O elemento químico bisfenol-A foi proibido na União Europeia para a fabricação de mamadeiras plásticas. Essa restrição foi feita porque estudos relatam que essa substância teria potencial cancerígeno, além de provocar efeitos adversos no desenvolvimento físico, comportamental e neurológico de crianças. Tudo isso porque ele se comporta como hormônio no organismo.
O bisfenol-A é uma substância utilizada em plásticos e resinas produzindo materiais denominados como policarbonatos, muito úteis para a indústria por serem moldáveis quando aquecidos. Além dos estudos realizados em humanos, em animais o componente também revelou alterações na próstata e no trato reprodutivo masculino.
Também conhecido como BPA, a União Europeia disse em um comunicado que a decisão de proibição do uso deve-se ao temor de que esse elemento afete o desenvolvimento, o sistema imunológico e possa causar câncer em crianças. Com isso, a fabricação de mamadeiras com bisfenol-A será proibida a partir de março de 2011 e a importação ou comercialização, a partir de junho.
Brasil ainda permite a utilização do BPA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite no Brasil a utilizaçã da substância dentro do limite de 0,6 mg para cada quilo de embalagem. De acordo com a Anvisa, a agência “acompanha a discussão e estudos internacionais sobre o tema”, porém, não há previsão de discussão sobre o bisfenol.
