As causas do Mal de Parkinson, ou doença de Parkinson, são objetos de estudo de diversas pesquisas científicas realizadas pelo mundo todo. Sabe-se que nos portadores da doença ocorre uma diminuição na produção de um neurotransmissor chamado de dopamina, substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas. A dopamina está presente em vias nervosas que estão relacionadas aos movimentos, postura e ao tônus muscular. Porém, o motivo exato pelo qual essa diminuição ocorre ainda é desconhecido.
Acredita-se que o estresse e a poluição, aliados a fatores genéticos e ambientais, e o próprio envelhecimento podem contribuir para desencadear a doença.
Possíveis causas do Mal de Parkinson
- Exposição à ação de toxinas ambientais, como em indústrias de manganês, de derivados de petróleo e de inseticidas.
- Acúmulo de radicais livres produzidos durante a metabolização da dopamina, mas que em grande quantidade são nocivos aos neurônios, pois oxidam e matam as células.
- Anormalidades nas mitocôndrias, estruturas celulares que fornecem energia e produzem normalmente pequenas quantidades de radicais livres.
- Predisposição genética, que pode aumentar o risco de perda de neurônios, por exemplo, devido a uma maior sensibilidade a toxinas ambientais.
- Poluição ambiental, que também pode atingir organismos mais propensos.
- Uso exagerado e contínuo de certos medicamentos como a cinarizina, que podem bloquear o receptor que permite a eficácia da dopamina.
- Trauma craniano repetitivo como em casos de lutadores de boxe.
- Isquemia cerebral, quando a artéria que leva sangue à região do cérebro responsável pela produção de dopamina entope, as células param de funcionar.
- Dor emocional e situações de estresse e angústia podem provocar um aumento na produção de salsolinol, substância que mata as células nervosas responsáveis pelo controle dos movimentos.
Tratamentos para o Mal de Parkinson
O tratamento mais comum para a doença de Parkinson ainda é o farmacológico (com uso de medicamentos) em que substâncias se transformam ou atuam de forma semelhante à da dopamina aliviando os sintomas da doença. Uma das substâncias mais antigas usadas no tratamento é a levodopa que, apesar de sua inquestionável eficácia no tratamento sintomático da doença, o seu uso prolongado pode desencadear reações secundárias bastante limitantes, como alguns movimentos involuntários anormais (discinesias).
Um outro grupo de medicamentos que se apresenta no arsenal terapêutico dessa doença e de existência mais recente são os agonistas dopaminérgicos como, por exemplo, o pramipexol que tem demonstrado uma menor incidência de flutuações motoras em relação ao uso da levodopa isoladamente em longo prazo, assim como da ocorrência de discinesias.
Existem vários tratamentos sintomáticos efetivos para a Doença de Parkinson, mas o que se tem procurado realmente são maneiras de se preservar ao máximo os níveis de dopamina, a fim de se controlar mais efetivamente a progressão dessa doença degenerativa.
Estimativas do Mal de Parkinson
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população com mais de 65 anos tem a doença. São pelo menos quatro milhões de portadores no mundo e a estimativa é que esse número dobre até 2040, em decorrência do aumento da população idosa. A estimativa do Ministério da Saúde (MS) é que, no Brasil, pelo menos 200 mil pessoas são portadoras de Parkinson, doença degenerativa do sistema nervoso central com caráter crônico e progressivo.
*Com dados da Assessoria de Imprensa da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) – Trixe Comunicação Empresarial
