Quando há desconfiança de contágio pelo HIV, é importantíssimo realizar o quanto antes o teste. O diagnóstico precoce aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Além disso, respeitar as recomendações médicas aumenta a qualidade de vida do paciente. A análise da infecção é realizada através de coleta de sangue.
O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), irá agilizar o tempo de espera do resultado. A partir de uma parceria de transferência tecnológica, produzirá um exame que comprova o diagnóstico do HIV em aproximadamente 20 minutos.
Hoje, a espera pela confirmação pode chegar a um mês. O teste confirmatório imunoblot rápido DPP® HIV 1/2 será distribuído pelo Ministério da Saúde nos Centros de Testagem e Aconselhamento da rede pública a partir do segundo semestre de 2011. Com margem mínima de erro, o kit garante vários benefícios aos portadores da doença, que vão da agilidade no diagnóstico ao desempenho em termos de sensibilidade e especificidade.
Agilidade no diagnóstico é fundamental ao tratamento
O instituto vem investindo em soluções inovadoras que representam grande avanço no diagnóstico da doença, como o teste rápido, que já é produzido desde 2004 por Bio-Manguinhos. O novo teste confirmatório começou a ser desenvolvido em 2009 e, além de substituir com vantagens o atual, tem um custo cinco vezes menor.
O gerente do Programa de Desenvolvimento de Reativos do Instituto, Antônio Ferreira, ressalta que, quanto mais rápido se tem o diagnóstico, melhor pode ser o tratamento do soropositivo. “A tendência é, com o tempo, desenvolvermos testes ainda melhores, com resultados ainda mais rápidos, o que ajudará no tratamento”, afirma o pesquisador.
Programa governamental
Os produtos para diagnóstico desenvolvidos pelo instituto atendem aos programas de controle de endemias e agravos da Secretaria de Vigilância em Saúde e do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do MS. Segundo a assessoria de imprensa de Bio-Manguinhos, os kits de reativos para diagnóstico ampliam o acesso da população a exames e contribui para a detecção precoce de doenças como Chagas, leptospirose, leishmaniose canina, HIV, esquistossomose e outras enfermidades parasitárias.
