Recentemente, a Sociedade Americana de Câncer (ACS, em inglês) divulgou novas recomendações nas formas de detectar o câncer de próstata. A entidade aconselha ao paciente com mais de 50 anos que avalie com seu médico as vantagens e desvantagens de cada teste. Atualmente, existem dois exames para rastrear a doença: o toque retal e o teste do nível de PSA (antígeno prostático específico), feito através de coleta de sangue.
Segundo os pesquisadores americanos, a avaliação do PSA, embora últil para detectar precocemente o tumor, frequentemente aponta falsos resultados positivos. Isso leva o paciente a uma série de biópsias e tratamentos desnecessários. Portanto, a recomendação é que se use também o exame de toque retal para o diagnóstico definitivo da doença.
Para o médico Carlos Corradi, chefe do serviço de Urologia e Nefrologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, um exame não substitui o outro, e por isso os dois devem ser feitos. “Realmente por meio do PSA há uma detecção precoce do câncer de próstata em pacientes que talvez não desenvolvessem a doença, apesar da alteração no nível do antígeno no sangue. Por outro, o rastreamento de tumores reduziu os casos fatais da doença em 35%”, afirma Corradi. Ele explica que em um estudo do Hospital Memorial de Nova York, um dos maiores centros de oncologia dos Estados Unidos, pesquisadores verificaram que o câncer que não era detectado logo em seu estágio inicial já apresentava metástase na cirurgia.
Prevenção
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda o início dos exames para rastrear o câncer de próstata a partir dos 40 anos, para pacientes que possuam casos da doença na família, e aos 45, para pacientes de famílias sem histórico.
O Dr. Corradi ainda indica que, caso um ou os dois exames do paciente apresentem alterações, é necessário fazer a biópsia da próstata guiada pelo ultrassom. O câncer de próstata é o segundo caso da doença em homens segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e de acordo com dados da Sociedade Americana do Câncer, matou cerca de 27 mil pacientes nos Estados Unidos em 2009.
