Você está em

Blog Dicas de Saúde

Malária mata duas vezes mais do que a Aids

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária é a doença infecciosa que afeta o maior número de pessoas, provocando algo em torno de um milhão de mortes por ano, duas vezes mais do que a Aids.

Essas informações constam na carta do editor Jaime Benchimol aos leitores do número 18 do periódico História, Ciências Saúde – Manguinhos, publicado pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). É possível ter acesso gratuito à publicação no link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&pid=S0104-59702011000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Perspectiva internacional

Segundo Benchimol, o dossiê é um subproduto de um seminário que aconteceu na Fundação Oswaldo Cruz em abril de 2007, intitulado “Henrique Aragão e a pesquisa sobre a malária: 100 anos da descoberta do ciclo exoeritrocítico da malária”. Os artigos são originais e enfocam principalmente o Brasil em uma perspectiva internacional. Para o editor, este é o traço mais original dos trabalhos.

Após um século da descoberta da doença, os profissionais discutiram a evolução dos estudos sobre a malária, doença infecciosa que representava um dos principais desafios à medicina tropical na época em que ela se instituía como campo científico, isso nos fins do século 19, explica Benchimol.

Ponto de vista histórico

Autora de um dos artigos, a organizadora do seminário Magali Romero Sá analisa as origens e os desdobramentos da descoberta de Henrique Aragão, um dos pesquisadores do Instituto de Manguinhos no início do século 20.

No artigo, Magali retoma diversos aspectos do cotidiano institucional no início do século 20, como, por exemplo, o fato de o nome do centro de pesquisa mudar em 1908. O Instituto Soroterápico Federal passou a se chamar Instituto Oswaldo Cruz, no momento em que se inauguravam alguns dos prédios do centro histórico e se construía o Castelo Mourisco do campus de Manguinhos, ao mesmo tempo em que a agenda institucional foi se ampliando e diversificando.

Além de outros artigos, a publicação traz um depoimento e uma entrevista com a médica Ruth Sontag Nussenzweig, que desenvolve pesquisas na Escola de Medicina da Universidade de Nova York visando desenvolver uma vacina contra a malária.

Diferenças e semelhanças entre os vírus HIV-1 e HIV-2

Uma das principais dificuldades de se combater o vírus HIV, agente causador da Aids, é a sua grande capacidade de mutação. Isso se deve a uma enzima presente no vírus chamada transcriptase reversa. “Esta enzima é responsável pela conversão para uma fita dupla de DNA do material genético viral originalmente na forma de fita simples de RNA. Este passo é necessário para que o vírus possa ser integrado ao DNA da célula, o que permite que o vírus se multiplique utilizando-se de mecanismos celulares”, explica Fábio Eudes Leal, infectologista da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids Santa Cruz, também de São Paulo.

Tipos de vírus HIV

São dois tipos de vírus HIV reconhecidos pela literatura, o HIV-1 e o HIV-2. Embora o tipo 1 seja o de maior incidência em todo o mundo, já existem ocorrências do vírus tipo 2, que é igualmente letal, embora tenha uma taxa de replicação menor, ou seja, produz menos células de si mesmo. Produzindo menos partículas virais no organismo, diminuem as chances de transmissão desse tipo de vírus para outra pessoa.

Os vírus HIV-1 e HIV-2 são variações do mesmo vírus. Isso implica em que haja várias semelhanças entre eles, como:

  • o modo de transmissão é o mesmo (relação sexual, agulhas infectadas, transmissão de sangue etc); e
  • as pessoas contaminadas com um ou outro vírus estão sujeitas às mesmas infecções.

Porém há também algumas diferenças entre os dois, como:

  • a incidência de HIV-2 e HIV-1 varia nas diferentes regiões do mundo;
  • pessoas infectadas com HIV-2 têm menos capacidade de transmitir a doença na sua fase inicial que as pessoas infectadas com o HIV-1; e
  • a frequência de pacientes assintomáticos contaminados com HIV-2 por maiores períodos de tempo é maior se comparada com pacientes de HIV-1.

No entanto, uma das grandes preocupações sobre o vírus HIV-2 é a sua resistência aos aintirretrovirais existentes. “O HIV-2 é intrinsecamente resistente a duas classes de medicações usadas no tratamento do HIV-1. Os não-análogos da transcriptase reversa e os inibidores de fusão/entrada.  Portanto, estas drogas não devem ser usadas no tratamento de pacientes portadores de HIV-2”, alerta o especialista.

