Na eletrônica e na informática, os chips são pequenos circuitos integrados, capazes de armazenar e processar dados. Na medicina, os biochips (ou lab-on-a-chip, como são conhecidos em inglês), podem ser capazes de executar as mesmas funções de um laboratório, tudo numa pequena pastilha de silício. A inovação que os biochips podem trazer é a realização de diagnósticos e exames com apenas uma gota de sangue ou outro fluido corporal, sem a necessidade da estrutura de um grande laboratório.
Atualmente, é possível a construção de chips com mais funções e maior poder de processamento, sem aumentar seu tamanho. Assim, os pequenos biochips, ainda em fases iniciais de desenvolvimento, são uma realidade cada vez mais próxima, com um grande potencial. O esforço de várias instituições europeias, entre empresas e universidades culminará na fabricação de biochips mais potentes e versáteis em pouco tempo.
As pesquisas realizadas atualmente pretendem integrar uma fonte de luz no circuito do biochip, possibilitando a análise química e biológica através da luz, assegurando a precisão das análises realizadas. Os primeiros protótipos construídos deverão possuir fontes integradas de luz, já voltados para o uso médico. Os pesquisadores preveem que poderá ser desenvolvido um dispositivo de baixo custo, portátil e descartável, para auxílio no diagnóstico de doenças.
