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Blog Dicas de Saúde

24/11/2009

Como diagnosticar e tratar o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

Desatenção, inquietude, impulsividade. Saber quando essas características da criança são normais e quando estão associadas ao Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H) é um desafio para pais, professores e até mesmo para profissionais de saúde.

Diagnóstico do TDA/H

Para a dra. Evelyn Vinocur, psiquiatra especialista em TDA/H, fazer o diagnóstico não é uma tarefa fácil por se tratar de um transtorno abrangente, heterogêneo e que normalmente está associado a uma, duas ou mais comorbidades (presença de outras doenças), o que pode confundir o especialista. “Como se trata de um transtorno do desenvolvimento, saber como é o desenvolvimento normal da criança é fundamental, pois muitas condições infantis podem se parecer com o TDA/H” explica.

Esse transtorno neurobiológico e neurocomportamental afeta, em média, 6% de crianças em idade escolar e continua ao longo da vida do indivíduo. Adultos apresentam uma prevalência de mais ou menos 4% da população. O TDA/H tem uma parcela genética importante, que gira em torno de 90% dos casos. “Por estes motivos o diagnóstico precoce é tão importante” alerta a psiquiatra.

Segundo a dra. Evelyn, investigar toda a história familiar é de suma importância. “Não raro, vemos um dos pais e membros da família sofrendo também dos sintomas. Muitos pais, ao longo das entrevistas diagnósticas, se identificam como tendo o transtorno”.

Como em outros casos, o TDA/H tem influência da genética, mas também do meio ambiente, por isso investigar o histórico escolar ou profissional, bem como a parte afetiva e social também devem fazer parte do diagnóstico. “Averiguar como é a dinâmica familiar da pessoa é uma ferramenta valiosa” acrescenta.

Não há exames laboratoriais ou de neuroimagem que façam o diagnóstico do TDA/H. “Esses, só serão pedidos, caso a pessoa apresente outras condições que demandem um diagnóstico diferencial específico” esclarece dra. Evelyn.

De acordo com a psiquiatra, atualmente o TDA/H é um transtorno inquestionável, comprovado por inúmeros estudos e pesquisas científicas. “É lamentável que ainda se duvide da existência do TDA/H enquanto um transtorno neurobiológico e que impede o sujeito de aproveitar todo o seu potencial em diversas áreas e que, ainda por cima, carreia vários outros transtornos emocionais e familiares”.

Além dos sintomas chamados cardinais, que são a desatenção, a impulsividade e a hiperatividade, por estar associado a disfunções em áreas nobres do cérebro (particularmente na região pré-frontal), o TDA/H pode cursar muito frequentemente com o comprometimento das funções executivas (capacidade de realizar metas através de ações voluntárias e autônomas) ou com quadros amotivacionais (caracterizados por apatia e desânimo).

Quando se trata de uma criança, é importante que os familiares mais próximos, bem como babás e professores, se for o caso, respondam um questionário. “Contamos com escalas de sintomas de TDA/H para crianças e adultos, que também são uma de nossas ferramentas diagnósticas”.

Nas crianças, é importante fazer a triagem para outros transtornos do desenvolvimento (como o autismo); transtornos de aprendizagem (dislexia, discalculia, disortografia); distúrbios comportamentais (transtorno opositivo desafiador); outros transtornos psiquiátricos (ansiedade, depressão); problemas psiquiátricos nos pais e outros inúmeros fatores psicossociais que podem cursar com sintomas parecidos aos do TDA/H, inclusive casos em que a criança sofra algum tipo de violência doméstica, bullying, etc.

Já o adulto, explica a dra. Evelyn,  normalmente chega ao consultório por conta de transtornos afetivos ou do humor, transtornos ansiosos, uso excessivo de substâncias psicoativas, insucessos laborais, problemas conjugais, queixas de não deslancharem na vida sem motivo aparente, entre outros.

Tratamento do TDA/H

O tratamento mais indicado em todo o mundo é a combinação do tratamento medicamentoso com o tratamento psicoterápico (psicoeducação para o TDA/H, apoio aos familiares, terapia cognitivo comportamental).

Em crianças abaixo de seis anos, opta-se pelo tratamento psicoeducativo e ou psicoterápico e familiar, além da interação com a escola. “É fundamental essa rede entre o médico, a família, e a escola” avalia a psiquiatra.

