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Exercícios físicos podem prevenir câncer de mama

As aulas de educação física na escola podem ter uma grandiosa importância na vida adulta das mulheres. Diversas pesquisas presentes na literatura médica atual sugerem que o exercício físico durante a infância pode diminuir as chances de desenvolver câncer de mama em mulheres adultas.

José Clemente Linhares, médico oncologista do hospital Erasto Gaertner, em Curitiba (PR), explica que o fato se dá pelo retardo da menarca, a primeira menstruação da mulher, por meio de exercícios: “a atividade física diminui os níveis de estrogênio e parece ser este o mecanismo de ação. No caso das crianças, retarda o início da primeira menstruação e, portanto, diminui o período da vida durante o qual a mulher está exposta aos hormônios”. Essa diminuição do contato com os hormônios ao longo da vida da mulher seria fundamental para prevenir a neoplasia.

Porém, é preciso dizer que a convivência com os hormônios não é necessariamente maléfica. Desde que indicados corretamente, o uso artificial de hormônios, seja por meio de anticoncepcionais, seja pela reposição hormonal a qual as mulheres geralmente são submetidas após a menopausa, pode trazer benefícios. Estudos apontam que há uma diminuição no risco de câncer de ovário para o uso da pílula e no câncer de cólon para a reposição hormonal. O risco de desenvolver câncer de mama, entretanto, é presente. Além dos anticoncepcionais, existe, para a reposição hormonal, um aumento discreto, segundo o médico, nos riscos da doença para um tratamento maior do que cinco anos.

Linhares explica ainda que o retardo da menarca pode ser feito de forma medicamentosa para tratar algumas condições específicas, como a menarca precoce, condição que pode ser detectada na infância através de sinais clássicos da puberdade, como crescimento dos seios e surgimento de pelos pubianos. Mas este não é o caso. “Quando falamos do retardo da menarca com exercícios físicos, estamos falando de uma intervenção natural e fisiológica. Não há sentido nem benefício em fazê-lo de forma medicamentosa para prevenção do câncer”.

A importância dessas informações, segundo Linhares, é agregar quadros reconhecidamente potencializadores do câncer às chances de risco da doença. “Não existem causas conhecidas para o câncer da mama. O que existem são fatores que aumentam este risco, sendo o câncer na verdade uma doença multifatorial”, afirma, e aponta alguns desses fatores, como tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, dieta rica em gordura animal, além da menarca precoce e da menopausa tardia. O médico ainda ressalta que mulheres que não tiveram filhos, ou tiveram o primeiro filho depois dos trinta anos, além daquelas que apresentam histórico familiar de câncer nos ovários, mama ou cólon também têm maior chance de desenvolver tumores mamários.

Saiba mais sobre o neuroblastoma infantil

O neuroblastoma é uma das neoplasias infantis mais recorrentes junto com as leucemias e outros tumores do sistema nervoso central, sendo responsável por 8 a 10% dos casos de câncer em crianças. Com idade média de diagnóstico em torno dos dois anos, a doença é caracterizada por um tumor maligno localizado na crista neural, o conjunto de células do embrião que dá origem aos sistemas nervosos central e periférico. Segundo o oncologista pediátrico, Renato Nelaragno, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), o neuroblastoma é mais agressivo em adultos, mas os casos da doença em pessoas crescidas é raro. “Todos os tumores de origem embrionária, isto é, das células imaturas do embrião, acometem em geral crianças com menos de cinco anos.”, explica.
A doença possui cinco graus principais de gravidade, desde a localização do tumor ressecado até a metástase do tumor na pele, fígado ou medula óssea. Por isso, diz Nelaragno, a doença pode afetar ou não o desenvolvimento da criança. Enquanto no estágio inicial as crianças apresentam comportamento normal, em níveis avançados pode haver sequelas neurológicas. Como se trata de um câncer originado no embrião, não há meios de prevenir o neuroblastoma, nem há grupos de risco, porém, segundo o pediatra, pode haver associação com algumas síndromes genéticas, como neurofibromatose e doença de Hirschprung. Porém, as causas da doença ainda são desconhecidas.
Alguns sintomas são apontados por centros especializados. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) destaca a formação de massa ou aumento do volume no abdômen. Já o portal de Oncopediatria do núcleo de Saúde Digital do Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LSI/ Poli-USP) aponta outros sintomas como dor nos ossos, olhos saltados com manchas escuras ao redor.
O tratamento e a cura da doença são condicionados principalmente pelo estágio e pela idade da criança, segundo Nelaragno: “em estágios iniciais ou em crianças com menos de um ano de idade as possibilidades de cura são altíssimas, já crianças maiores tem chances menores principalmente se já houver metástases.” Segundo o médico, não existem estimativas específicas sobre a incidência da doença no Brasil.

