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Aprovado uso da vacina contra HPV em homens

Homens e mulheres agora podem se proteger contra o vírus do papiloma humano – o HPV, na sua sigla em inglês. Isso porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, (Anvisa) aprovou, no mês de maio de 2011, o uso em homens da vacina para combater esse vírus. Até então, o uso da vacina só era recomendo para mulheres.

Com a recomendação da Anvisa, a vacina pode ser aplicada em homens e mulheres que tenham entre 9 e 26 anos. “Essa idade obedece a recomendação legal que temos no Brasil, de acordo com os estudos aprovados pela Anvisa. Pode ser que dentro em breve, a agência regulamente a vacina para pessoas com mais de 26 anos, como já acontece em outros países”, afirma o professor Newton Sergio de Carvalho, chefe do departamento de Tocoginecologia do Hospital de Clínicas, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Tipos de vacina

A vacina liberada pela Anvisa para aplicação em pessoas do sexo masculino é a quadrivalente. Já para as mulheres, além da quadrivalente, existe a vacina do tipo bivalente. A diferença entre as vacinas se justifica pela quantidade de antígenos do vírus HPV que cada uma carrega – existem cerca de 200 variações do vírus, sendo que uns estão mais ligados ao câncer de colo de útero e outros a lesões de pele como verrugas nas genitais.

O professor Carvalho explica que na vacina quadrivalente, são quatro as substâncias que vão fazer com que o corpo produza defesa para o organismo: “Ela contém os antígenos do vírus HPV 6 e 11, que são os grandes causadores das verrugas, e do 16 e 18, que estão mais ligados ao câncer de colo de útero. A bivalente, por sua vez, contém apenas os antígenos 16 e 18. Ambas vacinas possuem adjuvantes, que são substâncias que as tornam mais potentes. Enquanto a quadrivalente tem apenas um adjuvante, a bivalente possui dois adjuvantes. As duas vacinas tem suas vantagens”, complementa.

Como para o homem o objetivo da vacina é prevenir as lesões de mucosas além do câncer – o HPV também é responsável por câncer de pênis e ânus, a quadrivalente é a vacina apropriada. “Uma vacina para os homens que não tivesse os antígenos contra o HPV causador das verrugas não faria sentido”, afirma Carvalho.

Serviço

Homens e mulheres que quiserem se vacinar contra o HPV devem buscar serviços particulares, já que a vacina não está disponível na rede pública. O custo varia de R$ 450 a R$ 900. Ambas as vacinas são tomadas em 3 doses, com variação de um, dois e seis meses entre uma vacinação e outra, dependendo da vacina.

Droga evita procedimento cirúrgico

O aumento da próstata pode ocorrer por conta de uma hiperplasia benigna ou devido ao câncer de próstata (CP). Em ambas as situações há o acréscimo do volume da glândula sexual masculina que provocará obstrução total ou parcial do canal uretral. Em sua fase inicial, o câncer acontece de forma silenciosa e muitas vezes é confundido com a hiperplasia devido à semelhança entre os sintomas como jato urinário fraco, dificuldade miccional, entre outros.

O tumor maligno é o mais comum em homens com mais de 50 anos. As taxas de incidência da doença apresentaram um aumento significativo nas últimas décadas, que na maioria das vezes, é explicado pelo aumento da longevidade da população, pelo aperfeiçoamento dos métodos de diagnósticos, entre outras causas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da doença é feito pelo exame clínico, popularmente conhecido como toque retal, e, ainda, pela dosagem do PSA (Prostate Specific Antigen), um marcador de câncer. O antígeno PSA em nível elevado funciona como um indicativo de que há o câncer, sugerindo a realização de ultrassonografia, que, pode resultar na realização de biópsia.

Dutasteride

Segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Washington (EUA), e divulgado no final de 2010, o uso da droga Dutasteride aumenta a precisão do teste de câncer de próstata. O chefe da pesquisa, Gerald Andriole, afirma que os homens que fizeram uso da droga oferecem uma leitura mais precisas nos testes do PSA.

Como age a Dutasteride no diagnóstico do câncer de próstata?