Infecção conjunta

Ainda que o índice de transmissão do HIV-2 seja menor que o do HIV-1, é de suma importância não descuidar com os cuidados com a prevenção, mesmo entre pessoas portadoras de um ou outro vírus, para evitar o que se chama de infecção conjunta ou superinfecção. Os especialistas são unânimes em afirmar que mesmo em relações entre pessoas soropositivas, a camisinha deve ser usada.

Jogo de computador ensina sobre HIV e Aids

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou um jogo  que trata da prevenção do vírus HIV e Aids. O público-alvo são os jovens entre 16 a 24 anos, mas a plataforma é aberta a todos. Trata-se de uma ferramenta de multimídia interativa que garante informação com diversão. Está disponível em três idiomas: inglês, francês e russo. O jogo de computador ‘Fast Car: Viajar com segurança ao redor do mundo’ traz informações bastante precisas sobre como prevenir o HIV, ainda educa, entretém e promove hábitos sexuais e comportamentos saudáveis.

Muitas vezes, os adolescentes querem conversar com seus pais sobre questões relacionadas ao sexo, mas acham difícil ou ficam envergonhados. Em outras situações a timidez é um grande limitador no diálogo entre pais e filhos. Faltam as vezes informações e alguma habilidade nesse tipo de diálogo.

‘Fast Car: Viajar com segurança ao redor do mundo’ proporciona informações sobre as práticas de prevenção, tratamento e cuidados para o HIV e a Aids. O jogador pode correr em circuitos nos cinco continentes e visitar virtualmente alguns dos Patrimônios Mundiais da Unesco. Apresenta imagens dos locais e fatos interessantes sobre eles como os jogadores correndo.

A importância desse tipo de jogo está em fornecer aos jovens materiais informativos sobre HIV e Aids, e que possam ser distribuídos através de canais de comunicação com o objetivo de ajudar na compreensão exata das questões e práticas preventivas. A Unesco espera com esta ferramenta diminuir o percentual de infectados.

Brasil

No Brasil a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também desenvolveu um conteúdo similar a esse em que jovens e adolescentes podem obter informações de forma agradável. É o Zig Zaids que de forma lúdica ensina práticas de menor risco ao comportamento sexual de jovens e adolescentes.

Doações de medula poderão ser cadastradas pela internet

A partir de janeiro de 2011, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) do Instituto Nacional de Câncer (Inca), passa a funcionar por meio de um banco de dados com cadastro de doadores através da internet. De acordo com o hematologista, Luis Fernando Bouzas, em entrevista para a Agência Brasil, a expectativa é de “colocar em funcionamento um sistema de informática que permita o cadastramento de doadores pela internet”.

Bouzas destaca que, “é importante atualizar os dados sobre os doadores de medula, em caso de eles serem chamados para doar sangue aos pacientes compatíveis. O telefone do Redome serve para obter informações sobre o processo e esclarecer dúvidas de pessoas interessadas em doar medula”. Qualquer pessoa entre 18 aos 55 anos pode se inscrever como doadora. Para tanto, esses prováveis doadores, em um primeiro momento, devem fornecer seus dados pessoais e fazer a coleta de uma amostra de sangue.

Desse modo, o Inca realiza testes preliminares para determinar as características genéticas de cada doador. As informações são mantidas no banco de dados do Redome e cruzadas, posteriormente, com os dados dos pacientes. Uma pessoa cadastrada nesse banco de dados pode ser chamada para a doação até completar 60 anos.

Para os pacientes que precisam buscar doadores, o procedimento de inscrição será feito via internet, no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme) ou através dos próprios médicos.

Atualmente, o cadastro ao Redome pode ser feito pelo email redome@inca.gov.br e por meio dos hemocentros espalhados pelas diversas cidades do país. O Redome também está com telefones novos: (21) 3207.5238 e (21) 3207.5238.

Doação

O hematologista ainda esclareceu que “a coleta de medula óssea é um procedimento seguro e não representa nenhum risco para os voluntários. O doador não sofre nenhum tipo de problema ou sequela. Não é extraída nenhuma parte de tecido ou material orgânico, já que a medula óssea é o material líquido gelatinoso, parecido com o sangue, que existe dentro dos ossos. Não tem nenhuma ligação com a medula espinhal ou com sistema nervoso central“, explica.

