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Blog Dicas de Saúde

Esclerose Múltipla

Ao contrário do que dita o senso comum, a esclerose múltipla não é uma doença de idosos – ela ataca principalmente jovens entre 20 e 45 anos. “A esclerose múltipla não deixa o paciente esclerosado. É por causa desTe termo que muitos acreditam que seja uma doença de idosos, mas não é”, explica a neurologista Maria Cristina Brandão de Giacomo, da coordenação científica da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).

Ela conta que a doença, abreviada pela sigla EM, é uma doença inflamatória que ataca o sistema nervoso central, formado por cérebro, cerebelo e medula espinhal. Essas áreas são revestidas por uma camada chamada bainha de mielina, responsável pela condução de impulsos nervosos. Quando ela não existe, os impulsos são transmitidos lentamente. Na EM, o sistema imunológico reconhece a mielina como um corpo estranho e produz anticorpos para eliminarem essa substância do organismo.

“Esclerose múltipla significa múltiplas cicatrizes e é exatamente isso o que a doença representa: feridas e cicatrizes na mielina”, afirma a médica. Segundo ela, os sintomas da EM variam de acordo com a região do sistema nervoso que desenvolve a inflamação. Se ocorrer em uma área ligada à motricidade, por exemplo, a pessoa sentirá dificuldades motoras – o mesmo acontece com a visão e os esfíncteres. “Além disso, a esclerose múltipla pode atacar o cérebro de uma forma mais difusa, causando um déficit cognitivo”, diz.

Desenvolvimento

A EM é uma doença autoimune e genética: uma alteração no sistema imunológico. “Existe um mapeamento genético que já indicou dois cromossomos responsáveis pela esclerose múltipla. O que sabemos é que o meio ambiente é o fator desencadeante da EM, mas não sabemos exatamente por que e como a doença é desencadeada”, explica Maria Cristina.

Um fator que sempre deve ser acompanhado é a parte psicológica do paciente. “Quando uma pessoa não está bem emocionalmente, a doença se desenvolve mais rapidamente – isso acontece não apenas com a esclerose múltipla, mas com todas as doenças”. Por isso, a neurologista afirma que cuidar do emocional do paciente é fundamental durante o tratamento. “Aliado a esse acompanhamento psicológico existe a medicação, que procura diminuir a atividade inflamatória”, orienta a médica.

A esclerose múltipla não tem cura e existe uma dificuldade no tratamento pelas características da doença. “Não podemos neutralizar totalmente o sistema imunológico, senão o paciente não irá combater um simples resfriado. Por isso, o tratamento é delicado – precisamos equilibrar a imunidade para que ela exista, apenas não ataque a mielina”, esclarece.

Maria Cristina levanta questões que justificam a continuidade dos estudos e pesquisas sobre a doença. “Há casos nos quais um gêmeo tem esclerose múltipla e outro não. Por que apenas um desenvolve, se o ambiente é o mesmo e a genética é parecida?”, questiona. “Essas dúvidas estão sendo estudadas para que, no futuro, talvez possamos identificar quem pode desenvolver a doença e como evitá-la”.

Depressão pode ser a doença mais corriqueira em 2030

A Organização Mundial da Saúde estima que nos próximos vinte anos a depressão deve se tornar a doença mais comum em todo o mundo, atingindo mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo o câncer e doenças cardíacas. De acordo com a organização, a depressão também será a mais onerosa para os cofres públicos devido a gastos com tratamentos para a população e perdas de produção.

Os países pobres são os que mais vão sofrer com o problema, pois são registrados mais eventos de depressão nestes lugares do que em países desenvolvidos.

O órgão anunciou durante a primeira Cúpula Global de Saúde Mental, realizada na Grécia, que mais de 450 milhões de pessoas são afetadas por transtornos mentais nos países em desenvolvimento.

O médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS, afirma que já é possível falar em epidemia silenciosa e que ela deve aumentar em termos de proporção enquanto a ocorrência de outras doenças está diminuindo. Além disso, até mesmo pessoas pobres que vivem em países ricos têm maior incidência da depressão do que as pessoas ricas destes mesmos países.

Mirtilo pode trazer benefícios à saúde

Diz o ditado popular que estão nos pequenos frascos os melhores perfumes. A pesquisa realizada por cientistas americanos e canadenses sobre o potencial do suco de mirtilo inspira a criação de um novo ditado: são nas pequenas frutas que estão os melhores nutrientes. Quem poderia imaginar que uma fruta tão pequena como o mirtilo (blueberry) poderia trazer benefícios ao organismo humano.

Por ser uma das mais ricas fontes de antioxidantes e outros compostos chamados fitoquímicos, esta fruta despertou o interesse da comunidade científica. Uma das pesquisas, realizada por pesquisadores da Universidade de Cincinnati (Ohio) e dos departamentos de agricultura dos Estados Unidos e Canadá, revelou que o suco de mirtilo contribui para a memória e a aprendizagem de idosos.

No estudo, um grupo de idosos voluntários, que apresentavam declínio precoce da memória, tomou entre dois e dois copos e meio de suco de mirtilo disponível comercialmente todos os dias durante um período de dois meses. Um grupo de controle consumiu, nas mesmas proporções, uma bebida sem suco de mirtilo. Os cientistas relataram no artigo publicado na revista Agricultural and Food Chemistry, que o grupo que consumiu o suco de blueberry mostrou melhora significativa na aprendizagem e nos testes de memória. Os resultados sugerem que a suplementação consistente do suco pode ser um caminho para prevenir ou atenuar a neurodegeneração.

Mirtilo na prevenção da Hepatite C

A hepatite C é uma doença viral que afeta mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo e que, eventualmente, leva a complicações como a cirrose e o câncer de fígado. A cidade de Miyazaki, no sul do Japão, está entre as áreas com os níveis mais altos de infecção pelo vírus. Esta tendência instigou o professor Hiroaki Kataoka e seus colegas da Universidade de Miyazaki a empreender melhores opções de tratamento. A hepatite C é uma doença muito séria, já que não há vacina para ela e, embora exista uma combinação de medicamentos, o tratamento é efetivo em apenas 60% dos casos e o paciente acaba sofrendo muito com os efeitos colaterais.

Kataoka e outros pesquisadores acreditavam que poderia haver um suplemento alimentar para  ajudar a reduzir ou até paralisar a progressão da doença, já que o vírus da hepatite C se localiza no fígado e pode levar 20 anos ou mais para se manifestar. Esta hipótese fez com que eles testassem quase 300 produtos agrícolas com o intuito de encontrar substâncias potenciais para suprimir a reprodução do vírus.

O resultado da pesquisa foi a descoberta de que as folhas do mirtilo conhecido como mirtilo olhos-de-coelho (nativo do sudeste dos Estados Unidos) têm um composto químico identificado como proantociandina que possui uma grande capacidade de bloquear a replicação do vírus da hepatite C.

Como diagnosticar a enxaqueca

A enxaqueca é considerada um problema de saúde pública. Estima-se que, no Brasil, o problema acometa 16% das mulheres e 8% dos homens.

Sintomas da enxaqueca:

•    Dor persistente de 4 a 72 horas;
•    A dor pode ser em um só lado da cabeça ou na cabeça toda;
•    Geralmente a dor começa fraca e vai se intensificando progressivamente;
•    A dor é pulsátil ou latejante, podendo também ser em peso ou pressão;
•    Pode vir acompanhada de náuseas e/ou vômitos;
•    Tende a piorar com esforços ou atividades físicas;
•    Intolerância a luz, barulho, cheiro e movimentos;
•    Às vezes o paciente pode ter adormecimento na mão, no braço, e até na metade da língua mas é mais raro;
•    Após a crise, algumas pessoas relatam ter sensação de moleza, lentidão, cabeça dolorida e mais raramente sensação de extremo bem-estar.

