Estudos mostram que o aumento dos níveis de pressão arterial está relativamente ligado a uma apresentação crônica de estresse.
O estresse é difícil de ser controlado, principalmente nos dias de hoje com a alta competitividade, explica a nefrologista Dra. Katia Coelho Ortega. “Existem algumas técnicas para o controle do estresse como musicoterapia, yoga, meditação. Além disso, é importante procurar ter algum “hobby” ou alguma atividade que proporcione bem-estar no dia a dia” orienta.
Especialistas apontam dados na literatura médica mundial associando o estresse psicológico e o aumento da pressão arterial. “Há demonstrações de elevações agudas da pressão arterial em estudos experimentais com estresse mental e elevações crônicas, como por exemplo, em indivíduos com supressão do sono, em que ocorre aumento da atividade do sistema nervoso simpático. Tudo indica que se a situação que desencadeia o estresse for mantida, haverá aumento da pressão arterial. Mas, há necessidade de mais estudos sobre este tema”, conclui a dra. Katia Ortega.
O estudo analisou 2.043 artigos médicos em uma revisão que incluiu 34.556 indivíduos. Pessoas com maior reação à atividade estressante mostraram ter 21% mais chances de apresentar aumento na pressão arterial, quando comparados com aqueles de menor reação.
A hipertensão arterial é considerada atualmente a principal causa de doenças cardiovasculares. Mesmo acarretando problemas tratáveis, ela chega a atingir 30% dos adultos. Na maioria das pessoas, cerca de 90%, não se conhece a causa da hipertensão e ela é chamada de “essencial”, encontrando-se igual ou acima de 140/90 mm Hg (ou “14” por “9”).
Para o controle da pressão arterial, são necessárias medidas como:
- Procurar manter-se dentro do peso ideal, através de exercícios físicos e dieta;
- Evitar alimentos com excesso de sal e gorduras;
- Aumentar a quantidade de frutas, verduras e leguminosas na dieta;
- Não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas e abandonar o tabagismo.
“Dependendo do estágio da hipertensão arterial, somente medidas não farmacológicas podem não ser suficientes para controlar a hipertensão, sendo necessários também anti-hipertensivos” explica a nefrologista.
