Quem gosta de café tem agora um motivo a mais para justificar sua paixão. Um novo estudo divulgado em maio de 2011 na revista especializada Breast Cancer Research afirma que mulheres que bebem café têm menores possibilidades de desenvolver câncer de mama do tipo agressivo, aquele câncer com receptores de estrogênios negativos e que não respondem a certos fármacos.
O estudo foi levado a cabo pelo Instituto Karolinska de Estocolmo, na Suécia, observou 6 mil mulheres que entraram na menopausa. Levou em consideração a quantidade de café ingerida: as que bebiam cinco ou mais xícaras de café ao dia mostraram um risco 57% menor de desenvolver esse tipo de câncer que as que bebiam menos de uma xícara. Porém, não foi divulgada qual a propriedade do café que estava causando tal benefício.
Alimentos do bem
A interação do café com o corpo humano vem sendo analisada há muitos anos. São inúmeras pesquisas que levantam seus benefícios para prevenir doenças, mas também apontam potenciais riscos para a saúde, pela alta dose de cafeína que a bebida contém. Segundo o nutricionista da área de alimentação e câncer do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Fábio Gomes, um dos maiores problemas é a dependência que a cafeína causa. “O Comitê Olímpico Internacional já considera a cafeína, acima de certas doses, uma droga para alguns atletas. Apesar de estimular, ela compromete a coordenação motora fina”, alerta.
Ainda de acordo com o especialista, existem outros alimentos com os mesmos compostos benéficos do café, mas sem as consequências que ele causa, como o própolis e outras frutas e verduras. “Excepcionalmente, não foi possível inferir da pesquisa do instituto de Estocolmo qual a substância do café que ajuda a prevenir o câncer de mama, para que se possa fazer uma análise e dizer que em tal alimento também é possível encontrar essa substância, ou qual modo de beber o café ajuda a prevenir o câncer”, ressalta o nutricionista.
Nutrição e saúde
Na visão dos especialistas em nutrição e profissionais da saúde, o mais importante para manter um corpo saudável e livre de doenças é ter hábitos de vida saudáveis. E isso inclui uma alimentação diversificada. Fábio Gomes ressalta que não existem alimentos milagrosos. “É importante evitar valorizar um alimento como superalimento, como aquele que vai salvar a pátria”, alerta.
Isso cabe também para as frutas e verduras. De nada adianta uma dieta rica em vegetais se eles não são variados: “se você consume só um alimento, o efeito dele no organismo é menor. Tem que consumir em conjunto com outros para fazer uma combinação benéfica e potencializar a sua ação”, complementa o nutricionista.