Antes de uma crise de enxaqueca o organismo pode dar sinais como:

•    Desconforto na cabeça;
•    Bocejos frequentes;
•    Irritabilidade;
•    Perda da capacidade de concentração ou raciocínio;
•    Diarreia;
•    Desejo exagerado por algum tipo de alimento ou aversão total;
•    Desconforto abdominal;
•    Palidez (muito frequente em crianças).

Atenção: é importante ficar atento aos sintomas citados acima, mas apenas um médico especialista poderá realizar o diagnóstico corretamente. Para mais informações, procure um neurologista.

Fonte: http://www.dordecabeca.com.br/

Tratamento da lesão medular

A personagem Luciana, interpretada pela atriz Aline Moraes na novela Viver a Vida, está passando por uma situação delicada após ter sofrido um grave acidente que lhe causou uma lesão medular.

Os espectadores que costumam acompanhar a novela torcem para que Luciana se recupere e volte a ter a vida que tinha antes. A dúvida que fica é seguinte: na vida real, uma pessoa que sofre uma lesão medular consegue se recuperar? Confira a resposta da Dra. Adriana Cristante, médica fisiatra da Clínica de Lesão Medular da AACD para esta e outras perguntas sobre o tema.

1.    O que caracteriza uma lesão medular total e uma lesão medular parcial?
Quando uma pessoa sofre uma lesão medular o quadro clínico depende do nível e do grau de lesão. Quanto ao nível, ela pode ter paraplegia (quando há comprometimento da comunicação entre o cérebro e os membros inferiores) ou tetraplegia (quando há comprometimento da comunicação entre o cérebro e membros superiores e inferiores).
Quanto ao grau pode haver uma lesão medular completa (quando ocorre total interrupção da comunicação abaixo do nível da lesão medular com o cérebro), ou uma lesão incompleta (por ser lesão medular parcial, algumas informações passam e, portanto, estes pacientes podem ter algum grau de força voluntária e/ou sensibilidade abaixo do nível da lesão medular).

2. Quais as causas da lesão medular?
Dentre as principais causas de lesão medular estão as traumáticas – que na população de pacientes atendidos pela AACD está em torno de 75% (podendo ser destacados os acidentes automobilísticos, ferimentos por arma de fogo, quedas e mergulho em águas rasas, entre outras). Mas também existem as etiologias não traumáticas como algumas infecções (por alguns tipos de vírus, por exemplo), tumores, causas vasculares entre outras.

3.    É possível uma pessoa recuperar os movimentos e a sensibilidade após uma lesão medular?
A recuperação de força e sensibilidade poderá acontecer em algum grau apenas para as pessoas que tiveram a lesão medular incompleta.

4.    Quais os procedimentos habituais durante o tratamento?
Quando o paciente sofre uma lesão traumática é inicialmente avaliado por cirurgião de coluna (ortopedista ou neurocirurgião), para se realizar o alinhamento e a estabilização da fratura. O paciente, então, deve iniciar o tratamento de reabilitação, que visa cuidar dos aspectos clínicos como: reeducação do esvaziamento da bexiga, restabelecimento do hábito intestinal, prevenção de lesões de pele (por falta de sensibilidade), estimular o potencial residual deste paciente para atingir a independência, na medida do possível, para realização de atividades de vida diária (como alimentar-se, vestir-se, tomar banho, escovar os dentes – entre outras) e, finalmente, mesmo com as sequelas propiciar que este indivíduo retorne ao convívio social em todos os aspectos (trabalho, lazer, namoro, família). A equipe de reabilitação é multidisciplinar composta por médico fisiatra, urologista, enfermeiro, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, assistente social e técnico em órteses (aparelhos ou dispositivos ortopédicos de uso provisório).

