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19/03/2010

Pesquisadores americanos testam vacina contra malária

Cientistas americanos da Universidade de Maryland desenvolveram uma vacina experimental contra a malária que foi testada em 100 crianças do Mali, na África Ocidental, todas entre 1 e 6 anos de idade. A nova imunização teve como base uma fonte do parasita plasmodium. Este parasita, responsável pela forma de malária mais comum, produziu respostas similares ou ainda melhores do que de outros tratamentos já aplicados.

O autor do estudo publicado no site da revista “Public Library of Science“, Cristopher Plowe, afirma que a vacina pode ter sido a primeira a reproduzir a imunidade natural contra o parasita. Os resultados positivos fizeram com que aumentasse o número de crianças participantes do teste. Cerca de 400 já receberam a imunização, cujos efeitos são perceptíveis até um ano depois da aplicação.

De acordo com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Dr. Waderli Tadei, as tentativas para a descoberta de uma vacina eficaz contra a malária é de extrema relevância, sobretudo para ser usada em áreas tropicais como a Amazônia, onde há predominância de 99% de casos da doença.

O pesquisador afirma que propostas como a dos cientistas são muito importantes, tendo em vista a dificuldade de encontrar a fórmula correta da vacina. “O protozoário gerador da malária é um organismo complexo que desenvolve estratégias diferentes de adaptação”, diz. No entanto, segundo o pesquisador, com o avanço da biotecnologia em breve será possível encontrar uma maneira de erradicar a doença.

Enquanto isto não ocorre, é preciso adotar algumas medidas preventivas. O mosquito transmissor da malária possui antenas com células sensitivas que conseguem detectar a presença dos seres humanos à distância. “Através da nossa respiração e transpiração os mosquitos percebem onde estamos e fazem de tudo para nos picar”, diz. Para evitar que eles entrem nas casas, as pessoas podem fazer coisas simples para se proteger.

- Utilizar o mosquiteiro comum ou o de longa duração que contêm um inseticida que mata os mosquitos, mas não prejudica os humanos.
- Borrifar as paredes das casas com inseticida que também não oferece perigo à saúde.
- Melhorar as condições habitacionais colocando telas nas janelas, portas e alpendres (varandas)
- Utilizar a máquina de termo nebulização que joga inseticida ao redor das casas nas áreas de grande transmissão.

Criadouro amazônico

A Amazônia possui um ciclo hidrológico intenso. Em novembro as águas começam a subir e seguem até julho do ano posterior. É então que as chamadas “águas negras” invadem os terrenos formando os igapós. Segundo Dr. Tadei, a concentração destas águas se transformam em um criadouro do mosquito. “É a condição perfeita para a reprodução do inseto”, diz. Isto explica por que a Amazônia é a região do país com maior número de casos de malária.

Desviando a atenção do mosquito

Um artigo científico publicado em fevereiro pela revista Nature produzido por pesquisadores das universidades de Yale e Vanderbilt descobriu novas técnicas para combater a malária. O estudo identificou receptores de odores do mosquito Anopheles Gambiae, transmissor da doença. Ao identificar quais são os odores atrativos do mosquito, a pesquisa abre a possibilidade de se criarem compostos para desviar a atenção do inseto para armadilhas. O líder da pesquisa, John Carlson, professor em Yale, afirma que estão sendo feitas pesquisas de compostos que dificultem a capacidade de o mosquito encontrar o homem.

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