha do filtro deve ser de acordo com o tipo de pele. Além do fator de proteção solar (FPS), as formas de apresentação do produto também variam, podendo ser em creme, gel ou spray.   Pessoas com pele mais clara e com tendência a queimar-se mais facilmente devem optar por um fator de proteção solar mais alto. Jovens que costumam ter a pele mais oleosa devem optar pela versão em gel, e assim por diante.

O ideal é que o filtro atue contra o UVA e o UVB. Verifique também se existe na fórmula, além do filtro químico, algum agente físico (bloqueador solar).

Dr. Dorival Lobão esclarece que, basicamente, não há diferenças entre o filtro solar destinado a crianças e o destinado a adultos. O importante é que o FPS seja o adequado.

Só o filtro solar não basta

Para uma melhor proteção é fundamental que a criança utilize roupas adequadas, chapéu e óculos escuros. Dr. Dorival Lobão explica que o tecido tem bastante influência na proteção que varia de acordo com o tipo de fibra, as características estruturais do tecido, a cor e intensidade do tingimento, a presença de agentes que refletem ou que absorvam UV, etc. Por isso, procure evitar os tecidos porosos e com trama muito larga e não deixe que a criança permaneça com a camiseta molhada, pois estes não bloqueiam os raios UVA e UVB de maneira adequada.

Dr. Dorival Lobão reforça que os óculos escuros são fundamentais para prevenir a catarata entre outros problemas. Mas, segundo ele, é imprescindível que as lentes protejam efetivamente os olhos das radiações, caso contrário o óculos poderá agravar a situação.

Em relação aos chapéus, a orientação é que as pessoas optem por aqueles com abas maiores que protejam a nuca e as orelhas.

Informação e mudança de hábito

Manter a população bem informada sobre os riscos e os cuidados com a exposição solar e promover a mudança de hábitos, especialmente de crianças, são as armas dos profissionais da saúde para diminuir o número de casos de câncer de pele nas próximas gerações. E para isso eles contam com os pais para educar seus filhos para a prevenção.

Campanha nacional de prevenção ao câncer de pele mobiliza o país

No dia 5 de dezembro, Sociedade Brasileira de Dermatologia oferece atendimento gratuito à população brasileira. A estimativa é de superar a marca de 43.800 consultas, atingida em 2008, a partir da extensão do tempo de campanha para oito horas e um inédito tour de prevenção nos meses de mais calor — de dezembro a fevereiro.

Mantendo o compromisso de alertar a população sobre os perigos do câncer da pele, tipo de câncer mais comum no Brasil, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza, no dia 5 de dezembro, a 11ª edição de sua já tradicional Campanha Nacional de Prevenção, com cobertura simultânea em 23 estados.

Com o objetivo de superar a marca de 43.800 consultas alcançadas em 2008, a entidade inova com a extensão do tempo de campanha de seis para oito horas nos postos de atendimento distribuídos pelo país. Mais uma novidade é o lançamento de um Tour de Prevenção, que acontecerá nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Outra ação pioneira será a busca da certificação da campanha pelo Guinness World Records — líder global do setor de recordes mundiais.

“Queremos atestar a campanha da SBD como a maior campanha médica do mundo realizada em um único dia”, destaca o Dr. Omar Lupi, presidente da entidade, informando que todas as medidas já estão sendo tomadas junto ao grupo de renome internacional para que o feito seja alcançado e tenha sua autenticidade reconhecida.

A campanha será realizada das 8h às 16h, ininterruptamente, em hospitais públicos credenciados, postos de saúde e tendas montadas em pontos de grande circulação. Os pacientes serão atendidos pelas equipes médicas e, apresentando suspeita de câncer da pele, serão encaminhados para tratamento totalmente gratuito. Nos postos, estão previstas atividades educativas, como aulas expositivas que trazem orientações sobre fotoproteção e dicas de como suspeitar do câncer da pele. Os endereços dos locais de atendimento poderão ser consultados, a partir do dia 15 de novembro, pelo site da SBD (www.sbd.org.br) – e também gratuitamente pelo número 0800-7013187.