5.     É normal a pessoa lesionada ficar bastante abatida e desanimada com a situação. Mas o que o paciente e os familiares podem fazer para que o tratamento dê mais resultado?
Assim como o paciente, a família deve receber todas as orientações já que muitas vezes o paciente terá algum grau de dependência de outras pessoas. Mas é importante que a família participe do processo de reabilitação estimulando que, aquilo que o paciente possa fazer de maneira independente, ele mesmo o faça e facilite ou propicie também a inclusão destes pacientes ao convívio social.
Frente a uma situação nova com esta é interessante que pacientes e familiares desde o inicio busquem informar-se sobre a lesão medular, sejam encaminhados para centros de reabilitação especializados nesta área, que contem com equipe multidisciplinar, e também troquem experiências com outras pessoas que passaram por experiências semelhantes.

Como diagnosticar e tratar o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

Desatenção, inquietude, impulsividade. Saber quando essas características da criança são normais e quando estão associadas ao Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H) é um desafio para pais, professores e até mesmo para profissionais de saúde.

Diagnóstico do TDA/H

Para a dra. Evelyn Vinocur, psiquiatra especialista em TDA/H, fazer o diagnóstico não é uma tarefa fácil por se tratar de um transtorno abrangente, heterogêneo e que normalmente está associado a uma, duas ou mais comorbidades (presença de outras doenças), o que pode confundir o especialista. “Como se trata de um transtorno do desenvolvimento, saber como é o desenvolvimento normal da criança é fundamental, pois muitas condições infantis podem se parecer com o TDA/H” explica.

Esse transtorno neurobiológico e neurocomportamental afeta, em média, 6% de crianças em idade escolar e continua ao longo da vida do indivíduo. Adultos apresentam uma prevalência de mais ou menos 4% da população. O TDA/H tem uma parcela genética importante, que gira em torno de 90% dos casos. “Por estes motivos o diagnóstico precoce é tão importante” alerta a psiquiatra.

Segundo a dra. Evelyn, investigar toda a história familiar é de suma importância. “Não raro, vemos um dos pais e membros da família sofrendo também dos sintomas. Muitos pais, ao longo das entrevistas diagnósticas, se identificam como tendo o transtorno”.

Como em outros casos, o TDA/H tem influência da genética, mas também do meio ambiente, por isso investigar o histórico escolar ou profissional, bem como a parte afetiva e social também devem fazer parte do diagnóstico. “Averiguar como é a dinâmica familiar da pessoa é uma ferramenta valiosa” acrescenta.

Não há exames laboratoriais ou de neuroimagem que façam o diagnóstico do TDA/H. “Esses, só serão pedidos, caso a pessoa apresente outras condições que demandem um diagnóstico diferencial específico” esclarece dra. Evelyn.

De acordo com a psiquiatra, atualmente o TDA/H é um transtorno inquestionável, comprovado por inúmeros estudos e pesquisas científicas. “É lamentável que ainda se duvide da existência do TDA/H enquanto um transtorno neurobiológico e que impede o sujeito de aproveitar todo o seu potencial em diversas áreas e que, ainda por cima, carreia vários outros transtornos emocionais e familiares”.

Além dos sintomas chamados cardinais, que são a desatenção, a impulsividade e a hiperatividade, por estar associado a disfunções em áreas nobres do cérebro (particularmente na região pré-frontal), o TDA/H pode cursar muito frequentemente com o comprometimento das funções executivas (capacidade de realizar metas através de ações voluntárias e autônomas) ou com quadros amotivacionais (caracterizados por apatia e desânimo).

Quando se trata de uma criança, é importante que os familiares mais próximos, bem como babás e professores, se for o caso, respondam um questionário. “Contamos com escalas de sintomas de TDA/H para crianças e adultos, que também são uma de nossas ferramentas diagnósticas”.

