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Blog Dicas de Saúde

Vírus da hepatite E é detectado pela primeira vez no Brasil

A detecção da hepatite E, uma das formas virais da doença, pode se tornar mais acessível no Brasil. Um estudo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), parte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi capaz de detectar, pela primeira vez no país, a presença do agente causador da doença em um paciente brasileiro. A descoberta é importante porque, até então, a doença só era detectada de acordo com a presença de anticorpos específicos produzidos pelo organismo para combater a doença. É o que diz Raimundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).

Segundo ele, a descoberta faz o diagnóstico muito mais preciso: “esta técnica comprova que o vírus está se replicando no organismo. Os anticorpos mostram apenas o contato prévio com o vírus, mas não distingue uma infecção passada e resolvida de uma infecção em curso”. Segundo Paraná, a técnica usada, denominada polimerase em cadeia, já era validada para outras viroses e foi adaptada para as características da hepatite E.

A detecção do vírus também permitiu aos pesquisadores comparar o sequenciamento genético do agente encontrado nos humanos ao encontrado em porcos criados no Brasil. Segundo o especialista, embora a forma de transmissão ainda seja controversa, os suínos são os principais hospedeiros da hepatite E. “Uma suspeita é o consumo da carne de porco de criatórios sem higiene, fato hoje mais raro no Brasil pela profissionalização da nossa pecuária de corte e o bom nível de higiene dos supermercados. Outra possibilidade seria a contaminação através das fezes destes animais”, explica Paraná.

“Aparentemente a hepatite E é pouco frequente no Brasil, mas estes estudos irão comprovar se estamos certos ao pensar desta forma”, garante o especialista. De acordo com ele, os primeiros casos de suspeita da doença foram identificados na Universidade Federal da Bahia, em 1993, e, posteriormente, outros casos foram detectados no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Inquéritos epidemiológicos indicam uma taxa de contato com o vírus de 2 a 5%, muito pouco se comparamos com o vírus A que é de 70%”, completa.

Sangue do cordão umbilical pode salvar vidas

Nos últimos anos, a tecnologia para registrar, armazenar e transplantar medula óssea evoluiu consideravelmente. Sendo um dos tratamentos mais eficazes para tratar doenças do sangue como leucemias, linfomas e anemias, o transplante de medula é hoje uma realidade no Brasil. O fato se deve a campanhas de mobilização e a criação de bancos de dados, como o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e o Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme), ambos sob responsabilidade direta do Centro de Transplantes de Medula Óssea do Instituto Nacional do Câncer (Cemo/Inca). Segundo o diretor do Cemo, Luiz Fernando Bouzas, o Redome conta hoje com cerca de 1,6 milhão de doadores e hoje é o terceiro maior registro do mundo.

Um dos grandes avanços da área foi a descoberta da relevância do sangue presente no cordão umbilical e placenta, ricos em células-tronco hematopoiéticas, que são responsáveis por formar no feto o sistema sanguíneo e imunológico. O material, que era descartado, passou a ser armazenado na Rede Nacional de Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (BrasilCord). O órgão administra os dados do Registro Nacional de Sangue de Cordão Umbilical (Renacord), criado em 2008 e também sob o comando do Cemo/Inca. Esse registro funciona integradamente com o Redome para facilitar a busca por doadores.

Bouzas explica a vantagem desse tipo de sangue: “o sangue de cordão umbilical e placentário (Scup) tem menores exigências de compatibilidade por serem células adultas, porém mais jovens que as obtidas da medula óssea, desta forma provocam menos reações de rejeição e a chamada doença do enxerto contra o hospedeiro, complicação que é frequente após o transplante”.

Entretanto, existem algumas variáveis que podem comprometer o sucesso do transplante que utiliza o Scup. O médico esclarece que a eficácia do tratamento depende principalmente da idade do paciente, do estágio da doença, do tempo de espera para se fazer o transplante e da qualidade do material — além da compatibilidade, é feita uma relação entre o peso do paciente e a quantidade de células-tronco presentes na amostra. “Em geral, a sobrevida média é de 50% a longo prazo, ou seja, sobrevivem mais do que cinco anos”, acrescenta.

