Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou o cenário do tabagismo no Brasil.
Em meio a diversas campanhas e leis anti-fumo que se espalham pelo país, o IBGE divulgou o resultado da Pesquisa Especial de Tabagismo (Petab) feita em mais de 50 mil domicílios durante o ano de 2008. Entre os dados coletados, um dos que mais se sobressai é o número de brasileiros que deseja parar de fumar: de acordo com a pesquisa 52,1% dos fumantes dizem que pensam em parar.
Homens, na região Sul, na área rural, menos escolarizados e os de menor rendimento domiciliar per capita são os grupos que concentram o maior número de fumantes. A maior parte deles começou a fumar com 17 a 19 anos de idade, e, dentre os que fumavam diariamente, o mais comum era consumir de 15 a 24 cigarros por dia.
Confira outros dados da pesquisa sobre o tabagismo no Brasil em 2008:
• 24,6 milhões de brasileiros de 15 anos ou mais de idade, ou seja, 17,2% da população nessa faixa etária, fumavam derivados de tabaco, sendo 14,8 milhões homens (21,6% do total de 15 anos ou mais de idade) e 9,8 milhões mulheres (13,1% do total nesse grupo etário);
• Dos fumantes, 21,5 milhões (87,4%) fumavam todos os dias. Apenas cerca de 3 milhões (equivalentes a 12,2% do contingente de fumantes) fumavam ocasionalmente;
• 40,8% das pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo começaram a fumar antes dos 15 anos de idade;
• 93% dos fumantes afirmavam saber que o cigarro pode causar doenças graves;
• 65% dos fumantes informaram que as advertências nos rótulos dos cigarros os fizeram pensar em parar de fumar;
• Entre os não fumantes (118,4 milhões de pessoas), 78,1% nunca haviam fumado;
• Os ex-fumantes (26 milhões de pessoas) eram 18,2% da população de 15 anos ou mais de idade;
• O percentual de fumantes de tabaco era maior na zona rural (20,4% ou 4,4 milhões de pessoas) que na urbana (16,6% ou 20,1 milhões de pessoas).
• O grupo etário de 45 a 64 anos tinha a maior concentração de fumantes (22,7% das pessoas nessa faixa);
A pesquisa foi realizada em parceria com o Ministério da Saúde, com a atuação técnica do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