O neuroblastoma é uma das neoplasias infantis mais recorrentes junto com as leucemias e outros tumores do sistema nervoso central, sendo responsável por 8 a 10% dos casos de câncer em crianças. Com idade média de diagnóstico em torno dos dois anos, a doença é caracterizada por um tumor maligno localizado na crista neural, o conjunto de células do embrião que dá origem aos sistemas nervosos central e periférico. Segundo o oncologista pediátrico, Renato Nelaragno, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), o neuroblastoma é mais agressivo em adultos, mas os casos da doença em pessoas crescidas é raro. “Todos os tumores de origem embrionária, isto é, das células imaturas do embrião, acometem em geral crianças com menos de cinco anos.”, explica.

A doença possui cinco graus principais de gravidade, desde a localização do tumor ressecado até a metástase do tumor na pele, fígado ou medula óssea. Por isso, diz Nelaragno, a doença pode afetar ou não o desenvolvimento da criança. Enquanto no estágio inicial as crianças apresentam comportamento normal, em níveis avançados pode haver sequelas neurológicas. Como se trata de um câncer originado no embrião, não há meios de prevenir o neuroblastoma, nem há grupos de risco, porém, segundo o pediatra, pode haver associação com algumas síndromes genéticas, como neurofibromatose e doença de Hirschprung. Porém, as causas da doença ainda são desconhecidas.

Alguns sintomas são apontados por centros especializados. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) destaca a formação de massa ou aumento do volume no abdômen. Já o portal de Oncopediatria do núcleo de Saúde Digital do Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LSI/ Poli-USP) aponta outros sintomas como dor nos ossos, olhos saltados com manchas escuras ao redor.

O tratamento e a cura da doença são condicionados principalmente pelo estágio e pela idade da criança, segundo Nelaragno: “em estágios iniciais ou em crianças com menos de um ano de idade as possibilidades de cura são altíssimas, já crianças maiores tem chances menores principalmente se já houver metástases.” Segundo o médico, não existem estimativas específicas sobre a incidência da doença no Brasil.

Como aliviar a dor do câncer em crianças?

A grande maioria dos tratamentos oncológicos é reconhecidamente dolorosa e angustiante. São punções, quimioterapias com fortes efeitos colaterais e cateteres que aumentam o sofrimento de quem vive essa realidade. De todos os pacientes tratados, as crianças são as que necessitam de um suporte familiar e psicológico maior, em parte por nem sempre entenderem o processo do tratamento. A psicóloga do hospital infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba, Dra. Marisley Borba Paludo, explica que a dor e a longa duração dos tratamentos tornam a vida da criança muito difícil. “Elas sentem falta de casa, da escola e dos amigos, pelo convívio social limitado”, diz, e acrescenta que, se não houver uma aceitação ao tratamento por parte dela, surgem sentimentos de inferioridade, negação e raiva, até mesmo entre os familiares.

A família, aliás, tem um papel muito importante nesses casos, segundo a psicóloga: “É muito importante que os pais não neguem a dor da criança, tanto a física quanto a psíquica.”. Ela indica ainda algumas técnicas usadas pelos pais para aliviar parte desse sofrimento, como distrações, relaxamentos e diários da dor, além de lidar com a ansiedade. Já os profissionais multidisciplinares que fazem acompanhamentos psicológico e médico com o paciente também têm suas próprias técnicas. A Dra. Paludo explica que cada fase da doença necessita de um cuidado especial. “Quando não se tem certeza sobre a doença e se desconhece o tratamento, o período é de muita ansiedade e um dos momentos mais difíceis para a família. Mas as fases de diagnóstico, tratamento, cuidados paliativos e a vida pós-doença também devem ser trabalhadas com suas peculiaridades”, relata. A equipe também é responsável por escutar as angustias e ansiedades do paciente e da família, além de ensinar aos pais as técnicas que eles usarão independentemente.

Finalidade

O objetivo do acompanhamento psicológico aos pais e pacientes não é negar a dor, mas aceitar o diagnóstico para que o tratamento possa ser melhor aproveitado. “Sempre quando se há diagnóstico de câncer, o impacto na vida social e familiar é muito grande. Estes pacientes revêem suas posturas e tem um outro olhar sobre o modo de viver”, explica a Dra, que enxerga a aceitação dos pacientes como uma valorização diferente da vida, “como uma segunda chance”, afirma.

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