Quando o ataque cardíaco ocorre, o coração para e para também o fluxo de sangue. Quanto mais tempo sem atendimento e sem restaurar o fluxo, mais tecido cardíaco é privado de sangue, o que pode deteriorá-lo ou causar efeitos graves e até fatais. De acordo com especialistas, quanto mais curto o tempo entre o início de um ataque cardíaco e o início do tratamento, maiores as chances de sobrevida do paciente.
Pensando nessas circunstâncias, uma equipe da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um projeto apelidado de anjo da guarda cardíaco. Trata-se de um sensor que é acionado logo no início do ataque cardíaco, antes mesmo que o próprio paciente possa pedir socorro.
Alarme do coração
O sensor está ligado a um pager que é transportado pelos pacientes que são considerados com chance de desenvolverem um ataque cardíaco – seja por suas características médicas ou por uma avaliação prévia feita por um especialista, em que ele observa que há um risco potencial de que aquele paciente venha a desenvolver um ataque cardíaco.
O aparelho desenvolvido nos Estados Unidos tem o tamanho de uma moeda de um dólar, e monitora a atividade cardíaca 24 horas por dia, através de um fio inserido no músculo cardíaco. Caso ocorra alguma alteração, como falta de oxigênio no coração, uma antena envia um alerta para o pager que o paciente carrega.
“Sintomas de ataques cardíacos são frequentemente mal interpretados, fazendo com que os pacientes retardem o tratamento. Este dispositivo deixa claro que a atenção médica é necessária, permitindo que o paciente procure ajuda de forma rápida e proporcionando-nos uma oportunidade de iniciar o tratamento antes que um ataque de coração resulte em danos irreversíveis.” relata Liviu Klein, um dos cardiologistas participantes da pesquisa.
Tecnologia
Por enquanto nenhum aparelho está sendo comercializado, apenas estão sendo testados em centros americanos. Segundo os pesquisadores da universidade, o objetivo é desenvolver uma tecnologia capaz de reconhecer os primeiros sinais de um ataque cardíaco, com um período de até duas horas antes de ele acontecer. “Se pudermos identificar um ataque cardíaco mais cedo, poderemos ser capazes de salvar mais vidas.” afirma Klein.
