Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, neste ano, 49.240 brasileiras vão descobrir que têm câncer de mama. Dessas, 37 mil serão bem sucedidas no tratamento através da quimioterapia ou extração da mama e 12 mil não resistirão à doença. O número de vítimas vem crescendo ano a ano. Em 1990 foram registrados 5.760 óbitos e, em 2008, o número saltou para 11.860 mortes.
De acordo com a mastologista do Hospital A. C. Camargo, Maria do Socorro Maciel, o resultado da pesquisa do Inca se deve ao fato das mulheres estarem melhor informadas sobre a importância da realização de exames, como a mamografia, que é o padrão ouro para diagnosticar lesões nas mamas. “Como aumentou o número de mulheres diagnosticadas, consequentemente, o número de mortes notificado é também maior”, diz.
Para reverter este quadro, Maria do Socorro incentiva práticas de atividades físicas, adoção de alimentação saudável, realização de mamografia para as mulheres a partir dos 40 anos, evitar a reposição hormonal indiscriminada, amamentar e chamar a atenção das mulheres com histórico familiar da doença para que façam seus exames mais cedo. “Isso propiciará um diagnóstico precoce e, consequentemente, um tratamento menos complexo e com maior possibilidade de cura”, explica.
Câncer de mama em números
- É o tipo de câncer mais frequente no mundo.
- Estima-se que 49.240 novos casos apareçam no Brasil em 2010.
- A incidência da enfermidade é de 49 casos a cada 100 mil mulheres.
- A mamografia é recomendada a cada dois anos em mulheres que tem entre 50 e 69 anos, conforme orientação do Inca.
- O exame clínico anual deve ser feito por mulheres com idade entre 40 e 49 anos.