O diretor do Cemo explica ainda que as chances de compatibilidade entre doador e receptor é maior quando os dois pertencem à mesma etnia e, por isso, é importante que o Brasil tenha um banco de dados próprio: “a existência de um registro forte e da rede BrasilCord diminui nossa dependência de buscar material em bancos estrangeiros. Além disto, devido à miscigenação intensa de nossa população, fica mais fácil encontrar doadores para brasileiros nos sistemas nacionais que no estrangeiro”.

Armazenamento

O sistema de armazenamento do Scup é gratuito e aberto ao público nas maternidades conveniadas. As mães preenchem um termo de consentimento e passam por um rigoroso critério de seleção, e o material coletado é armazenado em equipamentos de última geração. Infelizmente, de acordo com Bouzas, o sistema BrasilCord ainda não está completo, e por enquanto só existem oito bancos de armazenamento, para os quais estão cadastradas duas ou três maternidades cada. “A Rede BrasilCord estará completa até 2011 com 13 bancos e em cinco anos armazenará 65 mil unidades de Scup”, garante.

Bancos de Scup em funcionamento:

  • INCA
  • Hospital Albert Einstein
  • Hospital Sírio-Libanês
  • Hemocentro, em Campinas
  • HC de Ribeirão Preto
  • HEMOSC, em Florianópolis
  • HC do Distrito Federal
  • HEMOCE, em Fortaleza

Conheça a mielodisplasia

O que a princípio parece um simples caso de anemia pode na verdade ser algo muito mais grave. A mielodisplasia é uma doença detectada na análise da medula óssea. De origem morfológica na hematopoiese, o processo de formação e desenvolvimento dos elementos do sangue, pode ser assintomática, percebida somente em alterações no exame de sangue. É o que explica Silvia Magalhães, vice diretora de defesa de classe da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH). Ela diz que a doença pode ser primária — desenvolvida a partir de várias condições benignas, como doenças autoimunes anemias e doenças infecciosas — ou secundária, por meio de exposição a agentes tóxicos e alguns medicamentos. “Pode ainda ser devida à condição neoplásica (câncer) denominada síndrome mielodisplásica (SMD)”, completa e acrescenta que a SMD e a mielodisplasia têm seus termos frequentemente usados indistintamente.

O diagnóstico da SMD é feito por exclusão de outras condições, pois não há uma característica biológica marcante na doença, diz a especialista. “Pacientes que apresentam anemia isolada ou acompanhada de outras citopenias (deficiência em outros componentes do sangue), refratária e inexplicada, devem ter sua medula óssea analisada, através do mielograma e biópsia óssea”. Ela explica ainda que o principal grupo de risco da SMD primária são os pacientes com mais de 60 anos e a frequência da doença aumenta conforme a idade. Já na SMD secundária, o grupo de risco são ex-pacientes que passaram por processos químio ou radioterápicos, sendo mais agressiva nesses casos e acometendo pessoas mais jovens.

Tratamento

Ainda de acordo com ela, uma série de exames laboratoriais pode indicar se a doença tem potencial de evoluir para uma leucemia, e, dependendo do risco, muda-se o tratamento. “Para pacientes considerados de baixo risco, o tratamento tem como objetivo a melhora hematológica. Já para os de alto risco, o tratamento visa modificar a evolução natural da doença. Até os dias atuais, apenas o transplante de medula óssea é a opção terapêutica com potencial curativo”, explica. Mas, ressalta que o transplante é contraindicado para a maioria dos pacientes, devido à idade avançada e outras doenças comuns da velhice. Por isso, a médica aponta outras opções de tratamento da doença de alto risco, como quimioterapia e alguns medicamentos recentemente regulados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esta patologia.

Sintomas e falta de estimativas precisas

Como a mielodisplasia tem diferentes graus de agressividade, sintomas podem ou não aparecer. Silvia afirma que os sintomas, quando existem, são associados aos da anemia: fraqueza, falta de energia para esforços físicos habituais, dispnéia de esforço, palpitações e até dor precordial nos pacientes portadores de algum grau de insuficiência coronariana. “A neutropenia (deficiência de neutrófilos no sangue) predispõe à infecção, com febre e os sinais de localização do processo infeccioso. A plaquetopenia (deficiência de plaquetas), quando acentuada, resulta em manifestações hemorrágicas de pele e mucosas que, a depender da intensidade, podem ser secundárias a trauma ou espontâneas”. Por essas razões, ela salienta que toda anemia em pessoa idosa deve ser investigada atentamente.