Nas crianças, é importante fazer a triagem para outros transtornos do desenvolvimento (como o autismo); transtornos de aprendizagem (dislexia, discalculia, disortografia); distúrbios comportamentais (transtorno opositivo desafiador); outros transtornos psiquiátricos (ansiedade, depressão); problemas psiquiátricos nos pais e outros inúmeros fatores psicossociais que podem cursar com sintomas parecidos aos do TDA/H, inclusive casos em que a criança sofra algum tipo de violência doméstica, bullying, etc.

Já o adulto, explica a dra. Evelyn,  normalmente chega ao consultório por conta de transtornos afetivos ou do humor, transtornos ansiosos, uso excessivo de substâncias psicoativas, insucessos laborais, problemas conjugais, queixas de não deslancharem na vida sem motivo aparente, entre outros.

Tratamento do TDA/H

O tratamento mais indicado em todo o mundo é a combinação do tratamento medicamentoso com o tratamento psicoterápico (psicoeducação para o TDA/H, apoio aos familiares, terapia cognitivo comportamental).

Em crianças abaixo de seis anos, opta-se pelo tratamento psicoeducativo e ou psicoterápico e familiar, além da interação com a escola. “É fundamental essa rede entre o médico, a família, e a escola” avalia a psiquiatra.

Nos adolescentes e adultos, onde a presença de outras doenças e sequelas emocionais são mais frequentes, é preciso tratar as comorbidades primeiro, ou seja, “se o adolescente ou o adulto chegar com um quadro ansioso, temos que tratar primeiro a ansiedade” explica dra. Evelyn. Tratar todos os sintomas é importante para equilibrar o paciente. “Só depois do paciente equilibrado, se persistirem os sintomas do TDA/H, aí sim, entramos com o medicamento metilfenidato”.

O metilfenidato regula a disfunção cerebral, aumentando os níveis de dopamina e noradrenalina no cérebro. Age em áreas responsáveis pelo controle inibitório (motor) e por isso, deixa a pessoa menos impulsiva e mais dona do seu controle, fazendo com que ela fique mais calma e menos agitada e menos impulsiva. Age também melhorando a desatenção e a hiperatividade. Melhora também as funções executivas.

Esta medicação, da classe dos psicoestimulantes, é considerada padrão-ouro para o tratamento do TDA/H de acordo com a psiquiatra. Foi criado em 1955 e vem sendo usado com sucesso, desde então. É um medicamento altamente eficaz, com um poder de eficácia em torno de 70-80%. É aprovado pelo FDA e pela ANVISA como medicação de primeira escolha para o tratamento do TDA/H. É usado em praticamente todo o mundo, independente da cultura.

Mais informações: http://www.tdahemfoco.com.br/

A dopamina provoca a sensação de prazer?

Que a dopamina exerce um importante papel como neurotransmissor, ou seja, uma substância química produzida no cérebro capaz de conduzir e transmitir uma informação de um neurônio a outro, isso ninguém discute.

Até então, estudos indicavam que a dopamina tem diversas funções, podendo exercer influência sobre o comportamento, a atividade motora, a motivação, a sensação de recompensa, a produção de leite, a regulação do sono, o humor, a ansiedade, a atenção, o aprendizado, entre outros.

No entanto, pesquisas recentes realizadas com camundongos demonstraram que a famosa relação da dopamina com o prazer pode estar equivocada.

Na pesquisa, o déficit de dopamina nos roedores fez com que eles passassem dias sem comer e se movimentar. Com isso, em poucas semanas eles acabavam morrendo de fome.

Em um encontro da Sociedade para Neurociência, realizado em outubro em Chicago, chegou-se à conclusão de que a dopamina tem menos a ver com prazer e recompensa e mais com impulso e motivação. Dessa forma, a dopamina estaria relacionada à atitude provocada por uma determinada situação, seja essa situação boa ou ruim.

Essa substância também está associada ao Mal de Parkinson e à Esquizofrenia.

Saiba mais: Folha On line

Descoberta célula que regula relógio biológico

Uma equipe de cientistas da Universidade de Manchester, na Grã Bretanha, e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos identificou as células que atuam no relógio biológico.

