Você está em

Blog Dicas de Saúde

07/07/2010

Câmaras de bronzeamento artificial duplicam chances de melanoma

Não é de hoje que as câmaras de bronzeamento artificial são consideradas vilãs da saúde pelo alto risco de câncer de pele que elas proporcionam. A Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou recentemente este tipo de bronzeamento entre os agentes cancerígenos mais perigosos para a saúde pública, junto ao tabaco e ao gás mostarda, usado na Guerra do Vietnã. Porém, até então, o malefício desse tipo de aparelho nunca havia sido quantificado. Em junho de 2010, uma pesquisa da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, demonstrou que o uso das câmaras de bronzeamento duplica as chances de se desenvolver melanoma e outras doenças de pele, não importando o tipo de pele e a sensibilidade à luz.

O dermatologista, Guilherme de Almeida, diz que o bronzeamento artificial é cinco vezes mais prejudicial à saúde do que a radiação que se absorve com o sol do meio dia em um dia de verão. “Uma única aplicação aumenta o risco de melanoma em 15%. E seu uso antes dos 35 anos pode aumentar em até 75% a incidência desta doença”, afirma. Ele explica que a radiação solar que atinge a superfície terrestre é composta por raios ultravioleta, do tipo UVA, UVB e UVC. Dos três tipos, o que passa com mais facilidade é o UVA, e é justamente esse usado em câmaras de bronzeamento. A OMS determinou a periculosidade do aparelho com base em um artigo do famoso periódico médico The Lancet Oncology, que apontou esse tipo de raio ultravioleta como o com maior potencial para causar melanoma.

No Brasil, o uso das câmaras de bronzeamento artificial é regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou a proibição do aparelho no país, em uma medida polêmica que gerou bastante aceitação por parte da comunidade acadêmica e protestos por usuários do tratamento estético. Os aparelhos também podem ser usados para tratamentos de doenças como vitiligo e psoríase, explica Almeida, mas, ainda assim, não são seguros ou saudáveis. O paliativo para esse tipo de tratamento, no caso, é o controle. “Existem aparelhos de uso médico para estas e outras doenças que são monitorizadas por uma equipe médica que calcula a dose de cada paciente, o número de sessões e define o tipo de luz a ser usada”, afirma o médico. E completa dizendo que atualmente existem aparelhos com um espectro mais curto e definido de luz a fim de minimizar os efeitos colaterais para o paciente.

O risco do bronzeamento em câmaras não se restringe só ao câncer de pele. O dermatologista explica que, além do melanoma e dos carcinomas basocelular e espinocelular, pode contribuir para o surgimento de doenças oculares, como a catarata, e para deprimir o sistema imunológico, o que pode levar a outras doenças. E não é tudo. “O bronzeamento também pode ser um fator desencadeante ou agravante de doenças como lúpus eritematoso, porfiria, pelagra, xeroderma pigmentoso, urticária solar entre outras”, relata Almeida, que acrescenta que a radiação também pode reagir a medicamentos orais ou tópicos e causar danos à pele. O médico finaliza: “por tudo isso, não faça bronzeamento artificial”.

Poste seu comentário também:

Para continuar é preciso informar:



*
*
*
Reload Image CAPTCHA Image

Indique para um amigo

Medicamentos
Por nome
Por especialidades
Por doenças
Por princípio-ativo
Pacientes
Blog Dicas de Saúde
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Prof. de Saúde
Central do Conhecimento
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Laboratórios
Vantagens
Meu Cadastro
Central de Ajuda
MEDICSUPPLY
Notícias
Contato
Pacientes
Profissionais de saúde
Laboratórios
Trabalhe conosco
BlogBlogs.Com.Br