A Leucemia Linfóide Crônica (LLC) é uma doença neoplásica, de origem linfóide B, incluída no grupo das Doenças Linfoproliferativas Crônicas. Sua característica principal é o aumento progressivo – no sangue, medula óssea e órgãos linfáticos – da quantidade de linfócitos com aspecto morfológico maduro. É geralmente uma doença do idoso. “A idade mediana dos pacientes é 55-60 anos de idade, e sua incidência anual chega a mais de 20 casos por 100.000 habitantes em pessoas acima de 70 anos. Entretanto, em cerca de 10% dos casos o diagnóstico é feito em indivíduos abaixo de 40 anos de idade”, esclarece Dr. Nelson Hamerschlak, coordenador do programa de Hematologia e Transplante de Medula Óssea do Hospital Israelita Albert Einstein e membro do Comitê Científico Médico da ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia). A LLC é inexistente em crianças. A proporção homem x mulher é de 2 para 1. É uma doença adquirida de etiologia desconhecida.
Sintomas da leucemia
Os sintomas da doença se manifestam de forma discreta e, por isso, muitas vezes são confundidos com sinais típicos de velhice. Dr. Nelson explica como diagnosticar corretamente. “O quadro clínico da Leucemia Linfóide Crônica é variável. Os sintomas estão ausentes em cerca de 50% dos pacientes. Nestes casos o diagnóstico é feito após o achado de linfocitose num hemograma de rotina. A maioria dos doentes procura atendimento médico por conta de adenomegalia indolor, mais comumente em cadeias cervicais, axilares ou supraclaviculares”. Outros achados possíveis são a hepato-esplenomegalia. Aproximadamente 5 a 15% dos doentes exibem sintomas “B” típicos de linfoma como febre acima de 38°C por 2 semanas sem evidência de infecção; perda de peso acima de 10% do peso corpóreo nos últimos 6 meses; sudorese noturna sem evidência de infecção e fadiga extrema.
Tratamento
“Vários agentes são eficientes no tratamento da Leucemia Linfloide Crônica e o esquema quimioterápico e/ou imunoterápico a ser adotado deve ser escolhido conforme a idade, recorrência, agressividade e comportamento da doença durante a evolução”, afirma Hamerschlak. O transplante de medula óssea também pode ser indicado em casos selecionados de Leucemia Linfóide Crônica.
Mais informações em ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia)
