Um novo estudo publicado na edição de novembro do American Journal of Medicine revela que a terapia de reposição hormonal (TRH)– utilizada para tratar a deficiência do hormônio estrógeno na menopausa – pode reduzir a mortalidade total de mulheres na pós-menopausa.
Foram analisados os resultados de 19 pesquisas, incluindo dados de 16 mil mulheres mais novas na pós-menopausa. As evidências apontaram que a terapia hormonal para mulheres mais jovens na pós-menopausa aumenta os riscos de câncer de mama e embolia pulmonar e reduz os riscos de eventos cardiovasculares, câncer de cólon (intestino) e fratura na bacia. Segundo os pesquisadores, o benefício da terapia seria pelo fato de que a redução das mortes por doença coronariana cardíaca, fratura e câncer de cólon superaria o aumento das mortes por câncer de mama, derrame e embolia.
Além da redução da mortalidade total, as análises mostraram que a reposição hormonal para essas mulheres traria melhorias na qualidade de vida pelo menos nos primeiros anos de tratamento.
Segundo a dra. Ruth Clapauch, vice presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM, desde a década de 90 estão sendo realizados diversos estudos sobre a Terapia de Reposição Hormonal (TRH).
Em 2002, houve um grande estudo que apresentou um maior número de riscos para as mulheres em relação à reposição hormonal. No entanto, dra. Ruth explica que, na ocasião, o perfil das mulheres analisadas envolvia o início tardio da terapia. “Os estudos eram com mulheres que fizeram a reposição 13 anos após a menopausa” diz. O que os estudos mostram hoje é que, quanto mais cedo começar a terapia com reposição hormonal, mais benefícios a mulher terá.
“A recomendação, portanto, é que as mulheres procurem um médico especialista logo nos primeiros sintomas da menopausa, como irregularidade no fluxo menstrual e ondas de calor” orienta dra. Ruth. O médico fará a avaliação e poderá, ou não, recomendar a terapia, dependendo de cada caso.
