Segundo artigo publicado no Archives of Internal Medicine o consumo de carne vermelha está associado ao risco elevado para câncer de mama.
Estudos mostram que mudanças no hábito alimentar, incluindo aumento na ingestão de gorduras e calorias, e o crescimento da obesidade sejam as causas do aumento dos casos de câncer de mama, bem como da reincidência da doença.
Pesquisadores afirmam que o excesso de gordura dietética (carne vermelha) aumenta a produção de hormônios especialmente do estrogênio, responsável pelas alterações das células cancerígenas.
Os resultados foram retirados do Nurse’s Health Study II , de origem norte-americana, que reúne 116.671 enfermeiras, cujos hábitos de vida e o histórico médico vêm sendo acompanhados desde 1989. A análise sobre o consumo de carne vermelha e o risco de câncer incluiu apenas mulheres na pré-menopausa, abrangendo um total de 90.659 enfermeiras.
As enfermeiras foram observadas durante 12 anos. Nesse período, 1021 desenvolveram câncer invasivo de mama. A associação entre o maior consumo de carne vermelha e a incidência de cânceres de mama foi observada em tumores positivos para receptores de estrógeno e progesterona (ER+/PR+) e não em tumores negativos para esses receptores. Os cânceres de mama são classificados atualmente segundo a expressão ou ausência da expressão de receptores hormonais.
Segundo a Dra. Vanessa Dreher, Nutricionista do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), somente retirar a carne vermelha da dieta não vai evitar o aparecimento de células cancerígenas. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras, isenta de frituras e gorduras e com aumento da ingestão de líquidos, associada à prática de atividade física, auxilia na prevenção do câncer de mama. Porém, “não se podem descartar fatores emocionais e genéticos”, conclui.