Chamada per1, essa célula se manifesta na forma de um gene e encontra-se no núcleo supraquiasmático, situado sobre o céu da boca e já conhecido por ser o responsável por regular o relógio biológico.

Para os pesquisadores, a descoberta deve levar a uma nova avaliação sobre a atividade elétrica no sistema circadiano. O objetivo do estudo é contribuir com a fabricação de novos remédios que possam regular o sistema circadiano e permitir que as pessoas se recuperem mais rapidamente de viagens longas com diferença de fuso horário, por exemplo. Além disso, pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos contra doenças afetadas pelo relógio biológico, como câncer e Alzheimer.

O estudo foi publicado na revista Science.

Quais são as causas do Mal de Parkinson

As causas do Mal de Parkinson, ou doença de Parkinson, são objetos de estudo de diversas pesquisas científicas realizadas pelo mundo todo. Sabe-se que nos portadores da doença ocorre uma diminuição na produção de um neurotransmissor chamado de dopamina, substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas. A dopamina está presente em vias nervosas que estão relacionadas aos movimentos, postura e ao tônus muscular. Porém, o motivo exato pelo qual essa diminuição ocorre ainda é desconhecido.

Acredita-se que o estresse e a poluição, aliados a fatores genéticos e ambientais, e o próprio envelhecimento podem contribuir para desencadear a doença.

Possíveis causas do Mal de Parkinson

- Exposição à ação de toxinas ambientais, como em indústrias de manganês, de derivados de petróleo e de inseticidas.
- Acúmulo de radicais livres produzidos durante a metabolização da dopamina, mas que em grande quantidade são nocivos aos neurônios, pois oxidam e matam as células.
- Anormalidades nas mitocôndrias, estruturas celulares que fornecem energia e produzem normalmente pequenas quantidades de radicais livres.
- Predisposição genética, que pode aumentar o risco de perda de neurônios, por exemplo, devido a uma maior sensibilidade a toxinas ambientais.
- Poluição ambiental, que também pode atingir organismos mais propensos.
- Uso exagerado e contínuo de certos medicamentos como a cinarizina, que podem bloquear o receptor que permite a eficácia da dopamina.
- Trauma craniano repetitivo como em casos de lutadores de boxe.
- Isquemia cerebral, quando a artéria que leva sangue à região do cérebro responsável pela produção de dopamina entope, as células param de funcionar.
- Dor emocional e situações de estresse e angústia podem provocar um aumento na produção de salsolinol, substância que mata as células nervosas responsáveis pelo controle dos movimentos.

Tratamentos para o Mal de Parkinson

O tratamento mais comum para a doença de Parkinson ainda é o farmacológico (com uso de medicamentos) em que substâncias se transformam ou atuam de forma semelhante à da dopamina aliviando os sintomas da doença. Uma das substâncias mais antigas usadas no tratamento é a levodopa que, apesar de sua inquestionável eficácia no tratamento sintomático da doença, o seu uso prolongado pode desencadear reações secundárias bastante limitantes, como alguns movimentos involuntários anormais (discinesias).

Um outro grupo de medicamentos que se apresenta no arsenal terapêutico dessa doença e de existência mais recente são os agonistas dopaminérgicos como, por exemplo, o pramipexol que tem demonstrado uma menor incidência de flutuações motoras em relação ao uso da levodopa isoladamente em longo prazo, assim como da ocorrência de discinesias.

Existem vários tratamentos sintomáticos efetivos para a Doença de Parkinson, mas o que se tem procurado realmente são maneiras de se preservar ao máximo os níveis de dopamina, a fim de se controlar mais efetivamente a progressão dessa doença degenerativa.