Silvia Magalhães complementa que não há estimativas precisas da incidência da SMD no Brasil. “Em sua publicação ‘Estimativa 2010 – Incidência do Câncer no Brasil’, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), não estima a incidência da SMD, apenas de um grande grupo intitulado conjuntamente leucemias”. Em compensação, ela afirma que está sendo criado um Registro Brasileiro de Síndromes Mielodisplásicas, formado por 12 grandes centros de pesquisa do país. Em um primeiro momento, o grupo está sendo destinado a fazer estudos preliminares sobre a idade média dos brasileiros com a doença, além da coleta e análise de dados de 490 pacientes diagnosticados com mielodisplasia entre 2003 e 2007.

Saiba mais sobre o linfoma de Hodgkin

Em janeiro de 2010, o ator Michael C. Hall, vencedor do Globo de Ouro e popular pelas séries de televisão Dexter e Six Feet Under, revelou que estava em tratamento contra o linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que ataca os gânglios linfáticos, parte do sistema imunológico. Entretanto, após três meses de quimioterapia, sua esposa — a atriz Jennifer Carpenter, que faz o papel de sua irmã em Dexter — anunciou que Hall estava completamente curado da doença, e que, inclusive, já estava trabalhando novamente.

O câncer do ator ganhou visibilidade na mídia nos últimos meses. Apesar de ser considerada uma doença grave, o linfoma de Hodgkin é uma das formas de tumores com maior chance de cura: 85% dos casos são vencidos por meio de tratamentos de quimioterapia, radioterapia ou transplante de células-tronco. É o que afirma a Dra. Ana Lúcia Cornacchioni, coordenadora do comitê médico-científico da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), em seu manual O que você deve saber sobre Linfomas, publicado pela instituição. Ela explica que, embora os médicos não saibam ao certo o que causa a doença, ela é mais comum entre pacientes de 20 a 30 anos, e, depois de um hiato na meia idade, pode começar a se desenvolver também depois dos 60 anos.

“O sinal mais frequente do linfoma de Hodgkin é o aumento de um ou mais linfonodos (gânglios linfóides). Eles podem estar no pescoço, na parte superior do peito, nas axilas, abdômen ou virilha e não causam dor”, explica a Dra. Cornacchioni, e complementa que febre, suores noturnos, lesões na pele, fadiga e perda de peso são os principais sintomas. A cartilha da Abrale aponta ainda que as células tumorais causadas por essa doença (também chamadas de células de Reed Sternberg) podem passar para outros linfonodos por meio de vasos linfáticos, próprios do sistema, e são facilmente visíveis no microscópio. Essa característica auxilia no diagnóstico da doença.

Tratamento

Como a doença apresenta quatro estágios de gravidade, os tratamentos para o linfoma de Hodgkin variam conforme o tumor evolui. A coordenadora da Abrale explica que a radioterapia pode bastar para reverter o primeiro estágio, quando as células se encontram em apenas uma região. Já a quimioterapia é indicada para todas as outras fases, quando o linfoma já está espalhado pelo corpo. Por fim, o transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) alogênico (feito a partir de células de doadores) é raramente indicado para linfomas, pois, além da dificuldade de se encontrar doador, corre-se o risco de diversas infecções devido à baixa imunidade do paciente. Porém o TCTH autólogo, que é realizado a partir da medula do próprio paciente, é indicado em conjunto com a quimioterapia por apresentar resultados melhores em comparação ao tratamento quimioterápico isolado.

