Um estudo americano descobriu um novo método para impedir que as células cancerosas se multipliquem no organismo – principal fator para o crescimento de um câncer. Estudiosos do Massachussetts Institute of Technology, nos Estados Unidos, identificaram uma proteína responsável por emitir sinais que estimulam a divisão celular – um receptor chamado HER3. O estudo foi publicado online em 26 maio, no Journal of Biological Chemistry.
De acordo com os pesquisadores, resultados exitosos já foram observados quando aplicadas drogas para desligar receptores considerados rimos do HER3, como EGFR e HER2. O estudo, porém, decorreu de uma pesquisa que nada tinha a ver com câncer, mas de uma pesquisa sobre medicina regenerativa de Luis Alvarez, que buscava meios para promover o crescimento de ossos de soldados que haviam sido feridos em guerras.
Durante a sua pesquisa, Alvarez encontrou proteínas como a HER3 e EGFR que pensava que poderiam interagir com os receptores do crescimento celular, controlando o crescimento e a diferenciação. Porém os pesquisadores notaram que esses receptores também apareciam desligar o crescimento e migração. Surgiu então a ideia de trabalhar com tais receptores e as células cancerosas. Foi então que descobriram que eles também interagiam com essas células, que paravam de crescer e, em alguns casos, até morriam.
“Nós insistimos nessa hipótese apenas porque tínhamos pessoas no laboratório trabalhando com células cancerosas, e pensamos:” como vemos estes efeitos em células-tronco, vamos tentar isso nas células tumorais, e ver se algo interessante acontece. ” diz a professora do MIT Linda Griffith.
Mecanismo de ação
O mecanismo de ação da proteína desenvolvida pelos pesquisadores de ação tem como base o emparelhamento molecular. A HER3 deve formar par com outro receptor, geralmente a HE2, mas a nova proteína impede esse emparelhamento.
A nova molécula foi testada em seis diferentes células cancerígenas que superexpressaram HER3 e comprovaram que ela desliga o crescimento em todas elas. Porém, mais experimentos são necessários para determinar se a técnica é válida em organismos vivos.
