Os linfomas são neoplasias malignas que se originam nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, conjunto composto por órgãos e tecidos – que produzem as células responsáveis pela imunidade – e vasos que conduzem estas células para todo o corpo. Esse tipo de câncer pode ser classificado como linfoma ou Doença de Hodgkin ou Não-Hodgkin e essas designações são realizadas por um especialista, o hematopatologista.
De acordo com Jane Dobbin, chefe do Serviço de Hematologia do Instituto Nacional do Câncer (Inca), entre os tipos de linfomas a Doença de Não-Hodgkin é o mais incidente na infância e, por razões ainda desconhecidas, o número de casos duplicou nos últimos 25 anos. “Esse tipo de câncer é mais lento e, dependendo do seu diagnóstico, pode ser apenas controlado sem a necessidade de tratamentos” explica.
Ao contrário da Doença de Não-Hodgkin, o linfoma de Hodgkin é mais severo e exige cuidados específicos. Ele surge quando um linfócito (tipo de glóbulo branco) se transforma em uma célula maligna que cresce e se multiplica descontroladamente gerando cópias idênticas. Com o passar do tempo, essas células podem se disseminar para tecidos próximos e, não tendo tratamento, atingir outras partes do corpo.
Para evitar o desenvolvimento desse tipo de câncer, Jane ressalta que é importante as pessoas estarem atentas para possíveis alterações que caracterizam o linfoma, como inchaço em gânglios como amídalas e baço. “O gânglio aumentado nem sempre representa um linfoma. Porém, se esse inchaço não regride e ele não dói, apenas cresce, é melhor procurar um especialista para mais exames” explica.
Normalmente infecções também podem provocar aumento de gânglios, como a amídala, timo e baço. Porém, esse tipo de inflamação é caracterizado por crescimento rápido que causa dor e desconforto, enquanto o linfoma cresce de maneira lenta e discreta.
Dados do Inca revelam que em 2009 a estimativa é de que ocorreram mais de 9 mil novos casos do linfoma Não-Hodgkin e mais de 3 mil novos casos da Doença de Hodgkin.
