O paciente vai ao médico para diagnosticar e tratar uma determinada doença. Em geral, sai do consultório com solicitações para realização de diversos exames clínicos. Além da marcação e do desgaste para execução dos exames é preciso ter uma boa dose de paciência para aguardar os resultados.
Com o avanço da tecnologia aliada à medicina, diversas pesquisas ocorrem no campo dos biochips. Esses estudos têm como objetivo criar testes rápidos – para diferentes tipos de doenças – aplicáveis pelos próprios médicos em seus consultórios ou que possam ser comprados nas farmácias.
O projeto MicroActive, financiado pela União Europeia (UE), vai de encontro com essa tendência e acaba de apresentar um biochip que permite justamente que o próprio médico conduza o exame laboratorial durante a consulta.
O que é o Chip da Saúde?
O Chip da Saúde é um pequenino aparelho baseado na microtecnologia – usada para fabricar os processadores de computador – e na biotecnologia. O chip é capaz de perceber a presença de viroses, doenças bacterianas e até câncer. Além de evitar as idas e vindas aos laboratórios e consultórios, o chip ainda oferece mais segurança sobre os dados dos pacientes, pois ficam restritos ao médico que o está tratando.
Segundo os profissionais do Projeto MicroActive, o chip é um laboratório completo embutido dentro de um plástico – similar a um cartão de crédito – capaz de automatizar a análise dos dados oferecendo resultados precisos a possibilidade de ser feita por profissionais experientes que conhecem o histórico do paciente.
Como funciona?
O biochip é formado por diversos canais estreitos que contêm substâncias químicas e enzimas em proporções exatas para análises individuais. A amostra do paciente, então, é injetada nesses canais e os reagentes são misturados podendo analisar o sangue ou células para oito doenças diferentes do paciente.
Segundo os cientistas, o pequeno aparelho além de ser capaz de realizar os mesmo processos de um laboratório de maneira mais rápida, também oferece mais credibilidade.
Os experimentos iniciais foram feitos usando células colhidas para diagnóstico de câncer de colo uterino, que, segundo especialistas, é um exame com alto índice de interpretações errôneas. Já o biochip tem a capacidade de diagnosticar várias doenças causadas por bactérias ou vírus, assim como diferentes tipos de câncer.
“O que essas doenças têm em comum é que elas são identificadas por meio de marcadores especiais, que são encontrados na amostra de sangue. Estas ‘etiquetas’ podem ser proteínas, que deveriam ou não estar ali, fragmentos de DNA [ácido desoxirribonucleico] ou enzimas”, explicam Liv Furuberg e Michal Mielnik, membros do grupo Sintef, com sede na Noruega.
O produto ainda não é comercializado. Os pesquisadores trabalham em um hospital na região apenas com usuários finais visando validar a usabilidade do sistema e a precisão clínica do chip.