No ano passado, do total de pessoas examinadas, 65,4% confessaram tomar sol sem qualquer proteção e 10,8% foram diagnosticadas com câncer da pele. Cerca de 350 indivíduos, o que corresponde a 0,8% do total, apresentaram melanomas malignos — considerado o câncer da pele mais perigoso, pois está associado a metástases e, consequentemente, a maiores índices de letalidade. De acordo com a Dra. Selma Cernea, coordenadora nacional da campanha, o diagnóstico precoce é determinante para garantir a sobrevida nestes casos e assegurar a escolha do tratamento mais eficaz.

“A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco do câncer da pele. Países como o Brasil estão mais expostos a esse tipo de doença e, por isso, é tão importante oferecer orientação a todos para diminuir a alta incidência e alcançar a cura”, explica a dermatologista, informando que a população de pele clara está mais sujeita ao mal, mas nem por isso representantes de outras etnias devem se descuidar.

A Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele conta com o apoio da Episol, RoC, La Roche-Posay, Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e Sociedade Brasileira de Enfermagem em Dermatologia (Sobende).

TOUR DE PREVENÇÃO

Este ano, a Sociedade Brasileira de Dermatologia também traz um inédito tour de prevenção nos meses de mais calor. Um caminhão volante percorrerá cerca de 10 mil quilômetros do litoral brasileiro, de 5 de dezembro a 7 de fevereiro. Ele circulará por cidades litorâneas como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Camboriú, Vitória, Vila Velha, Maceió, Aracaju, Recife, Natal, João Pessoa e Salvador.

O caminhão contará com dois consultórios e diversas equipes de dermatologistas voluntários da SBD, apoiadas por equipes de enfermagem da Sociedade Brasileira de Enfermagem em Dermatologia (Sobende), que irão realizar diagnósticos, entre 9 e 15 horas e fornecer orientação para conscientizar a população sobre os riscos da exposição solar excessiva e a necessidade de utilizar a devida proteção contra os raios UV (UVA e UVB).

BANCO DE DADOS DO CÂNCER DA PELE

Ao final de todas as atividades relacionadas à Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele de 2009, os números de atendimento de cada estado serão computados e passarão a integrar um banco de dados nacional, segmentado por regiões, sexo, idade e cor. De acordo com a Dra. Selma Cernea, a avaliação dos resultados é ponto muito importante do processo.

“Ao liberar estes números, a SBD contribui para abastecer entidades médicas, autoridades e a sociedade em geral de subsídios para o conhecimento epidemiológico do câncer da pele no país, bem como instrumentação para novas ações preventivas”, diz.

OUTRAS INFORMAÇÕES

Para mais informações sobre os postos de atendimento em atividade no dia 5 de dezembro, ligue 0800-7013187 ou acesse o site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (www.sbd.org.br).

Prós e contras do protetor solar tornar-se medicamento

A proposta de alterar a classificação do protetor solar de produto estético para medicamento está causando polêmica.

O tema foi debatido por especialistas no 18º Congresso Brasileiro de Cancerologia realizado em Curitiba. O objetivo da proposta seria baixar o preço do produto final, devido a menor incidência de impostos sobre medicamentos. Desta maneira o acesso da população com menor renda ao produto seria facilitado. Com as pessoas mais protegidas, seria possível reduzir a incidência do câncer de pele, que é o que mais acomete os brasileiros, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos.

