A doença de Peyronie é caracterizada por uma curvatura no pênis durante a ereção. Esta curvatura pode atingir até 90 graus tanto para cima, como para baixo ou para o lado, podendo estar associada ou não à dor durante as ereções. Desta forma, a doença de Peyronie pode dificultar ou até mesmo impossibilitar o ato sexual.
Embora possa afetar homens de qualquer raça e idade, a doença de Peyronie é mais comumente observada em homens acima dos 40 anos de idade. Estima-se que de 3% a 6% dos homens desenvolverão a doença durante a vida.
A taxa de prevalência observada em um estudo feito em Rochester, Minnesota (EUA), foi de 388 casos por 100 mil habitantes. Com base neste estudo, estima-se que surjam 32 mil novos casos por ano e que existam 423 mil homens com a doença nos EUA.
Causas da Doença de Peyronie
Estudos mostram que o problema advém de várias causas, sendo as mais comuns microtraumas e traumas durante a relação sexual. “Os pacientes com predisposição hereditária facilitam a formação de cicatrizes, isto é, a placa responsável pela curvatura peniana, o que explica a incidência da doença em mais de um membro da família”, explica Dr. Paulo Egydio, urologista especializado em curvatura peniana (doença de Peyronie e pênis curvo do jovem) e impotência.
Problemas de ereção, os quais predispõem a dobra do pênis durante o ato sexual, também aumentam as chances de microtraumas, que podem levar à doença de Peyronie.
Tratamentos para Doença de Peyronie
As queixas de pacientes quanto à doença de Peyronie podem ser agrupadas em duas fases: inflamatória e de fibrose (cicatrização).
A fase inflamatória caracteriza-se por curvatura progressiva, associada ou não à dor durante as ereções e com placa ou nódulo (cicatriz) abaixo da pele, palpável ou não. Geralmente esta fase é passageira, sendo tratada com antiinflamatórios e orientações gerais. Para que o tratamento clínico tenha bons resultados, o diagnóstico precoce, ainda nesta fase, é importante.
Na segunda fase, fibrose (cicatrização), quando a cicatriz está madura, a deformidade peniana já está definida. A cirurgia só pode ser indicada a partir desta fase, porém nem todos os pacientes têm necessidade dela.
A Doença de Peyronie causa impotência?
Alguns homens com doença de Peyronie (cerca de 20% a 50%) perdem a capacidade de manter o sangue no pênis (problema venoclusivo ou “escape venoso”), o que os impede de manter uma ereção. Porém, a perda de ereção também pode estar associada à ansiedade ou estresse, não necessariamente à doença. Portanto, é importante que o problema de ereção, independentemente da causa, seja tratado, evitando, assim, que o pênis dobre durante o ato sexual, o que, consequentemente, diminui as chances de microtraumas.
Relação com outras doenças
A incidência da doença é maior entre diabéticos, porém pode também estar associada à doença de Dupuytren, isto é, espessamento da palma da mão com consequente curvatura dos dedos.
Cirurgia de alongamento do pênis
Dr. Paulo desenvolveu a cirurgia de alongamento da face curta do pênis (técnica de alongamento peniano). A técnica cirúrgica possibilita o alongamento do lado curto do pênis até deixá-lo do tamanho do lado longo. Com esta técnica consegue-se o máximo possível em tamanho peniano em um procedimento cirúrgico reconstrutivo de curvatura peniana.
“As técnicas cirúrgicas empregadas até então levavam à diminuição do pênis, pois se retirava parte da membrana da face longa do pênis curvo até igualá-la à curta. Assim, resolvia-se um grande problema, porém o paciente não ficava totalmente satisfeito”, esclarece Dr Egydio.
O urologista utiliza esta técnica desde 1998 com grande sucesso e satisfação dos pacientes, permitindo que muitos jovens e adultos tenham desempenho sexual normal.
Curiosidade sobre a doença de Peyronie
A doença de Peyronie, mundialmente assim conhecida, foi descrita em 1743 por François Gigot de La Peyronie (1678 – 1747), médico do Rei Luiz XV, da França, que morou no palácio de Versailles.
Mais informações em: http://www.peyronie.com.br ou www.peniscurvo.com.br