O médico garante a simplicidade do procedimento de coleta para os doadores, que, em três ou quatro dias, pode retornar às suas atividades normais. “Não há razão para medo. Mais de 50 mil transplantes são realizados por ano em todo o mundo”, afirma. Bouzas ainda ressalta que a doação de medula pode salvar vidas. “Contamos com a solidariedade da população para participar do registro”

Estão proibidos de doarem medula óssea pessoas que tiveram doenças transmissíveis pelo sangue, como hepatites B e C ou Aids. Também não se pode ter nenhum tipo de câncer, doenças infecciosas ou ligadas à medula óssea. Segundo Bouzas, há cerca de 70 doenças indicadas para transplante de medula. Entre elas, leucemias agudas e crônicas, linfomas, anemias graves e congênitas.

De acordo com dados do Inca, 30% dos pacientes têm um doador compatível na família, que geralmente se trata de um irmão. Os 70% restantes não encontram doador parental e dependem do cadastro do Redome.

ONU revela que Aids é a maior causa de morte em mulheres

A contaminação pelo HIV se tornou a maior causa de morte em mulheres na idade reprodutiva (entre 15 e 49 anos). Essa informação é da Unaids (Programa da Organização das Nações Unidas de Combate à Aids), que no início de março lançou um plano de ação para combater as violações dos direitos humanos que expõem mulheres e jovens ao vírus HIV.

Isso mostra que a Aids está atingindo as mulheres na mesma proporção que atinge os homens”, analisa a Dra. Maria das Graças Sasaki, professora de infectologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Antes a proporção era de 28 homens infectados para cada mulher – hoje são apenas oito”.

A justificativa revelada pela ONU para esse quadro é que as mulheres são alvos constantes de agressões e abusos. “A violência é a grande responsável pela disseminação do vírus – mesmo dentro de casa a mulher não tem o direito de optar por relações sexuais com preservativos”, explica Sasaki. “No dia 8 de março se comemora o Dia da Mulher, mas as mulheres continuam morrendo de Aids. Para representar melhor esta data, cada mulher do mundo deveria ganhar o direito da escolha, o direito de se proteger”.

Defesas

A médica e professora relata casos vistos dentro do seu consultório. “Eu tinha uma paciente que ela, o marido e o filho eram infectados. Ela cuidava de todos, dava remédio para todos e só por último cuidava de si mesma. Isso não pode acontecer, ela tem que se priorizar para assim poder cuidar de seus familiares”. Outro ponto ressaltado por Sasaki é o uso do preservativo. “Os casais infectados devem usar preservativos – a camisinha é muito importante, mesmo dentro do casamento”, afirma.

A ação da ONU contribui para a conscientização de que depende da população mudar esse quadro. “Muitas mulheres estão morrendo de Aids, quando temos remédios para essa doença. Temos que trabalhar o diagnóstico precoce e também conscientizar sobre a importância do uso de preservativos para evitar a transmissão do vírus”, alerta a médica.

Ministério da Saúde estimula ações anti-HIV entre os adolescentes

O aumento do número de casos de Aids entre os jovens brasileiros decorre de questões comportamentais, iniciação sexual precoce, falta de medo de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e o maior número de parceiros.

Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 1986, havia 15 casos de Aids em homens para cada caso em mulher. Em 2002, esta razão se estabilizou em 15 casos em homens para 10 em mulheres. No entanto, em 1998 ocorreu uma inversão nesta proporção em jovens na faixa etária dos 13 aos 19 anos.

Hoje, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres jovens, com 8 casos em meninos para cada 10 casos em meninas. Especialistas acreditam que elas estão mais vulneráveis devido a questões comportamentais.

Fernando Tavares de Lima, doutor em psicologia da educação, salienta que as mulheres têm mais chances de contrair o vírus. “Do ponto de vista de relacionamentos, continuamos vivendo em um país muito machista, onde a mulher muitas vezes tem que abrir mão do uso da camisinha, seja por se sentir segura no relacionamento, seja por pressão dos homens para não utilizá-la”, afirma. De acordo com o doutor, a mulher deve ser responsável em termos de prevenção e cuidados com seu corpo. Para isto, é preciso investir imensamente em ações anti-HIV.

