Neste ano, o Prêmio Nobel de Química foi para um trio de pesquisadores que mostrou a estrutura e o funcionamento dos ribossomos. Este estudo foi considerado importante, pois ajudou a entender como as bactérias criam resistência a antibióticos, contribuindo assim para o desenvolvimento de novas drogas.
Os cientistas norte-americanos Venkatraman Ramakrishnan e Thomas Steitz e a israelense Ada Yonath explicaram, por modelos 3D, como o DNA é lido pela célula e mostrou como os ribossomos, que produzem proteína a partir das instruções contidas no DNA, funcionam no nível atômico.
A partir deste conhecimento é possível criar antibióticos que bloqueiem a função dos ribossomos nas células das bactérias, evitando que elas produzam as proteínas que necessitam para sobreviver. Dessa forma, as bactérias ficam estáticas e morrem.
O problema da resistência bacteriana
A penicilina foi o primeiro antibiótico descoberto em 1928 por Alexander Fleming. Durante quase todo o século XX, os antibióticos foram considerados por muitas pessoas como drogas milagrosas, capazes de curar praticamente todos os males. Com o tempo, no entanto, foi sendo observada a grande capacidade de adaptação das bactérias, o que fez com que elas se tornassem cada vez mais resistentes aos antibióticos.
Esta capacidade de evolução das bactérias está associada à sua estrutura genômica. Elas são capazes de superar condições extremas e sobreviver aos mais diversos ambientes, mesmo a temperaturas altíssimas, radiações, tempestades e falta de nutrientes.
A bactéria pode adquirir resistência produzindo enzimas, que alteram ou degradam drogas; por inibição da permeabilidade da membrana plasmática e pelo efluxo de drogas, ou seja, o bombeamento da droga para fora da célula.
