O estudo “Diabetes in the UK 2009: Key statistics on diabetes”, da Diabetes UK, mostrou que pessoas que vivem em situações de vida precárias apresentam altos níveis de obesidade, inatividade física, dietas pouco saudáveis, fumo e mau controle da pressão arterial. Estes fatores estão associados ao risco de desenvolver diabetes e suas complicações, tais como doenças cardíacas, derrame, insuficiência renal, cegueira e amputações. De acordo com o estudo, estas pessoas têm 2,5 vezes mais chances de ter diabetes em qualquer idade. E uma vez sendo diagnosticadas, elas também apresentam o dobro de risco das complicações da doença de diabetes.
Relação entre pobreza e diabetes
A endocrinologista e metabologista do Centro de Diabetes de Curitiba do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dra. Andressa M. Leitão, explica porque a pobreza está associada a maior risco de diabetes. “O baixo padrão sócio-econômico traz inúmeras dificuldades para a saúde. Além de ter menor acesso ao atendimento médico-hospitalar, esta parte da população tem poucas opções no que diz respeito a escolha de um estilo de vida saudável, como equilibrar sua alimentação e realizar exercícios bem orientados e regulares, assim como receber atendimento médico de qualidade e ser orientado quanto a prevenção de doenças diabéticas”.
No entanto, inúmeras pessoas de alto poder aquisitivo também têm dificuldades de cuidar da própria saúde. “Acho que o trabalho que relacionou “pobreza e diabetes” deve ser reproduzido em outros locais para que possa ser acreditado como verdade ampla”, diz a endocrinologista.
Sedentarismo aumenta risco de diabetes
O diabetes é atualmente um dos mais importantes problemas de saúde no mundo, devido ao grande número de pessoas afetadas e por ser a causa de incapacitações e de mortalidade precoce. A incidência que vem aumentando é de Diabetes Tipo 2, especialmente em crianças e jovens, faixa etária até então pouco afetada por esse tipo de diabetes.
Isto tem acontecido em decorrência de um estilo de vida sedentário, ganho de peso e estresse crônico. “A importância de se evitar a diabetes é porque ela traz muitas complicações para a saúde, com risco alto de morte, além de prejudicar a qualidade de vida. É importante saber que ela pode ser prevenida e/ou adiada”, esclarece Dra. Andressa Leitão.
Os pesquisadores alertam que perder peso pode reduzir o risco de diabetes tipo 2 em cerca de 58% e a prática de uma atividade física regular em cerca de 64%. Pois, fazer atividades físicas e manter o peso fazem com que a insulina, hormônio que reduz o açúcar no sangue; promova uma ação de controle do nível de açúcar no sangue.
Diabetes e suas complicações
Diabetes é uma doença caracterizada pelo excesso de açúcar (glicose) no sangue, a partir de um desequilíbrio na função da insulina. O excesso de glicose no sangue gera complicações agudas, como Cetoacidose Diabética e Coma Hiperosmolar; e crônicas, como alterações visuais (Retinopatia), alterações neurológicas (Neuropatia), alterações cardiovasculares e cerebrais (Infarto do Miocárdio, Insuficiência Arterial de Membros Inferiores, Acidente Vascular Cerebral) e alterações renais (Nefropatia).
