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05/01/2011

Mutações determinam a gravidade do câncer de próstata

Cada tipo de câncer possui suas características e peculiaridades, razões pelas quais é difícil encontrar uma cura que se aplique a um grande número de pessoas. Quando relacionado ao câncer de próstata a dificuldade parece ser ainda maior. Cientistas do Weill Cornell Medical College, nos Estados Unidos, descobriram que mutações secundárias determinam que alguns tipos de células cancerosas da próstata tornem-se letais.

Publicado na edição online da revista Genoma Research, o estudo liderado por Mark Rubin acredita que essa descoberta vai ajudar a desenvolver exames melhores para detectar a doença evitando que sejam feitas biópsias desnecessárias. Além disso, essa pesquisa ajudará também na criação de tratamentos mais específicos e personalizados para cada caso.

De acordo com Marcos Dall’Oglio, chefe do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o estudo é importante, pois no início o câncer de próstata não apresenta sintomas ao paciente e, como muitos se recusam a fazer exames e biópsias, seu diagnóstico acaba sendo tardio e a doença já está em fase avançada. “Apenas depois que o câncer já está mais desenvolvido é que o paciente passa a apresentar sintomas urinários, como dor ao urinar e necessidade frequente de esvaziar a bexiga, principalmente à noite” explica.

Para Dall’Oglio a identificação desse gene faria com que pudessem ser elaborados remédios que prevenissem sua mutação desde cedo, porém ele acredita que a medicina ainda não possui essa tecnologia. “De acordo com esse estudo, podemos identificar precocemente a mutação desse gene, porém ainda não temos recursos tecnológicos que possam fazer com que esse fenômeno seja inibido por meio de medicamentos ou outros procedimentos” ressalta.

O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o que mais acomete os homens, cerca de 10% do total, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O número de casos estimados em 2010 é de 52.350, correspondendo a um risco de 54 novos casos a cada 100 mil homens. A alimentação rica em gordura animal, carne vermelha e cálcio tem sido associada ao aumento do risco em desenvolver esse tipo de câncer, além dos fatores hereditários.

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