Fatores de risco

Até hoje a comunidade científica não conseguiu determinar exatamente todos os fatores que podem contribuir para desenvolver linfoma de Hodgkin. Alguns fatores, como hereditariedade, por exemplo, ainda necessitam de comprovação. Outros fatores já são conhecidos, conforme explica a Dra. Cornacchioni. O contato constante com materiais químicos, inseticidas e herbicidas, além da baixa imunidade causada por doenças como o HIV ou por outros fatores como transplante de órgãos são comprovadamente agravantes para que uma pessoa desenvolva o linfoma.

Saiba mais sobre a hepatite bacteriana

A hepatite pode ser causada de várias formas. Engana-se quem pensa que as formas virais da doença são as únicas que podem causar a inflamação no fígado. A hepatite bacteriana é outra forma da enfermidade causada por organismos vivos. Segundo o Dr. Raymundo Paraná Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, a doença pode ser provocada por bactérias que passam a circular no sangue e que têm a capacidade de provocar alterações hepáticas. Segundo ele, são geralmente as bactérias do tipo gram-negativo (que reagem negativamente à coloração de Gram, um estudo laboratorial), em especial a Salmonela. Outras bactérias intestinais, como Pseudomonas, Pasteurelas e E. Coli, também podem causar hepatite.

A doença se origina a partir de infecções localizadas, geralmente, no sistema digestivo, respiratório ou urinário. Algumas doenças, como tuberculose e leptospirose, são apontadas como as principais enfermidades que possibilitam o surgimento da hepatite. Se não controlada, as bactérias da infecção atingem o fluxo sanguíneo e afetam o fígado. “A hepatite bacteriana é diferente da hepatite viral. No caso da bacteriana, há predomínio de alterações pelo prejuízo do fluxo da bile, mas as células do fígado costumam ser preservadas”, afirma o Dr. Paraná. Por isso, a gravidade de cada caso é diferente, pois depende do contexto e do motivo da infecção, não podendo ser comparada à gravidade da hepatite viral.

O tratamento dessa forma da doença é mais simples que as demais. Segundo o hepatologista, o uso correto dos antibióticos é o suficiente. “Uma vez contida a infecção, o fígado retorna à normalidade”, afirma.

Por ser uma doença originada a partir de uma infecção, a hepatite bacteriana não tem uma forma de prevenção específica. A maior prevenção, de acordo com o Dr. Paraná, é tratar da infecção o quanto antes para que a bactéria não atinja o sistema sanguíneo. E ele adverte: “Os pacientes idosos e imunodeprimidos são os que têm maior chance de evoluir com quadros infecciosos mais graves”.

Entenda a hepatite viral

A hepatite é uma doença caracterizada por uma inflamação no fígado. Porém, há um grande número de agentes que podem levar uma pessoa a contrair a enfermidade. OS principais causadores da hepatite são os vírus. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Dr. Raymundo Paraná Filho, existem cinco tipos de vírus reconhecidos responsáveis pela hepatite viral, denominados pelas letras A, B, C, D e E. A forma de contrair cada um desses vírus, porém, diferem entre si.

O médico explica que as formas A e E do vírus são transmitidas por ingestão de água e alimentos contaminados por resíduos fecais humanos. Já o vírus C é transmitido por compartilhamento de materiais perfurocortantes com sangue de pacientes infectados. Por fim, os vírus B e D podem ser transmitidos da mesma forma que o vírus C, mas também da mãe para o filho, conhecida com transmissão vertical, no momento do parto, e por via sexual, principal forma de contágio no Brasil.

De todos os vírus da hepatite, as formas B, C e D podem evoluir para uma doença crônica, agredindo o fígado do paciente por décadas. A ausência de sintomas mais visíveis, em um primeiro momento, pode gerar diagnósticos mais complicados.

Alguns medicamentos são utilizados para tratar a hepatite C, que pode apresentar grande chance de cura, dependendo de alguns fatores. Já a hepatite B pode ser apenas controlada. O Dr. Paraná Filho adverte, porém, que o melhor é sempre prevenir: “Temos vacinas eficazes contra as hepatites B, D e C. No caso da B e D, a vacina esta disponível na rede pública”, alerta.

