Existem diversos fatores que podem desencadear o desenvolvimento de um tumor, mas nenhum deles está mais intrinsecamente relacionado ao cotidiano da medicina que a exposição da radiação vinda de alguns exames como tomografia computadorizada, radiografia, mamografia e aqueles que usam a cintilografia. Alguns estudos norte-americanos apontam que 2% dos diagnósticos de tumor naquele país têm origem na tomografia computadorizada.
De acordo com Daniel Nóbrega da Costa, especialista em radiologia, do Centro de Diagnósticos do Hospital Sírio Libanês, não é qualquer tipo de radiação que deve ser considerada perigosa: “ preocupa, entre os diversos tipos de radiação, aquela que vem acompanhada de preocupação pelo seu potencial carcinogênico é a radiação ionizante” (a emitida nos exames mencionados acima).
Faixa de segurança
No entanto, não é qualquer exposição a essa radiação que vai levar ao desenvolvimento de um tumor. “Sabe-se que doses elevadas de radiação ionizante predispõem ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer. No entanto, não existem limites específicos de segurança”, pondera o radiologista.
Mas em um ponto os especialistas concordam: é de extrema importância não criar um alarme desproporcional em torno desses exames, que em alguns casos são imprescindíveis e não podem deixar de ser realizados na investigação de possíveis problemas médicos relevantes.
Orientação médica
Enquanto não se sabe qual a dosagem segura para esses exames, o especialista aconselha que exames que emitam radiação ionizante, como é o caso da tomografia computadorizada, radiografia, mamografia e exames de cintilografia, sejam solicitados somente quando realmente necessário. “Esse cuidado deve ser redobrado em indivíduos jovens – em especial no grupo pediátrico – e gestantes”, ressalta Nóbrega da Costa.

