Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveram um iogurte capaz de prevenir o câncer de intestino e cólon. A sobremesa, de sabor e textura normais, é rica em fibras e bactérias probióticas que também podem prevenir doenças coronárias, combater a prisão de ventre e a tolerância à lactose e ainda a diminuir os níveis de colesterol ruim (LDL).
Criada pelo engenheiro agrônomo Ricardo Pinheiro, a invenção ainda não está sendo comercializada, pois está em processo de patente. Ele conta que a ideia de um produto nutracêutico e saboroso surgiu de seu desejo de oferecer benefícios através da comida. “O intuito não é consumir remédios, e sim alimentos.” A experiência do agrônomo com a engenharia de alimentos é grande, já tendo trabalhado com outros alimentos funcionais, como o abacate que, segundo ele, também pode prevenir câncer. Ainda de acordo com ele, atualmente não existe no mercado um alimento tão benéfico quanto o iogurte.
O bom funcionamento da bebida está na cadeia de bactérias que ela contém, conta Ricardo. Além dos organismos presentes nos iogurtes normais e dos grupos probióticos encontrados em outros alimentos, a invenção do agrônomo possui mais três tipos de bactérias que competem por alimento diretamente com os micro-organismos indesejáveis e assim, os eliminam. Além disso, essas bactérias produzem ácido linoleico, que combate o câncer e as doenças coronárias.
O segredo da tecnologia desenvolvida está na proporção desses organismos. “Elas devem estar em quantidades adequadas para que o efeito seja benéfico no nosso organismo”, explica Pinheiro.
Para o agrônomo, a tecnologia usada no iogurte pode e deve ser ampliada para combater outras doenças e seu iogurte é apenas o primeiro passo: “acredito que a cura e a prevenção das doenças estão nos nossos alimentos”, conclui.