Nos adolescentes e adultos, onde a presença de outras doenças e sequelas emocionais são mais frequentes, é preciso tratar as comorbidades primeiro, ou seja, “se o adolescente ou o adulto chegar com um quadro ansioso, temos que tratar primeiro a ansiedade” explica dra. Evelyn. Tratar todos os sintomas é importante para equilibrar o paciente. “Só depois do paciente equilibrado, se persistirem os sintomas do TDA/H, aí sim, entramos com o medicamento metilfenidato”.

O metilfenidato regula a disfunção cerebral, aumentando os níveis de dopamina e noradrenalina no cérebro. Age em áreas responsáveis pelo controle inibitório (motor) e por isso, deixa a pessoa menos impulsiva e mais dona do seu controle, fazendo com que ela fique mais calma e menos agitada e menos impulsiva. Age também melhorando a desatenção e a hiperatividade. Melhora também as funções executivas.

Esta medicação, da classe dos psicoestimulantes, é considerada padrão-ouro para o tratamento do TDA/H de acordo com a psiquiatra. Foi criado em 1955 e vem sendo usado com sucesso, desde então. É um medicamento altamente eficaz, com um poder de eficácia em torno de 70-80%. É aprovado pelo FDA e pela ANVISA como medicação de primeira escolha para o tratamento do TDA/H. É usado em praticamente todo o mundo, independente da cultura.

Mais informações: http://www.tdahemfoco.com.br/

Comentários

  1. Olá! Bom, queria dizer que o portal AD/HD FREEWARE (prog.naotemnome.com/free) distribui internacionalmente programas gratuitos para pessoas adultas com DDA (distúrbio de déficit de atenção).

  2. tenho um filho de 11 anos q tem tda sem hip.as vezes quase sempre fico s.paciencia qdo tem q estudar,os dias de prova p.mim e um tormento.nos damos muito apoio cobramos encentivamos mas em vao.cobinamos fazemos pactos,se ele se sair bem mas provas e naom for c.notas baixas ganhara algo q. quer muito etc.mais para ele me parece q.nao existe algo que queira muito,seu pai nao acredita muito,diz q. o remedio nao faz milagre,ele toma ritalina l.a.20mg,me parece q tambem nao esta funcionando,as notas vieram baixas.coloquei ele em outras atividades como futebol sintetico nao gostou,natacao,nao gostou,no violao,nao tem disciplina para estudar todos os dias pelo menos 40 minutos para tirar uma musica,coloquei no ingles o 1 ano ele reprovou,mas agora esta super bem a teacher diz q. ele e um super mega aluno e as vezes nem estuda para prova,nao toma remedio para ir as aulas.estou bem cansada por que quero q. ele tenha o mesmo rendimento na escola,e ainda tenho mas um filho q. tem 5 anos e tambem precisa de mim.

  3. Sabe-se hoje que ás crianças com diagnóstico de TDA/H frequentemente são portadoras dos Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono.
    Atualmente se preconiza os tratamentos que visam a respiração nasal, como as condutas otorrinopediatricas e da odontológica do respirador oral e que tem prejuízos da qualidade do sono.
    Os prés escolares que já apresentam agitações noturnas, sudorese, enurese, falam dormindo, gritam dormindo, tem medo, e pesadelos frequentes, precisam avaliar as vias aéreas respiratórias e as atresias dos amxialres ligado a atresias das vias´áereas com aparelhos expansores dos maxialres.
    Estas condutas são excelentes conforme literatura na área de Distúrbios Obstrutivos Respirtórios do Sono em TDA/H.

  4. tenho um filho de 22 anos e desde os 4 meses de idade que ele faz tratamento neurológico,primeiro com ante convulsivantes, após 6 de idade ele recebeu alta,mas mesmo assim eu o levo a médica de 6 em 6 meses pois foi diagnosticado com dislexia pela fono .Recentimente foi diagnosticado com tdah pelo psiquiatra , porém não foi feito nenhum teste ou exame, isso é possível? ontem a neuro pediu para que fosse feito um teste com uma neuropsiquiatra, pois a escola onde ele estuda pediu um laudo médico.não sei o que faço será que psico pedagogo pode mim ajudar? é viável o tratamento com ritalina?

