Você está em

Blog Dicas de Saúde

Daxas® combate à doença pulmonar obstrutiva crônica

A Medicsupply já disponibiliza para seus clientes o medicamento Daxas® (roflumilast), o primeiro aprovado pelo European Medicines Agency (Emea), órgão fiscalizador da Europa. O fármaco é usado para combater os efeitos da doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc).

A Dpoc é uma doença crônica e irreversível, que ataca os pulmões, danificando os alvéolos ou destruindo-os por completo. Essa doença é causada principalmente pelo enfisema e pela bronquite crônica, por isso é associada diretamente ao tabagismo e também à longa exposição à poeira. Os principais sintomas da doença são a dispnéia, ou falta de ar, fadiga e o encurtamento das fibras musculares do diafragma causada pela hiperinsuflação dinâmica, que é a incapacidade do pulmão de voltar ao seu estado inicial antes da respiração seguinte.

Segundo informações da Nycomed, laboratório responsável pelo fármaco, o roflumilast, princípio ativo do Daxas®, é um inibidor de enzimas, que foi demonstrado ser capaz de inibir também a inflamação típica da Dpoc. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 210 milhões de pessoas no mundo sofram com a doença. Daxas® é administrado por via oral.

Consulte seu médico sobre o uso do medicamento e confira a página do Daxas® no site da Medicsupply.

Ampyra® é o novo remédio para tratar a esclerose múltipla

A Medicsupply já disponibiliza aos seus clientes o Ampyra® (dalfampridine), usado no tratamento à esclerose múltipla. O medicamento foi recentemente aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão fiscalizador dos Estados Unidos.

A esclerose múltipla é uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central (SNC) em adultos jovens, segundo informações da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem). A doença é caracterizada por lesar a bainha de mielina, camada que envolve parte dos neurônios e é responsável por acelerar a transmissão de informações entre o sistema nervoso.

Essa interferência é responsável pelos diversos sintomas que a doença apresenta. Eles se manifestam de acordo com a região do SNC afetado e vão de transtornos visuais, como visão embaçada ou dupla, problemas de fala, equilíbrio e coordenação a transtornos cognitivos e emocionais, como raciocínio e memória comprometidos.

Em estudos prévios, o uso de Ampyra® em animais demonstrou que o medicamento tem a capacidade de bloquear o vazamento de potássio das partes do neurônio que deveriam ser revestidas com a bainha de mielina. Segundo informações do laboratório Acorda, que produz o fármaco, isso reforça o sinal emitido pelo cérebro que passa por essa região. Ampyra® é administrado por via oral.

Informe-se com o seu médico sobre o uso de Ampyra@ e confira a página do medicamento no portal da Medicsupply.

Jevtana® combate o câncer de próstata hormônio-refratário

Já está disponível no portal Medicsupply o medicamento Jevtana® (cabazitaxel) usado no tratamento de câncer de próstata hormônio-refratário (mHRPC, sigla em inglês) e recentemente aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão fiscalizador dos Estados Unidos.

“A comunidade médica especializada em câncer de próstata está eufórica por ter uma nova opção de tratamento para pacientes que sofrem com essa doença, tão difícil de se tratar”, afirmou Oliver Sartor, professor pesquisador da Tulane Medical School, em Nova Orleans. “Jevtana® vai preencher uma lacuna no tratamento crítico à doença, já que é o primeiro tratamento aprovado para pacientes com esse estágio de câncer de próstata hormônio-refratário”, acrescentou. Antes do medicamento, não havia uma segunda linha de tratamento disponível à hormonioterapia e à quimioterapia, primeiras opções para combater o progresso da doença.

De acordo com o laboratório Sanofi-Aventis, que produz o medicamento, Jevtana® é um inibidor de microtúbulos, estruturas protéicas que fazem parte do citoesqueleto das células e é utilizado em combinação com a prednisona para tratar pacientes com mHRPC, previamente tratados com regime baseado em docetaxel, agente antineoplásico usado no combate a diversos tipos de câncer. O medicamento é usado na forma de injeções.

Consulte seu médico sobre o uso de Jevtana® e confira a página do medicamento no portal da Medicsupply.