A Dutasteride, que é uma droga sintética, possui a capacidade de diminuir a quantidade de PSA no organismo. Segundo o coordenador do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), André Murad, o uso consciente da Dutasteride é animador, pois evita a realização desnecessária de biópsias, que invariavelmente são processos dolorosos, de risco e caro para os pacientes.

“O paciente não sofrerá uma biópsia à toa, o que é uma evolução na medicina. A biópsia é uma cirurgia. Ao começar a tomar a droga com acompanhamento médico, entre dois a quatro meses o nível do PSA cai, pois a Dutasteride tem essa capacidade. Se o nível de PSA ficar estável, o médico munido de outras informações clínicas poderá analisar se há presença de câncer ou não. Porém, em contrapartida, se o nível de PSA se mantiver elevado há indicativo de um câncer mais agressivo”, esclarece o médico.

Conforme informação oferecida pelo especialista, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da droga há pouco tempo. Na rede pública ainda não há uso da Dutasteride. “O tratamento é muito caro ainda. Na Europa, uma caixa com 30 compridos custa 40 Euros. Aqui no Brasil o valor dobra”, lamenta o médico.

Apesar de alertar que a Dutasteride, como toda droga, pode provocar reações e oferece risco ao paciente, Murad acredita que o uso do medicamento é um espetáculo no tratamento ao câncer de próstata e vem saciar uma necessidade na precisão do teste que só tem a gerar resultados positivos.

Bisfenol-A é proibido na União Europeia

O elemento químico bisfenol-A foi proibido na União Europeia para a fabricação de mamadeiras plásticas. Essa restrição foi feita porque estudos relatam que essa substância teria potencial cancerígeno, além de provocar efeitos adversos no desenvolvimento físico, comportamental e neurológico de crianças. Tudo isso porque ele se comporta como hormônio no organismo.

O bisfenol-A é uma substância utilizada em plásticos e resinas produzindo materiais denominados como policarbonatos, muito úteis para a indústria por serem moldáveis quando aquecidos. Além dos estudos realizados em humanos, em animais o componente também revelou alterações na próstata e no trato reprodutivo masculino.

Também conhecido como BPA, a União Europeia disse em um comunicado que a decisão de proibição do uso deve-se ao temor de que esse elemento afete o desenvolvimento, o sistema imunológico e possa causar câncer em crianças. Com isso, a fabricação de mamadeiras com bisfenol-A será proibida a partir de março de 2011 e a importação ou comercialização, a partir de junho.

Brasil ainda permite a utilização do BPA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite no Brasil a utilizaçã da substância dentro do limite de 0,6 mg para cada quilo de embalagem. De acordo com a Anvisa, a agência “acompanha a discussão e estudos internacionais sobre o tema”, porém, não há previsão de discussão sobre o bisfenol.

Nova regra para venda de antibióticos

Apesar de a venda de antibióticos exigir a receita médica, no final de novembro a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) baixou uma resolução com novas regras para a comercialização desse tipo de medicamento. A partir do dia 29 de novembro a venda de antibióticos exige duas vias da receita (uma fica retida na farmácia), dados completos do médico e do paciente e receituário com validade de 10 dias.

A nova regra da Anvisa quer evitar o uso indiscriminado de antibióticos, que podem aumentar a resistência da bactéria e criar casos como o da superbactéria KCP, que causou 19 mortes no Brasil, no segundo semestre de 2010. Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), considera a medida do governo federal correta. “Essas regras representam avanços para a saúde, além de devolver ao farmacêutico o processo de orientação quanto ao uso correto de medicamentos”.

Por outro lado, Santos comenta que é preciso organizar o setor de saúde para garantir o acesso da população aos médicos. “Como ficará a situação de uma criança que mora, numa cidadezinha distante, onde o médico só atende uma vez por semana e que está ardendo de febre, devido a uma amigdalite ou a uma infecção intestinal? Ou que reside num grande centro, onde a emergência do hospital está lotada e o atendimento só poderá ser feito, muito tempo depois? Uma infecção não pode esperar”, afirma.

Para ele, o pressuposto para a restrição na venda de antibióticos é o bom funcionamento dos hospitais, garantindo que todas as pessoas tenham acesso ágil e fácil ao médico e à receita.

