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Blog Dicas de Saúde

07/04/2010

Relação entre telefones celulares e câncer não é confirmada

No início do ano uma deputada do estado do Maine, nos Estados Unidos, sugeriu que as embalagens de aparelhos celulares exibissem alertas sobre o risco de câncer, assim como é feito com carteiras de cigarros. Andrea Boland, a deputada responsável pela proposta, justifica que vários estudos apontam para o risco de câncer cerebral nos usuários de telefones celulares – ela mesma afirma que utiliza o aparelho no modo viva-voz quando precisa contatar alguém.

A proposta da deputada trouxe o tema novamente à discussão: o uso do celular pode causar câncer? A professora Carmen Silvia Passos Lima, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), conta que existem duas correntes de pesquisadores sobre este tema. A primeira delas afirma que o uso contínuo dos aparelhos (ou morar próximo a uma torre de transmissão) pode causar problemas de saúde que vão desde dores de cabeça até malformações fetais. Outra, menos radical, indica que os celulares são inofensivos e podem ser usados sem medo.

Sobre essa divisão de pesquisadores, Carmen comenta que os estudos que indicam alterações não são conclusivos. “O governo americano investiu cerca de 35 milhões de dólares em pesquisas para verificar se existem potenciais danos biológicos causados pelo uso de telefones celulares e suas antenas. E até o momento nenhuma associação consistente entre telefonia celular e câncer foi encontrada”, afirma.

A professora, que possui pós-doutorado em Citogenética pelo Instituto de Pesquisa do Câncer, na Universidade de Londres, conta que alguns estudos apresentaram alterações na estrutura celular devido à radiação. “Em teoria, as ondas eletromagnéticas dos celulares podem causar lesões nas células – porém todos os efeitos foram notados em usuários de longo prazo (10 anos ou mais), e estavam relacionados com moradia próxima a torres de transmissão”.

Cuidados

Mesmo com a falta de estudos conclusivos, alguns pesquisadores consideram que é conveniente não levar o telefone ao ouvido enquanto a comunicação não tiver sido estabelecida. “A busca por sinal requer mais potência”, justifica Carmen. “O uso de um kit viva-voz pode ser uma boa solução para afastar o usuário da fonte de irradiação”. Outros cuidados seriam o uso racional do telefone por crianças e indivíduos sensíveis à irradiação e o controle da poluição eletromagnética nas regiões de antenas.

Mas isso não significa que o telefone celular é prejudicial. “Como foi afirmado anteriormente, não há evidências concretas dos efeitos nocivos do celular – portanto não há qualquer recomendação médica para que a população deixe de usá-lo”, afirma Carmen.

Comentários

  1. eu achoque todo cuidado e valido,nao e porque o estudo nao foi confirmado,que nos temos que relaxar

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