Estudo associa o consumo de açaí à prevenção do câncer

Nos últimos anos, o açaí, fruto originário da Amazônia, ganhou um espaço especial na dieta dos brasileiros. Conhecido por suas propriedades nutritivas e consumido por esportistas, seus benefícios vão desde sua polpa de alto valor antioxidante, a seu extrato bruto — vasodilatador que ajuda a reduzir a pressão arterial. Foi pensando nisso que a pesquisadora Ana Paula do Espírito Santo e a coordenadora Maricê Nogueira de Oliveira, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveram uma pesquisa que aponta que a incorporação do alimento ao iogurte probiótico (que contém bactérias benéficas ao organismo) pode ajudar a prevenir o câncer.

Segundo Maricê Nogueira, a ideia para o estudo veio da bibliografia específica que apontava para as propriedades do alimento. “Alguns estudos mostraram que o extrato bruto de açaí provocou a vasodilatação e consequente diminuição da pressão arterial em ratos hipertensos, provavelmente com a participação dos compostos fenólicos presentes, especialmente da classe dos flavonóides”, afirma. Ela diz ainda que há indícios significativos de que o consumo regular de alimentos ricos em flavonóides reduz o risco de morte por infarto agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral em idosos, sendo, portanto, mais uma propriedade benéfica do açaí.

Embora ainda faltem ensaios clínicos para confirmar o seu benefício, a coordenadora afirma que a polpa do açaí, quando associado a bactérias probióticas, estimula a produção do ácido linoléico conjugado (CLA, sigla em inglês), um ácido graxo que, em elevada concentração, ajuda a prevenir o câncer. “O consumo de iogurte com açaí, é uma alternativa muito mais saudável que o açaí na tigela”, garante.

A pesquisadora acredita que esse estudo é importante em vários aspectos, tanto pela melhoria na qualidade de vida que alimentos como o açaí em conjunto com o iogurte pode proporcionar, quanto à propagação dos benefícios de frutos nativos na cultura brasileira. “O desenvolvimento de produtos alimentícios funcionais a partir de resíduos da indústria de alimentos, bem como a valorização dos frutos nativos, pode auxiliar na integração dos interesses sociais, econômicos e ambientais”, acredita.

Café previne contra câncer de cabeça e pescoço, diz estudo

O café é conhecido aliado da saúde. Nos últimos anos, pesquisas demonstraram que seu consumo em determinada quantidade poderia diminuir os riscos de se desenvolver glioma, um tipo de tumor do cérebro, além de prevenir doenças como o câncer de próstata agressivo, câncer de fígado, de endométrio e o câncer colorretal. Agora, uma revisão de estudos clínicos, publicada na revista Cancer Epidemiology, Biomakers & Prevention, acrescenta mais um fator positivo da bebida: ela pode proteger as pessoas do câncer de cabeça e pescoço.

A revisão avaliou nove estudos científicos, que envolveu mais de 14 mil pessoas, das quais pouco mais de cinco mil com alguma variação da doença, e concluiu que pessoas que bebem mais de quatro xícaras de café por dia têm 39% menos chance de desenvolver esse tipo de neoplasia.

Fernando Luiz Dias, chefe da sessão de cirurgia de cabeça e pescoço do Instituto Nacional do Câncer (Inca) explica que, por se tratar de uma substância ingerida pelo indivíduo, é sensato pensar em uma ação local do café no organismo. “A cavidade oral, que compreende boca e laringe, e a faringe, são locais por onde o café passa quando o ingerimos. Ainda há o esôfago e o trato digestivo baixo, então o café pode beneficiar todas essas áreas”, esclarece.

Embora ainda não haja uma causa bem definida para essa diminuição, o médico acredita que as enzimas antioxidantes são estimuladas pela cafeína: “algumas enzimas, já presentes na cavidade oral, têm efeito antioxidante, ou seja, têm o poder de proteger as células da mucosa, inclusive contra outros conhecidos agentes carcinogênicos, como o álcool e o tabaco”.

A pesquisa, porém, não comprovou a relação em chás ricos em cafeína e tampouco seu benefício para a prevenção do câncer de faringe. Dias adverte para as conclusões precipitadas sobre o estudo: “a informação importante que essa pesquisa fornece é a de que existe essa relação inversa entre o consumo de café e o câncer de cabeça e pescoço. Isso não quer dizer, porém, que as pessoas vão poder fumar e beber à vontade e não correr esse risco”. O médico aponta ainda a má higiene bucal e a má alimentação como comportamentos de risco.

