A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderá proibir o uso das câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos devido ao risco de provocar câncer de pele.
Isto porque a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou o procedimento como “cancerígeno para humanos”.
A conclusão partiu de um grupo de 20 especialistas que identificou que o risco de câncer de pele aumenta em cerca de 75% quando as pessoas começam a usar câmaras de bronzeamento antes dos 30 anos.
Para a dermatologista, Dra. Márcia Sacoman Kszan, essa pesquisa ajudou a comprovar um fato que os médicos já conheciam na prática. “Sabemos que a intensidade de radiação na câmara de bronzeamento atinge um nível maior em menor tempo se comparado ao sol. Trinta minutos de bronzeamento, por exemplo, é equivalente a um dia inteiro de sol. Entretanto, não tínhamos um estudo comprovando os danos desse procedimento e nem os percentuais que foram apresentados com relação direta à incidência do câncer de pele”, explica a Dra. Márcia. “Por saber daquela informação, nós dermatologistas sempre desaconselhamos as câmaras de bronzeamento”, conclui.
No Brasil, há alguns anos a Sociedade Brasileira de Dermatologia tenta proibir o uso da câmara de bronzeamento, bem como mudar a classificação de filtro solar de cosmético, para medicamento e consequentemente torná-lo mais barato e acessível; porém, até então a vigilância sanitária somente exigia um atestado médico para se fazer bronzeamento. “O problema é que quem dava este atestado era um médico clínico e não um Dermatologista”, esclarece Sacoman Kszan.
Como funciona o bronzeamento artificial
Os raios UVA emitidos pelas câmaras de bronzeamento estimulam a produção de melanina, substância que dá a coloração mais escura da pele. É justamente essa radiação UVA que está relacionada a um maior risco de melanoma, considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele.
A exposição às lâmpadas ultravioletas das câmaras de bronzeamento artificial aumenta os riscos de câncer de pele, porque o ultravioleta, tanto do sol quanto das câmeras, danifica as células, e com a repetição deste dano, somado a tendência genética, poderá causar um câncer de pele.
Por que usar filtro solar sempre?
Para manter uma pele sempre bonita e saudável a recomendação é para que as pessoas se protejam da radiação solar e que não utilizem câmaras de bronzeamento que podem, inclusive, aumentar o risco de danos à pele.
Para os especialistas, o uso de protetor solar deve ser diário. Há inúmeros produtos disponíveis no mercado. Informe-se com o seu médico sobre qual o filtro solar mais indicado para o seu tipo de pele.
A recomendação para as pessoas de pele clara, mas que querem ter a pele morena através do bronzeamento, é usar os cremes bronzeadores (bronzeadores sem sol), “este por enquanto é o único meio seguro de bronzeamento artificial”, afirma a dermatologista.
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