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07/09/2011

Malária mata duas vezes mais do que a Aids

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária é a doença infecciosa que afeta o maior número de pessoas, provocando algo em torno de um milhão de mortes por ano, duas vezes mais do que a Aids.

Essas informações constam na carta do editor Jaime Benchimol aos leitores do número 18 do periódico História, Ciências Saúde – Manguinhos, publicado pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). É possível ter acesso gratuito à publicação no link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&pid=S0104-59702011000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Perspectiva internacional

Segundo Benchimol, o dossiê é um subproduto de um seminário que aconteceu na Fundação Oswaldo Cruz em abril de 2007, intitulado “Henrique Aragão e a pesquisa sobre a malária: 100 anos da descoberta do ciclo exoeritrocítico da malária”. Os artigos são originais e enfocam principalmente o Brasil em uma perspectiva internacional. Para o editor, este é o traço mais original dos trabalhos.

Após um século da descoberta da doença, os profissionais discutiram a evolução dos estudos sobre a malária, doença infecciosa que representava um dos principais desafios à medicina tropical na época em que ela se instituía como campo científico, isso nos fins do século 19, explica Benchimol.

Ponto de vista histórico

Autora de um dos artigos, a organizadora do seminário Magali Romero Sá analisa as origens e os desdobramentos da descoberta de Henrique Aragão, um dos pesquisadores do Instituto de Manguinhos no início do século 20.

No artigo, Magali retoma diversos aspectos do cotidiano institucional no início do século 20, como, por exemplo, o fato de o nome do centro de pesquisa mudar em 1908. O Instituto Soroterápico Federal passou a se chamar Instituto Oswaldo Cruz, no momento em que se inauguravam alguns dos prédios do centro histórico e se construía o Castelo Mourisco do campus de Manguinhos, ao mesmo tempo em que a agenda institucional foi se ampliando e diversificando.

Além de outros artigos, a publicação traz um depoimento e uma entrevista com a médica Ruth Sontag Nussenzweig, que desenvolve pesquisas na Escola de Medicina da Universidade de Nova York visando desenvolver uma vacina contra a malária.

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