Segundo o oncologista e dados do Inca, dos tipos de câncer de cabeça e pescoço, o de boca está em sexto lugar entre os tumores malignos mais frequentes entre homens brasileiros. “O que a gente tem observado é um aumento do câncer da orofaringe e da laringe em homens e mulheres. O da orofaringe está sendo associação da contaminação pelo HPV”, afirma. Boa higiene bucal, alimentos ricos em proteínas e vitaminas, como carnes brancas, legumes e verduras, além de vegetais amarelos, ricos em vitamina A, como abóboras e cenouras, auxiliam a prevenir essa doença.

Fique atento ao melanoma de coróide

O melanoma de coróide é um câncer que se desenvolve nos olhos, em um tecido ocular denominado coróide. O retinólogo Walter Carneiro Filho explica que esse tecido se situa entre a esclerótica, que é a parte branca do olho, e a retina, o tecido nervoso interno, onde a imagem é refletida. “É composta de vasos sanguíneos e células, dentre as quais algumas pigmentadas denominadas melanócitos. O melanoma de coróide caracteriza-se pela proliferação celular desenfreada desses melanócitos”, afirma.

Como o melanoma de pele, o tumor é bastante agressivo e tem alto índice de metástase. De acordo com o oftalmologista Pedro Piccoli, do Hospital Barigui de Oftalmologia, o melanoma de coróide pode trazer sérias complicações aos olhos — geralmente há perdas significativas da visão. “Em tumores maiores, muitas vezes, se indica a remoção do globo ocular. Mesmo quando os tumores são menores e podem ser erradicados através de cirurgia ou de braquiterapia, que é a radioterapia localizada, as sequelas para a visão são importantes”, adverte o médico e acrescenta que as mulheres caucasianas têm mais chance de desenvolver a doença.

Os sintomas mais comuns do melanoma de coróide, além da redução da visão, são os defeitos no campo visual — “a visão de ‘moscas’ ou flashes de luz”, afirma o oftalmologista. Outros sintomas dependem diretamente da extensão do câncer: “se o tumor se situa na parte anterior da coróide, poderá ser percebida como uma sombra no campo de visão em estágios mais avançados. Esta sombra avança conforme o estágio da doença, e pode chegar a ocluir totalmente a visão. Se a localização é posterior, poderá ser notada uma distorção das imagens, ou uma mancha no meio das mesmas”.

O diagnóstico é feito por meio do exame de fundo de olho, no qual as lesões tumorais podem ser suspeitadas ou detectadas, dependendo do estágio. Segundo Piccoli, a ecografia também é usada para reforçar a suspeita e avaliar a extensão do tumor. “A ressonância magnética também pode ser de grande auxilio. Geralmente quando se faz o diagnóstico, ou quando se tem uma suspeita forte, submete-se o paciente a exames de imagem de outras partes do corpo, para saber se não há outras localizações do câncer”, diz.

Ainda de acordo com ele, o tratamento é mais eficaz quando a doença é descoberta precocemente e varia de acordo com o estágio e extensão do melanoma, que pode ser completamente curado. Piccoli, entretanto, alerta: “a erradicação total do tumor pode proporcionar a cura definitiva, mas não elimina o risco de aparecerem novos tumores”.

Exercícios físicos podem prevenir câncer de mama

As aulas de educação física na escola podem ter uma grandiosa importância na vida adulta das mulheres. Diversas pesquisas presentes na literatura médica atual sugerem que o exercício físico durante a infância pode diminuir as chances de desenvolver câncer de mama em mulheres adultas.

José Clemente Linhares, médico oncologista do hospital Erasto Gaertner, em Curitiba (PR), explica que o fato se dá pelo retardo da menarca, a primeira menstruação da mulher, por meio de exercícios: “a atividade física diminui os níveis de estrogênio e parece ser este o mecanismo de ação. No caso das crianças, retarda o início da primeira menstruação e, portanto, diminui o período da vida durante o qual a mulher está exposta aos hormônios”. Essa diminuição do contato com os hormônios ao longo da vida da mulher seria fundamental para prevenir a neoplasia.

Porém, é preciso dizer que a convivência com os hormônios não é necessariamente maléfica. Desde que indicados corretamente, o uso artificial de hormônios, seja por meio de anticoncepcionais, seja pela reposição hormonal a qual as mulheres geralmente são submetidas após a menopausa, pode trazer benefícios. Estudos apontam que há uma diminuição no risco de câncer de ovário para o uso da pílula e no câncer de cólon para a reposição hormonal. O risco de desenvolver câncer de mama, entretanto, é presente. Além dos anticoncepcionais, existe, para a reposição hormonal, um aumento discreto, segundo o médico, nos riscos da doença para um tratamento maior do que cinco anos.

