A Organização Mundial de Saúde (OMS) soltou um alerta no dia 31 de maio de 2011 informando que o uso de celular pode causar câncer. O anúncio da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), braço da entidade, classificou a radiação emitida pela antena do telefone celular como possivelmente cancerígena para humanos, o mesmo grupo de perigo em que gases emitidos por automóveis, chumbo e clorofórmio estão incluídos.
Aumento de tumores
O estudo que motivou o anúncio relaciona o uso do celular ao aumento de tumores malignos e benignos no cérebro. Segundo a pesquisa, quem usou o aparelho por 30 minutos por dia durante 10 anos, apresentou 40% mais chances de desenvolver gliomas, tumor encefálico maligno e considerado agressivo. Vale ressaltar que a divulgação foi realizada com uma ressalva, os resultados não são definitivos. Segundo os estudiosos, ainda não há nenhum caso de câncer comprovadamente causado por celular e faltam estudos epidemiológicos para comprovar a ligação da doença com o uso do aparelho.
Nível de radiação
No Brasil, quem determina e fiscaliza os níveis de exposição a campos eletromagnéticos é a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). É ela que define tanto a radiação máxima que um celular pode emitir quanto o valor máximo de campo eletromagnético que um conjunto de antenas pode gerar em área habitada.
Os valores adotados pela Anatel são os mesmos definidos pela Comissão Internacional de Proteção Contra Radiações Não Ionizantes (Icnirp), e, ainda, indicados pela OMS. Segundo especialistas em regulação da agência, todos os pontos de medição do país estão com os níveis de campo elétrico abaixo dos recomendados pela legislação. A questão levantada pela OMS é se esses padrões são de fato seguros.
Para falar sobre o assunto, entrevistamos o oncologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, Oren Smaletz. Confira abaixo:
O alerta da OMS é definitivo?
Os estudos ainda são contraditórios mesmo com o alerta da Organização Mundial de Saúde. Algumas pesquisas falavam em aumento de incidência de câncer cerebral devido ao uso de celulares. O alerta sugere uma realidade, mas ainda há contradições nas pesquisas.
Quais cuidados as pessoas podem ter diante do aviso?
São mudanças de hábitos que podem colaborar com a saúde. Mudar o lado que se fala ao celular, ou seja, não falar sempre do mesmo lado. Usar aparelhos que tenham antena externa e fazer uso de fone de ouvido bluetooth são medidas que me parecem positivas.