Estimativas do Mal de Parkinson

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população com mais de 65 anos tem a doença. São pelo menos quatro milhões de portadores no mundo e a estimativa é que esse número dobre até 2040, em decorrência do aumento da população idosa. A estimativa do Ministério da Saúde (MS) é que, no Brasil, pelo menos 200 mil pessoas são portadoras de Parkinson, doença degenerativa do sistema nervoso central com caráter crônico e progressivo.

*Com dados da Assessoria de Imprensa da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) – Trixe Comunicação Empresarial

Insônia afeta 40% da população brasileira

O Brasil é considerado o país campeão em insônia, sintoma que afeta 40% da população. Estima-se que 30% dos idosos têm insônia e uma percentagem igual de adolescentes e adultos já foi afetada por ela em algum momento de suas vidas por mais de 3 noites. Entretanto, somente 5% dos indivíduos com insônia procuram o especialista.

Estudos indicam que indutores do sono são utilizados em 50 a 90% dos pacientes norte-americanos internados em instituições hospitalares. Tais medicamentos são utilizados habitualmente por 6 a 8% dos adultos acima de 40 anos. Seu uso eventual é computado em até 35% dos adultos, nos mesmos estudos. A categoria ansiolíticos-indutores do sono é hoje uma das três mais prescritas no mundo, ao lado dos analgésicos e antibióticos.

A incapacidade de começar a dormir ou manter o sono são características da insônia.

Quando uma pessoa ultrapassa 30 minutos para conciliar o sono, tem vários despertares durante a noite ou acorda cedo demais, fica diagnosticada a insônia. Este mal atinge cerca de 50% da população brasileira, de acordo com o Instituto de Medicina e Sono de São Paulo. Entre as pessoas mais velhas o aumento no número de noites mal dormidas varia entre 20% e 30%.

Tratamentos para combater a insônia

“Insônias decorrem de várias causas como: genéticas, neurobiológicas, ansiedade, depressão, sociais, familiares, afetivas, profissionais, comportamentos e pensamentos alterados. O tratamento pode ser farmacológico, com Zolpiden, por exemplo; ou através de Terapia Comportamental Cognitiva, que tem como objetivo identificar e corrigir padrões de pensamento conscientes e inconscientes; com o objetivo de tentar ajudá-lo a entender melhor a si mesmo”, explica Dr. Luciano Ribeiro, neurologista do Instituto do Sono e presidente da Associação Brasileira do Sono. O zolpiden está no mercado há 15 anos e apresenta resultados positivos, por tratar exclusivamente da falta de sono. A trazodona, também bem-sucedida no tratamento da insônia, traçou o caminho inverso. É um antidepressivo que se saiu melhor na carreira de indutor do sono e foi, assim, aperfeiçoado nesse sentido.

O propofol e os benzodiazepínicos ficaram famosos após a morte do cantor Michael Jackson. Essa classe de remédios foi detectada no corpo do artista. Seu uso ainda é frequente para tratamento da insônia, entretanto eles podem causar dependência. “O propofol é um anestésico, nunca deveria ser usado para insônia. No caso do Michel Jackson, ele aparentemente estava em surto maníaco e deveria receber estabilizadores de humor, jamais um anestésico que exige entubação. Os benzodiazepínicos são seguros para tratar insônia aguda, por poucos dias. Seu uso na insônia crônica não tem indicação”, esclarece Dr. Denis Martinez, fundador e ex-presidente das Associações Brasileira de Sono e  Gaúcha de Sono.

Causas da insônia segundo Dr. Martinez:

•    A insônia é um sintoma, não uma doença. Em medicina, o mesmo sintoma pode ter diferentes causas.
•    A maioria dos insones acredita que sabe o que ocasiona sua insônia. Em geral, culpam a idade, problemas afetivos ou de trabalho, até a situação política. Raramente, se lembram de procurar o motivo em seu próprio comportamento.
•    A insônia tem diversas origens que podem ser reunidas em seis grupos: causas situacionais, psiquiá¬tricas, clínicas, comportamentais ligadas aos distúrbios do sono e aos relógios biológicos internos.