Linhares explica ainda que o retardo da menarca pode ser feito de forma medicamentosa para tratar algumas condições específicas, como a menarca precoce, condição que pode ser detectada na infância através de sinais clássicos da puberdade, como crescimento dos seios e surgimento de pelos pubianos. Mas este não é o caso. “Quando falamos do retardo da menarca com exercícios físicos, estamos falando de uma intervenção natural e fisiológica. Não há sentido nem benefício em fazê-lo de forma medicamentosa para prevenção do câncer”.

A importância dessas informações, segundo Linhares, é agregar quadros reconhecidamente potencializadores do câncer às chances de risco da doença. “Não existem causas conhecidas para o câncer da mama. O que existem são fatores que aumentam este risco, sendo o câncer na verdade uma doença multifatorial”, afirma, e aponta alguns desses fatores, como tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, dieta rica em gordura animal, além da menarca precoce e da menopausa tardia. O médico ainda ressalta que mulheres que não tiveram filhos, ou tiveram o primeiro filho depois dos trinta anos, além daquelas que apresentam histórico familiar de câncer nos ovários, mama ou cólon também têm maior chance de desenvolver tumores mamários.

Cães farejadores podem detectar câncer de próstata

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, querem utilizar o olfato dos cães — pelo menos cinquenta vezes mais potente que o do ser humano — para detectar câncer de próstata em estágios iniciais. Os cientistas entraram com o pedido de financiamento e, caso seja aprovado, terão o auxílio do famoso treinador de cães, Charlie Clarricoates.

A ideia de utilizar o faro canino surgiu a partir de sinais dados pelos próprios animais. Registros de casos de cães de estimação que alertaram seus donos sobre pintas cancerosas ou tumores ainda ocultos sugerem que, se treinados corretamente, podem ajudar a detectar a presença do câncer de próstata por meio de amostras de urina dos pacientes. A ONG Foundation Dogs Against Cancer for Life realiza um trabalho semelhante com cães da raça Border Collie, desde 2007. Esta, porém, é a primeira vez que este tipo de detecção é reconhecido pela comunidade científica.

Atualmente, o teste de albumina, um dos exames para detectar a neoplasia, não é completamente confiável. Não é raro que os exames apresentem falsos negativos e falsos positivos e esse problema é agravado pelo fato de que a próxima etapa para confirmar o diagnóstico é uma biópsia múltipla.

Segundo o treinador Charlie Clarricoates, os cães têm a capacidade de detectar em epiléticos a iminência de um ataque, graças ao odor provocado pela mudança hormonal e de temperatura do paciente. Por isso, apostam os pesquisadores, se houver alguma alteração no odor da urina causada pelo tumor, os animais poderão identificá-la.

Clarricoates já iniciou seus trabalhos com um Labrador e um Pastor Alemão. Ele acredita que, com todos os recursos disponíveis e depois que testes forem feitos para demonstrar a eficácia do faro dos animais, os cães estarão aptos a identificar câncer após seis meses de treinamento.

Câmaras de bronzeamento artificial duplicam chances de melanoma

Não é de hoje que as câmaras de bronzeamento artificial são consideradas vilãs da saúde pelo alto risco de câncer de pele que elas proporcionam. A Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou recentemente este tipo de bronzeamento entre os agentes cancerígenos mais perigosos para a saúde pública, junto ao tabaco e ao gás mostarda, usado na Guerra do Vietnã. Porém, até então, o malefício desse tipo de aparelho nunca havia sido quantificado. Em junho de 2010, uma pesquisa da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, demonstrou que o uso das câmaras de bronzeamento duplica as chances de se desenvolver melanoma e outras doenças de pele, não importando o tipo de pele e a sensibilidade à luz.

O dermatologista, Guilherme de Almeida, diz que o bronzeamento artificial é cinco vezes mais prejudicial à saúde do que a radiação que se absorve com o sol do meio dia em um dia de verão. “Uma única aplicação aumenta o risco de melanoma em 15%. E seu uso antes dos 35 anos pode aumentar em até 75% a incidência desta doença”, afirma. Ele explica que a radiação solar que atinge a superfície terrestre é composta por raios ultravioleta, do tipo UVA, UVB e UVC. Dos três tipos, o que passa com mais facilidade é o UVA, e é justamente esse usado em câmaras de bronzeamento. A OMS determinou a periculosidade do aparelho com base em um artigo do famoso periódico médico The Lancet Oncology, que apontou esse tipo de raio ultravioleta como o com maior potencial para causar melanoma.

