Mulheres que tiveram sobrevida a algum tipo de câncer na infância devem ser aconselhadas a amamentar, quando possível. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelo St. Jude Children´s Research Hospital, em Memphis (EUA), publicado no último dia 21 de janeiro. O estudo aponta que a amamentação pode ajudar mulheres que sofreram algum tipo de câncer durante a infância. De acordo com os resultados, a amamentação exerce boas influências na densidade mineral dos ossos, fatores de risco de síndromes metabólicas, doenças cardiovasculares e tumores secundários.
Segundo uma das pesquisadoras e líderes do estudo, Susan Ogg, além de serem aconselhadas a comer muitas frutas e vegetais, não fumar, usar protetores solares, praticar sexo seguro e fazer exercícios físicos regulares, as mulheres que sobreviveram a um câncer infantil devem ser encorajadas a amamentar seus filhos. “Isso porque a amamentação pode ajudar a preveni-las de uma série de problemas decorrentes do tratamento do câncer”, explica.
O estudo aponta ainda que é frequente que pacientes vítimas de câncer infantil apresentem problemas para terem filhos ao chegar a idade adulta, devido as limitações trazidas pela doença ou pelo próprio tratamento da doença. Estima-se que de cada 640 jovens adulto, de 20 a 39 anos de idade, 80% serão sobreviventes de câncer.
Hormônios
De acordo com os pesquisadores, sobreviventes de câncer infantil enfrentam maiores riscos de desenvolver câncer na idade adulta. Segundo a pesquisa, nas mulheres esse risco é ainda maior devido ao câncer de mama. No entanto, a amamentação esta relacionada diretamente com uma redução significativa nos riscos desse tipo de câncer. Porém, algumas não conseguem produzir leite materno. Em mulheres que passaram por terapias que afetam o nível de hormônio do crescimento – responsável pelo crescimento das mamas –, o problema é mais comum.