Este ano são esperados 115 mil novos casos de câncer de pele no Brasil. No Paraná, estudos científicos mostram que a maioria dos casos de câncer de pele atinge a população com renda mais baixa, e é alta a incidência da doença em trabalhadores rurais. No Serviço de Pele e Melanoma do Hospital Erasto Gaertner, de Curitiba, foram entrevistados 185 pacientes, de dezembro de 2007 a março de 2008, que apresentaram diagnóstico confirmado de câncer de pele. Nessa amostra, 83,78% das pessoas eram analfabetas ou apresentavam ensino fundamental incompleto e 72,43% trabalhavam na lavoura. Apenas 6,49% usavam bloqueador solar, conforme as orientações da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Benefícios da mudança são questionados

Não há dúvidas em relação à importância e à eficácia do filtro solar na prevenção do câncer de pele. Também é indiscutível o alto custo do produto, o que o torna inacessível a boa parte da população. No entanto, outros fatores indicam que essa mudança poderia ter o efeito contrário, dificultando a produção e distribuição do produto, já que uma série de requisições teria que ser cumprida pelas fábricas para atender às leis que regem a fabricação de medicamentos, tornando até mesmo inviável sua produção.

Para a dermatologista Selma Cernea, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e coordenadora da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, a mudança de classe do protetor solar deve ser muito bem analisada. Um exemplo que ela cita seria em relação à distribuição,  a qual poderia ser afetada já que o protetor só poderia ser vendido em farmácias. Neste caso, o consumidor perderia a comodidade de encontrar o produto em outros estabelecimentos como supermercados e lojas.

Dra. Selma esclarece que no caso dos trabalhadores rurais o protetor não é a única arma para prevenir o câncer de pele. “Tão importante quanto o filtro solar é a vestimenta adequada. Os trabalhadores devem usar calças e blusas compridas e chapéu com aba de tamanho suficiente para garantir a proteção contra a exposição solar” orienta.

Alguns sindicatos já estão reivindicando o fornecimento obrigatório do filtro solar para trabalhadores que executam atividades em ambientes descobertos. Também há requisições para que o governo contribua com o fornecimento do produto.

De acordo com a dermatologista, os protetores solares existentes hoje no mercado possuem uma boa qualidade e cumprem bem a função de proteger a pele, desde que seguidas as recomendações. “Não há reclamações nesse sentido, além de atualmente o protetor ter amplo alcance” alega.

Portanto, a única melhoria necessária seria realmente tornar o preço mais acessível a um maior número de consumidores.

Pesquisa revela que curativo de luz destrói células do câncer de pele

Cientistas ingleses criaram um curativo que emite uma luz capaz de curar ferimentos e destruir as células tumorais do câncer de pele.

O curativo utiliza um plástico flexível com pequenos diodos emissores de luz, conhecidos como LEDs. Essas pequenas lâmpadas emitem um feixe de luz vermelha na área da pele a ser tratada. Antes de colocar esses curativos é passado um creme especial na área, que sofre uma reação química com a luz. Segundo a pesquisa, esse composto químico ataca as células cancerosas, eliminando-as.

Nos primeiros testes realizados foi constatado que as células do câncer de pele foram destruídas em apenas 30 minutos. Pesquisadores acreditam que essa nova terapia de fotodinâmica possa ser usada para tratar diversas doenças como acne, psoríase, linfoma cutâneo de células T e doença de Bowen.

Para Cristina Abdalla, dermatologista do Núcleo Avançado de Câncer de Pele do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, ainda é muito cedo para saber se realmente esse método funciona. Para ela ainda precisam ser feitos mais estudos.

Terapia fotodinâmica
A terapia fotodinâmica é uma forma de tratamento de tumores, cancros e outras deformações de tecido, usando luz e compostos fotossensíveis. Segundo a dermatologista, o tecido do paciente fica encubado por 3 horas. São necessários certos cuidados com o tipo de pele, distância e acompanhamento do processo. Cristina destaca que, por ser um método doloroso, muitos pacientes deixam de realizar outras sessões o que acaba prejudicando o resultado, já que esse tipo de tratamento funciona em muitos casos.

Esta é mais uma técnica no arsenal de tratamentos que usam aparelhos para o controle das diversas doenças da pele, diminuindo a necessidade do uso de medicamentos e o índice de efeitos colaterais e, ao mesmo tempo, visando a facilitar a vida dos indivíduos.

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