No Brasil, o uso das câmaras de bronzeamento artificial é regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou a proibição do aparelho no país, em uma medida polêmica que gerou bastante aceitação por parte da comunidade acadêmica e protestos por usuários do tratamento estético. Os aparelhos também podem ser usados para tratamentos de doenças como vitiligo e psoríase, explica Almeida, mas, ainda assim, não são seguros ou saudáveis. O paliativo para esse tipo de tratamento, no caso, é o controle. “Existem aparelhos de uso médico para estas e outras doenças que são monitorizadas por uma equipe médica que calcula a dose de cada paciente, o número de sessões e define o tipo de luz a ser usada”, afirma o médico. E completa dizendo que atualmente existem aparelhos com um espectro mais curto e definido de luz a fim de minimizar os efeitos colaterais para o paciente.

O risco do bronzeamento em câmaras não se restringe só ao câncer de pele. O dermatologista explica que, além do melanoma e dos carcinomas basocelular e espinocelular, pode contribuir para o surgimento de doenças oculares, como a catarata, e para deprimir o sistema imunológico, o que pode levar a outras doenças. E não é tudo. “O bronzeamento também pode ser um fator desencadeante ou agravante de doenças como lúpus eritematoso, porfiria, pelagra, xeroderma pigmentoso, urticária solar entre outras”, relata Almeida, que acrescenta que a radiação também pode reagir a medicamentos orais ou tópicos e causar danos à pele. O médico finaliza: “por tudo isso, não faça bronzeamento artificial”.

Tomossíntese: uma nova forma de detectar o câncer de mama

A detecção precoce do câncer de mama é uma preocupação cada vez maior por parte da comunidade médica, principalmente, devido a sua alta incidência. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de cinquenta mil mulheres serão diagnosticadas com a neoplasia no Brasil, em 2010. A mamografia de alta resolução é o exame mais básico para detectar a doença. Com advento da mamografia digital, que produz imagens mais ricas em detalhes, a detecção dos tumores mamários melhorou. Agora, um novo exame, realizado por um aparelho de alta tecnologia que está chegando ao país promete revolucionar o diagnóstico: a tomossíntese.

A tecnologia possibilita fazer uma reconstrução tridimensional das imagens obtidas na mamografia digital. É o que explica Cláudia Mameri, mastologista responsável pelo Departamento de Prevenção e Detecção do Câncer de Mama da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM): “são adquiridas várias incidências mamográficas digitais em ângulos sequenciais. Essas várias imagens obtidas em seus respectivos ângulos são utilizadas pelo software do equipamento para a reconstrução tridimensional”. Ela acrescenta que a riqueza de detalhes oferecida por esse sistema permite que os médicos possam diferenciar mais facilmente os tumores de uma simples sobreposição de densidade glandular e outras dificuldades de diagnóstico em mamas densas.

Segundo Cláudia, o processo da tomossíntese é, para o paciente, muito similar à mamografia, pois utiliza o mesmo método de compressão das mamas. O número de recalls — repetições que o exame convencional exige — entretanto, é menor. Isso reduz significativamente o desconforto do exame, além de acelerar o processo de diagnóstico. Ainda assim, o exame necessita de algumas repetições: “cada compressão permite a aquisição de múltiplas imagens em diferentes ângulos, imagens estas que serão utilizadas na reconstrução tridimensional”, afirma a médica.

Entretanto, para a maioria, a tomossíntese ainda é uma realidade distante. O primeiro equipamento estará disponível ao público em uma clínica privada de São Paulo. A mastologista explica que, pelo alto custo do aparelho — o preço disponível para o mercado brasileiro passa dos 800 mil dólares — ainda vai demorar para que a tomossíntese seja difundida entre os pacientes de planos privados de saúde, e mais ainda, para a rede pública. “A grande maioria dos planos de saúde ainda nem reconhece preço diferenciado para a mamografia digital — o equipamento digital custa a partir de 600 mil reais contra 120 mil para o equipamento de mamografia de alta resolução”, esclarece.

Medicamentos
Por nome
Por especialidades
Por doenças
Por princípio-ativo
Pacientes
Blog Dicas de Saúde
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Prof. de Saúde
Central do Conhecimento
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Laboratórios
Vantagens
Meu Cadastro
Central de Ajuda
MEDICSUPPLY
Notícias
Contato
Pacientes
Profissionais de saúde
Laboratórios
Trabalhe conosco
BlogBlogs.Com.Br