  5. Tenho dois filhos , um de 12 anos e outro de 2 , o mais velho está me preocupando muito e preciso de orientação. Ele tem dificultade em se concentrar, principalmente na hora da lição escolar, esquece rápido do que está sendo explicado, tem muita dificuldade em reconhecer lugares esquece fisionomias de pessoas…. Acho que na idade que ele está não deveria esquecer tanto assim dos fatos ocorridos. E a falta de atenção nas tarefas, ele pratica esporte desde pequeno, faz jiu-jitsu , mas até no jiu-jitsu demora a compreender o que o professor passa, mas como gosta muito acaba fazendo , demora mas faz… Por favor, preciso de orientação.

  6. Tenho um filho de 16 anos que está cursando a primeira serie do ensino medio. Sempre apresentou dificuldades ao longo da vida escolar. Desde alfabetização frequentemente era convocada por professores pra conversas arespeito do seu desempenho abaixo da média. Certa vez a professora da segunda série do ensino fundamental me falou que observara que ele tinha uma certa difilculdade em orientar-se em relação ao espaço e noção de direção. Fui orientada a procurar ajuda profissional. Ele foi acompanhado por psicopedagogas durante um período de 2 anos e teve uma significativa melhora.Mas por motivo de força maior, tornou-se inviável a continuidade desse acompanhamento que foi abandonado. A partir daí teve uma vida escolar sempre arrastada, com notas oscilantes e recuperações.Seu comportamento social é bom, gosta de conversar, expressar suas opiniões, faz amizade facilmente. Em casa tem comportamento tranquilo, afetivo, mas muito desligado das coisas cotidianas, como por exemplo, precisar de uma toalha de banho e simplesmente não saber onde as mesmas são guardadas na casa.Quando é incumbido de arrumar seu quarto, ele simplesmente fica perdido sem saber como e por onde começar. Tem dificuldade de organizar seus compromissos semanais e seus horários e requer sempre minha supervisão e sugestão nesse sentido.Apresenta esquecimentos constantes quando incumbido de tarefas simples.Tive que recorrer a ajuda de reforço escolar com um professor de matematica que tem o acompanhado atualmente, mas ainda assim suas notas estão péssimas e o pior é que vejo que não é pór falta de estudo.O professor particular dele me chamou atenção para o fato da imensa dificuldade de memória que ele apresenta.Considera algo muito além do comum e me aconselhou a procurar ajuda profissional, disse que ele as vezes simplesmente se desliga durante o estudo e que diversas vezes tem que chamar sua atenção para o foco, digo a aula. Durante muito tempo relutei em adimitir q meu filho tenha algum problema ou transtorno, mas tenho lido sobre deficit de atenção e começo a achar que preciso ajudá-lo de alguma forma. pra isso preciso de um diagnóstico adequado. Que profissional devo procurar? psicólogo, psiquiatra, neuropsiquiatra ou qualquer um desees com especialidade em adolescentes? Gostaria de saber mais sobre transtornos de aprendizado e trocar ideias com outros pais que passam pelo mesmo problema ou já tiveram a mesma esperiencia.

  7. Olha, eu li o perfil do meu filho na mensagem acima, com a diferença de que meu filho não é comunicativo, fala muito pouco, só o necessário, tem amigos e conversa com eles mas não muito, o restante que foi dito na mensagem acima é EXATAMENTE o perfil do meu filho de 14 anos e meio, que está no 1º ano do Ensino Médio, no 3º Bimestre e praticamente reprovado, tbém não posso falar dos professores e da escola porque estuda num dos melhores colégios particulares da cidade, e o pior como foi dito, que ele é esforçado, quietinho na sala de aula, não incomoda ninguém. Não consegue fazer tarefas simples como arrumar a cama, o quarto, tbém não sabe onde estão guardadas as coisas dentro da própria casa, uma coisa que me irrita muito e é motivo de brigas constantes é a falta de pontualidade com compromissos, não acorda cedo pra ir pra escola sem que alguém o chame e que chame duas, tres vezes e ainda assim, sai em cima do horário. Ele começou uma avaliação com psicóloga semana retrasada, está na 5ª seção de um total de 8. Ao final das 8 seções vou saber se ele tem deficit de atenção tipo desatento e, se for o caso o colégio irá avaliá-lo de forma diferenciada a partir de agora. Tenho quase certeza que ele ttem alguma coisa sim, já li vários artigos e relatos sobre assunto, como esse que acabei de ler. Quero muito ajudar meu filho, a melhor maneira é identificando o problema desde sua causa. Quando tiver o diagnóstico vou compartilhar aqui, sei o quanto isso preocupa nós mães.

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