Causas situacionais

•    Uma parte da população perde o sono com facilidade. Um compromisso de responsabilidade no dia seguinte faz a pessoa passar a noite despertando de hora em hora, conferindo o relógio.
•    Talvez a tendência para insônia situacional seja indício de alguma anormalidade genética dos mecanismos químicos de início e manutenção do sono.
•    A insônia situacional pode se tornar crônica, mesmo após cessar a causa. O medo de ter insônia pode ser o mecanismo de manutenção da dificuldade com o sono. Considera-se crônica a insônia que dura mais de seis meses.
•    O medo de não dormir pode ser pior que o fato de não dormir.
•    Não exagere o impacto de uma noite mal dormida. Uma noite não explica todos os seus problemas do mês.
•    Não se preocupe por não estar dormindo exatamente oito horas. Oito horas não é um número mágico. Se alguém deseja intensamente oito horas de sono, pode surgir ansiedade de desempenho – como acontece com a Seleção Brasileira –, e aí mesmo que o sono – o gol – não vem.

Causas psiquiátricas

•    A maioria das doenças mentais afeta o sono.
•    Metade dos pacientes com insônia crônica apresentam ou apresentarão transtorno mental e 30 a 80% dos pacientes psiquiátricos apresentam insônia.
•    A depressão é a causa predominante de insônia em clínicas de distúrbios do sono.
Talvez o mesmo defeito que predispõe à insônia, predisponha à depressão.
Causas clínicas
•    Qualquer doença que cause dor ou desconforto perturba o sono. As infecções causam aumento da sonolência. Outras doenças como a AIDS, o derrame cerebral e as demências afetam as áreas do cérebro responsáveis pelo sono, causando insônia.

Causas do relógio interno

•    Nesse tópico incluem-se os casos da insônia que se instala pelo conflito entre o relógio interno do indivíduo e a necessidade de seguir o relógio social. Se pudesse dormir de acordo com seu relógio interno, ele jamais se queixaria de insônia.
•    Diferenciar insônia dos distúrbios do ritmo circadiano pode poupar tratamentos desnecessários. Essas pessoas necessitam acertar o seu relógio interno.

Causas comportamentais

•    São os casos de falta de cuidado com o sono, insônia causada por abuso de hipnótico, de álcool ou de estimulante.
•    Os próprios pacientes percebem que seu comportamento é a causa de sua insônia.
•    O que pode ser difícil é querer mudar de comportamento.
Causas ligadas a distúrbios do sono
•    Qualquer problema que interrompa o sono, como pe¬sadelos, pode resultar em insônia.
•    Os distúrbios que mais comumente causam insônia são as apneias do sono, os movimentos periódicos dos membros e a síndrome das pernas inquietas.
•    Se você reconhecer em si próprio ou num familiar um desses problemas, a melhor opção é procurar uma clínica especializada em distúrbios do sono.

Hipnóticos – remédios para dormir

Se você estivesse deitado há duas horas, sem conseguir sequer cochilar, tomaria um hipnótico para dormir? A maioria sofre, mas não toma.

Dicas de substâncias indutoras do sono

•    Os hipnóticos “faixa-preta” estão entre os medicamentos mais temidos pelas pessoas. A maioria das insônias, entretanto, não requer remédios fortes.
•    Os chás mais empregados em nosso país para tratamento caseiro de insônia são maracujá (Passiflora sp.), cidreira e camomila. Estudos científicos demonstraram que esses chás podem acalmar, mas não comprovaram ação sobre o sono.
•    As ervas com efeito sobre o sono, comprovado por polissonografia, são: valeriana, kava-kava e Hypericum.
•    Plantas também têm efeitos colaterais. Prefira os medicamentos com extrato puro de uma só planta.
•    Teste as plantas uma a uma para saber qual faz mais efeito. Depois, se necessário, tente combiná-las.

Mais informações: Clinica do Sono (www.sono.com.br)

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