Que a dopamina exerce um importante papel como neurotransmissor, ou seja, uma substância química produzida no cérebro capaz de conduzir e transmitir uma informação de um neurônio a outro, isso ninguém discute.
Até então, estudos indicavam que a dopamina tem diversas funções, podendo exercer influência sobre o comportamento, a atividade motora, a motivação, a sensação de recompensa, a produção de leite, a regulação do sono, o humor, a ansiedade, a atenção, o aprendizado, entre outros.
No entanto, pesquisas recentes realizadas com camundongos demonstraram que a famosa relação da dopamina com o prazer pode estar equivocada.
Na pesquisa, o déficit de dopamina nos roedores fez com que eles passassem dias sem comer e se movimentar. Com isso, em poucas semanas eles acabavam morrendo de fome.
Em um encontro da Sociedade para Neurociência, realizado em outubro em Chicago, chegou-se à conclusão de que a dopamina tem menos a ver com prazer e recompensa e mais com impulso e motivação. Dessa forma, a dopamina estaria relacionada à atitude provocada por uma determinada situação, seja essa situação boa ou ruim.
Essa substância também está associada ao Mal de Parkinson e à Esquizofrenia.
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