Grupos de risco

- Pessoas que fizeram transfusão de sangue antes de 1994

- Pacientes que tiveram algum tipo de doença sexualmente transmissível

- Pacientes que usaram algum medicamento com seringa de vidro nas décadas de 60, 70 e 80

- Pessoas tatuadas por tatuadores não fiscalizados pela vigilância sanitária

- Usuários ou ex-usuários de drogas injetáveis intravenosas

Previna-se contra a hepatite viral

- Não partilhe seringas, agulhas, lâminas de barbear e outros materiais perfuro-cortantes

- Consumir água e alimentos limpos e de boa procedência

- Pratique sexo seguro, com preservativos

- Vacine-se contra as hepatites B, C e D

Entenda a leucemia, doença que acometeu a atriz Drica Moraes

No início de fevereiro a atriz Drica Moraes foi internada com problemas de saúde. Após uma bateria de exames os médicos confirmaram o diagnóstico da atriz: leucemia. Imediatamente ela começou o tratamento com sessões de quimioterapia e desde então seu quadro tem melhorado.

De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a atriz é um dos 9.580 brasileiros que vão desenvolver este tipo de câncer em 2010. Quando uma figura pública revela que está com leucemia surge uma dúvida: o que é, realmente, essa doença?

Leucemia

Para entender como a leucemia ataca o corpo humano, precisamos entender o nosso sangue. Existem três tipos de células na corrente sanguínea: os glóbulos vermelhos (ou hemácias, que transportam oxigênio para todo o corpo), os glóbulos brancos (responsáveis pela defesa do organismo contra agentes estranhos) e as plaquetas (que cuidam da coagulação do sangue). Essas células são produzidas dentro da medula óssea – um tecido localizado no interior dos ossos – a partir de células-tronco.

A leucemia acontece quando existe um desequilíbrio durante essa produção: as células-tronco se multiplicam sem controle e glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas ainda muito imaturos acabam caindo na corrente sanguínea. Como as células não estão prontas para exercerem suas funções, o organismo fica predisposto a desenvolver infecções, hemorragias e anemia.

Como identificar a doença

Por se manifestar de várias formas, a leucemia não é uma doença fácil de ser identificada. Os sintomas – como manchas arroxeadas pelo corpo, sangramentos, anemia e infecções – manifestam-se após o desenvolvimento do câncer, quando as células imaturas já estão em circulação pelo organismo. “Normalmente o diagnóstico é feito quando o hemograma apresenta alterações – número de leucócitos muito alto ou muito baixo, anemia, plaquetas baixas”, explica a médica Yana Novis, coordenadora do Serviço de Onco-Hematologia do Hospital Sírio-Libanês. A partir desse momento o paciente deve buscar a orientação de um médico hematologista, especializado em doenças sanguíneas, que irá indicar exames específicos para detalhar a doença e iniciar o tratamento.

Tratamento

O tratamento da leucemia varia de acordo com a forma como a doença se manifesta. No entanto, possui um ponto em comum: todo o tipo de leucemia é tratado a partir da quimioterapia, que vai destruir as células leucêmicas, para que a medula volte a produzir células normais. Existem, basicamente, dois tipos de leucemia: a Leucemia Linfoide Aguda (LLA) e a Leucemia Mielóide Aguda (LMA), mas o tratamento sempre parte da quimioterapia, afirma Yana Novis.

Câncer de pâncreas tem novo tratamento

Cientistas do Cambridge Research Institute, no Reino Unido, descobriram através de pesquisas em ratos com tumores pancreáticos que um tratamento composto de cloreto de gemcitabina e IPI-926 resultaram no aumento da quantidade de vasos sanguíneos dentro do tumor, ocorrendo uma distribuição maior da gemcitabina e retardando o avanço do câncer.

Há alguns anos foi lançada uma nova linha de drogas que são inibidoras da angiogênese, ou seja, as drogas que inibem a formação de vasos fariam com que os tumores sofressem de má nutrição e tivessem dificuldade de manifestar metástases. “Utilizar uma droga que estimula a angiogênese, com a finalidade de melhorar o acesso a uma droga para ser tóxica ao tumor, é a primeira vez que vejo”, afirma Dr. Luiz Antonio Negrão Dias, oncologista do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP. “Creio que os vasos que são estimulados para facilitar a entrada da droga também facilitam a saída de células do tumor para desenvolverem metástases à distância, até porque os vasos neoformados pelo tumor servem para trazer o sangue e levá-los na corrente sanguínea sequente”, analisa o oncologista sobre o novo tratamento.