Antibiótico não é o único vilão

Jaldo de Souza Santos explica que os antibióticos não podem ser responsabilizados como únicos causadores da proliferação da bactéria KCP. “Muitos hospitais sequer criaram as suas Comissões de Controle de Infecção, desrespeitando as determinações legais. A inexistência ou inoperância dessas comissões deixa o ambiente hospitalar completamente vulnerável à contaminação por bactérias gerada pelo uso abusivo ou inadequado de antibióticos e à não adesão dos profissionais da saúde, pacientes e visitantes a medidas simples, como a higienização das mãos”, denuncia o presidente do Conselho Federal de Farmácia.

Saiba mais sobre o sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa do sistema respiratório e altamente contagiosa. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 164 mil crianças morreram de sarampo em 2008, em todo o mundo. A doença é transmitida através de secreções respiratórias (gotículas) expelidas pela pessoa contaminada ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Outras formas de contágio, como contato com alimentos e objetos tocados pelas pessoas infectadas, são muito raros, já que o vírus morbillivirus sobrevive pouco tempo fora do hospedeiro, conforme informa a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Sintomas do sarampo

O sarampo se distingue de outras doenças infectocontagiosas, como a varicela e caxumba, especialmente por seus sintomas bastante peculiares. De acordo com a pediatra infectologista do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR), e pesquisadora do instituto Pelé Pequeno Príncipe, Marion Burger, o quadro inicial do sarampo se caracteriza por tosse (com evolução para tosse com catarro), coriza, obstrução nasal, febre e, entre o quarto e o quinto dia, aparecem algumas lesões na pele, como erupções.

Prevenção do sarampo

No seu ciclo de vida, o vírus do sarampo passa por um período de incubação de uma a duas semanas em que os sintomas não se manifestam. “Porém, o hospedeiro pode começar a transmitir a enfermidade até dois dias antes de começar a manifestar os sintomas. Por isso, a importância de estar em dia com a vacinação. Se você está no mesmo ambiente de trabalho que alguém com sarampo e nunca pegou a doença, nem está vacinado contra ela, há grande chance de contrair o vírus, independentemente, da sua imunidade”, alerta Marion.

A vacina contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra rubéola e caxumba. Conforme informações da Anvisa, o ideal é que seja tomada aos 12 meses de idade e reaplicada entre 4 e 6 anos de vida, mas também pode ser administrada na fase adulta. Quem já teve contato com a doença, porém, não deve se preocupar, pois está automaticamente imunizado contra ela e não corre o risco de contrair sarampo outra vez.

Brasileiros aguardam aprovação de medicamento contra mieloma múltiplo

Os pacientes com mieloma múltiplo aguardam com grande expectativa a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do medicamento lenalidomida. Trata-se de um agente imunomodulador que melhora a qualidade de vida e a sobrevida de uma maneira geral. Comercializado sob o nome de Revlimid, medicamento de dose oral, ele teve seus benefícios confirmados para pacientes com o mieloma múltiplo por meio de dois estudos desenvolvidos pelo MD Anderson Cancer Center, dos Estados Unidos, e mais outro, que contou com a participação de pesquisadores da Europa, Austrália e Israel.

Os resultados foram animadores em relação à síndrome mielodisplásica: um estudo multicêntrico em pessoas dependentes de transfusão que usaram o fármaco constatou que 45% tiveram resposta citogenética completa e independência de transfusão por período prolongado.  Os pacientes também relataram uma redução significativa de neuropatias periféricas, como a perda de sensibilidade nas extremidades dos dedos.

Enquanto o laboratório aguarda a aprovação pelo órgão fiscalizador brasileiro, o Revlimid já foi aprovado em outros 55 países, inclusive com o aval da European Medicines Agency (Emea), responsável pela fiscalização de medicamentos da União Europeia; e da Food and Drug Administration (FDA), órgão dos Estados Unidos.

O Revlimid é indicado para tratamento de portadores de mieloma que não tiveram sucesso em pelo menos uma terapia anterior. Na próxima edição do congresso da American Society of Hematology (ASH), que ocorrerá em dezembro de 2010, em Orlando, nos Estados Unidos, serão apresentados novos estudos que procuraram comprovar a vantagem do Revlimid em comparação a outras terapias.

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