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18/06/2009

Câncer e a luta do vice-presidente José Alencar

O vice-presidente da República, José Alencar, luta contra o câncer desde 1997. Em janeiro de 2009, ele passou por uma cirurgia para a retirada de tumores no abdome. No início de maio, exames comprovaram a volta dos tumores.

A Dra. Clarice Yamanouchi, oncologista do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), explica que, mesmo com a retirada do sarcoma e com o tratamento, a doença do câncer pode voltar como foi o caso do vice-presidente. “Isto ocorre pelo fato de muitas vezes ficarem as “raízes”, isto é, permaneceram células cancerosas (não visíveis a olho nu) e que estas se reproduzem rapidamente, sem dar chances para nosso sistema imunológico ou outros mecanismos como a quimioterapia controlar a proliferação da doença”.

Orientado por seu médico, José Alencar foi para Houston, nos Estados Unidos, fazer um tratamento experimental com remédios contra o câncer que ainda estão em fase de testes. Diferentemente da quimioterapia, o medicamento utilizado ataca apenas as células que provocam o tumor, evitando que elas continuem a agir.

Novos remédios

A quimioterapia e a radioterapia têm sido aliadas muito valiosas no controle do câncer. “Cada vez mais, novas drogas com menos efeitos colaterais deletérios têm contribuído no controle destas doenças. Ocorre que nem sempre conseguimos um controle completo, devido à capacidade de estas células malignas adotarem meios de sobreviverem ao tratamento e desenvolverem mutações”, explica a oncologista Clarice Yamanouchi.

Segundo o Dr. Johnny Francisco Cordeiro, diretor e oncologista responsável do IOP, o procedimento ao qual o vice-presidente foi submetido é um tratamento com droga experimental, ainda não divulgada, que se encontra em avaliação de segurança e eficácia. “Portanto nada se pode concluir baseado nas informações disponibilizadas” relata.

Todos os tratamentos hoje disponíveis devem passar por várias fases de pesquisa clínica para serem considerados como tratamento padrão. “Cada caso deve ser avaliado individualmente, e qualquer inferência poderá ser inadequada”, alerta o diretor do IOP.

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