Os tumores do pâncreas possuem poucos vasos sanguíneos e, por isso, não possuem muitas vias para a distribuição dos medicamentos contra o câncer. Os tumores produzem dentro deles fatores de crescimento para proliferação vascular, ou seja, os tumores têm a capacidade de produzir vasos que servem para trazer a irrigação sanguínea útil para nutri-los; os chamados angiogêneses. “Alguns tumores apresentam angiogênese com mais intensidade e produzem uma maior quantidade de vasos, são bem vascularizados, e muito mais sangrantes. Outros produzem em quantidade mínima e são pobres na formação vascular, o que ocasiona uma dificuldade para entrada dos nutrientes e esses tumores acabam sofrendo necrose ou ulceração na sua região central por causa de má nutrição”, esclarece o oncologista do IOP. Entretanto ele afirma que essas são características dos diversos tipos de tumores. Podemos encontrar tumores de pâncreas pouco produtores de vasos até tumores ricos em vasos.

O câncer de pâncreas está entre os tumores mais letais que existem, no mesmo nível de câncer de pulmão, câncer de esôfago, melanoma maligno, entre outros. Isso ocorre por dois fatores: pela própria agressividade biológica do tumor e porque geralmente o diagnóstico é tardio.

O tratamento padrão da doença é feito com o cloridrato de gemcitabina, que garante mais algumas semanas de vida ao paciente. “O câncer de pâncreas é silencioso, geralmente quando manifesta sintomas já é tumor avançado”, conta Dias. As expectativas de cura para os pacientes com câncer são remotas, por ser, a grande maioria, diagnosticada em fase avançada, com sobrevida média de 8 a 12 meses. Os que são diagnosticados em fase precoce, pequenos, geralmente sem sintomas, em que a cirurgia curativa é possível de ser feita, apesar de suportarem um pós-operatório de uma cirurgia radical e extensa, têm sobrevida de 5 anos (apenas 40%) em média.

Celular em excesso pode dar alergia

Estudo recente divulgado pela Associação Britânica de Dermatologistas aponta que o uso em excesso de telefone celular pode causar irritações à pele na região da orelha, bochecha e também nos dedos. Ainda há a suspeita, não confirmada, de que a radiação eletromagnética do aparelho possa causar danos ao cérebro.

 

Denominada de dermatite do celular, as lesões ocorrem devido à presença do níquel, metal comum na natureza, mas que o contato excessivo com a pele humana pode provocar reações alérgicas em algumas pessoas. Além do minério, a borracha e a pintura do celular podem ser os outros vilões.

 

O uso seguido por dias e horas teria o poder de causar manchas vermelhas, placas na pele além de coceira insistente. Dessa forma, o bom senso no uso do celular é a melhor prevenção. Porém, o aparelho telefônico não é o único vilão. Peças mais femininas, como bijuterias, cintos e pulseiras contam com o níquel, e também podem causar essas irritações na pele. 

 

Fonte: Dermatologia.net

Transplante de medula óssea curou Aids

O hematólogo alemão Gero Hutter explicou detalhes sobre a cura da Aids de um paciente da clínica universitária da Charité, em Berlim, após o transplante de medula óssea de um doador imune ao vírus HIV.

 

A equipe de Hutter pré-selecionou 80 possíveis doadores de medula em busca de alguém que fosse imune ao vírus, fato que na Europa é possível apenas entre 1% e 3% dos habitantes. Após a realização de exames, o doador ideal foi encontrado. Ele apresentava uma mutação genética natural que imuniza contra a maioria das variantes do vírus.

 

O transplante de medula óssea foi realizado e o paciente, um norte-americano de 42 anos, venceu a leucemia e está há quase dois anos sem anticorpos do vírus HIV no sangue nem nos órgãos vitais, fato inédito até agora na história da medicina. Os diretores da universidade apontaram que o caminho é longo para saber se esse processo pode curar realmente a Aids. 

 

Fonte: Estadão

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