No último carnaval o governo federal lançou a campanha “Camisinha. Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre” que tem o objetivo claro de promover o sexo seguro para diminuir as taxas de infecção. No entanto, o desafio de não permitir que os casos de Aids continuem avançando entre os adolescentes brasileiros passa, necessariamente, pela educação.

De acordo com Fernando Lima, o Brasil não pode cometer o equívoco de descuidar das ações preventivas anti-HIV. “Estas não devem ser pontuais, mas sim projetos continuados que devem ser feitos no lugar ideal para isto: a escola”, diz. Segundo ele, aprender a refletir sobre opções da vida e as escolhas que se faz é algo que deve ser ensinado desde cedo, já na infância.

Combate à Aids na escola

Está nos planos do Ministério da Saúde investir ainda mais em projetos que garantam formação abrangente, nos quais os jovens possam debater e se informar sobre temas como diversidade sexual, prevenção de Aids, doenças sexualmente transmissíveis (DST) e gravidez na adolescência.

Uma opção estudada pelo Ministério é fortalecer o programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) criado em 2003 em parceria com o Ministério da Educação. As ações foram realizadas em 50 mil colégios, mas de acordo com os gestores não há estudos que mostrem os impactos disso.

O doutor Fernando afirma, porém, que para desenvolver ações de sucesso, é preciso concentrar esforços para dar boas condições de trabalho para que os educadores possam fazer um bom trabalho junto aos estudantes. “Investir na formação dos professores é muito necessário, desde a formação inicial até a continuada”, diz.

Camisinha para os alunos

O estudo “Saúde e Prevenção: cenários para a cultura de prevenção nas escolas”, realizado pela UNESCO, em 2007, com estudantes de 135 escolas públicas que participavam do projeto, a distribuição da camisinha no ambiente escolar é considerada “uma ideia legal” para 89,5% dos estudantes e 63% dos pais.

A pesquisa ainda mostra que 44,7% dos alunos têm vida sexual ativa. Grande parte deles (60,9%) afirmou ter usado preservativo na primeira relação sexual. Segundo 42,7% dos estudantes, eles só não usam o preservativo nas relações porque, na hora “H”, não o tem.

Descoberto novo vírus HIV

Segundo pesquisa divulgada pelo jornal “Nature Medicine”, um novo tipo de vírus da Aids (HIV) foi descoberto em uma mulher de Camarões, na África. O novo vírus HIV se difere dos três já conhecidos e parece estar relacionado a uma versão símia (do macaco) recentemente descoberta em gorilas selvagens. A pesquisa foi liderada por Jean-Christophe Plantier, da Universidade de Rouen, na França.

Os pesquisadores acreditam que a descoberta ressalta a necessidade de verificar mais de perto as novas variantes do vírus HIV. Acredita-se que o vírus foi transmitido do gorila para o ser humano, entretanto é apenas uma hipótese. Ainda não foi descartada a possibilidade de que o novo tipo de vírus HIV começou em chimpanzés e foi transmitido para os gorilas e só então para os humanos, ou se foi diretamente dos chimpanzés para os gorilas e humanos.

A descoberta foi feita em uma paciente HIV positiva desde 2002. A mulher, no entanto não apresenta sintomas da Aids e por isso não está fazendo tratamento. Ela tem 62 anos e morava em Camarões, mas se mudou para Paris. A mulher disse que não teve contato com macacos, nem consumiu carne de animais selvagens de países tropicais.

O vírus da Aids pode estar circulando tanto em Camarões como em outros lugares, pois a rápida multiplicação indica que ele já está adaptado às células do ser humano. Segundo a pesquisa, portadores de herpes genital tem maior risco de contrair o vírus da Aids até mesmo após a pele não estar mais infectada.

Medicamentos
Por nome
Por especialidades
Por doenças
Por princípio-ativo
Pacientes
Blog Dicas de Saúde
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Prof. de Saúde
Central do Conhecimento
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Laboratórios
Vantagens
Meu Cadastro
Central de Ajuda
MEDICSUPPLY
Notícias
Contato
Pacientes
Profissionais de saúde
Laboratórios
Trabalhe conosco
BlogBlogs.Com.Br