Você está em

Blog Dicas de Saúde

14/02/2011

Mães portadoras do HIV podem ter filhos com alterações hematológicas

O estudo realizado pela bióloga Eliane Borges de Almeida, doutora em Fisiopatologia Médica, mostrou que filhos de portadoras do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) não nascem com a doença, porém apresentam alterações hematológicas, como anemia e diminuição dos glóbulos vermelhos e brancos.

A pesquisa foi feita a partir da parceria de três departamentos, o setor de Hematologia do Hemocentro, o Centro de Investigação em Pediatria (CIPED) e o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), todos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/UNICAMP). Para a apuração foram comparadas 15 mães sem o HIV e seus bebês com o grupo de estudo composto por 36 mães com HIV positivo e seus respectivos filhos. Ao confrontar os dados ficou evidente para a pesquisadora que os bebês expostos ao HIV apresentaram uma diferença na maturação dos linfócitos B, responsáveis por produzirem anticorpos fundamentais na defesa imunológica dessas crianças.

Os recém-nascidos de mães HIV positivo e usuárias de drogas como crack e cocaína também demonstraram mais alterações nos linfócitos B. Já os bebês filhos de mães soropositivas e fumantes, foram detectadas alterações nos linfócitos T, relacionados à imunidade celular, ou seja, na defesa contra certos tipos de agentes infecciosos, como vírus e respostas às vacinas.

De acordo com a bióloga, o objetivo do estudo foi estudar a associação dos medicamentos antirretrovirais (ARV, coquetel anti-AIDS), tabagismo e drogas ilícitas sobre as subpopulações de linfócitos dos bebês. “No nascimento vimos que os ARV’s interferem na maturação das células B, assim, levantamos a hipótese de que a resposta desses bebês à vacinação não será semelhante à resposta dos não expostos ao ARV”, explica.

A pesquisadora ressalta que é preciso um acompanhamento mais próximo dessas crianças para poder apurar os efeitos em longo prazo dessas alterações. “Costumamos dizer que ‘a história nos contará’ se estas alterações persistirão e terão poder para influenciar o desenvolvimento. Precisaríamos mudar a conduta de acompanhamento dessas crianças, criar novos protocolos para avaliar estas alterações ao longo do tempo, pois só ele nos dará esta resposta”, finaliza.

Poste seu comentário também:

Para continuar é preciso informar:



*
*
*
Reload Image CAPTCHA Image

Indique para um amigo

Medicamentos
Por nome
Por especialidades
Por doenças
Por princípio-ativo
Pacientes
Blog Dicas de Saúde
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Prof. de Saúde
Central do Conhecimento
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Laboratórios
Vantagens
Meu Cadastro
Central de Ajuda
MEDICSUPPLY
Notícias
Contato
Pacientes
Profissionais de saúde
Laboratórios
Trabalhe conosco
BlogBlogs.Com.Br