Você está em

Blog Dicas de Saúde

Vírus da hepatite E é detectado pela primeira vez no Brasil

A detecção da hepatite E, uma das formas virais da doença, pode se tornar mais acessível no Brasil. Um estudo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), parte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi capaz de detectar, pela primeira vez no país, a presença do agente causador da doença em um paciente brasileiro. A descoberta é importante porque, até então, a doença só era detectada de acordo com a presença de anticorpos específicos produzidos pelo organismo para combater a doença. É o que diz Raimundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).

Segundo ele, a descoberta faz o diagnóstico muito mais preciso: “esta técnica comprova que o vírus está se replicando no organismo. Os anticorpos mostram apenas o contato prévio com o vírus, mas não distingue uma infecção passada e resolvida de uma infecção em curso”. Segundo Paraná, a técnica usada, denominada polimerase em cadeia, já era validada para outras viroses e foi adaptada para as características da hepatite E.

A detecção do vírus também permitiu aos pesquisadores comparar o sequenciamento genético do agente encontrado nos humanos ao encontrado em porcos criados no Brasil. Segundo o especialista, embora a forma de transmissão ainda seja controversa, os suínos são os principais hospedeiros da hepatite E. “Uma suspeita é o consumo da carne de porco de criatórios sem higiene, fato hoje mais raro no Brasil pela profissionalização da nossa pecuária de corte e o bom nível de higiene dos supermercados. Outra possibilidade seria a contaminação através das fezes destes animais”, explica Paraná.

“Aparentemente a hepatite E é pouco frequente no Brasil, mas estes estudos irão comprovar se estamos certos ao pensar desta forma”, garante o especialista. De acordo com ele, os primeiros casos de suspeita da doença foram identificados na Universidade Federal da Bahia, em 1993, e, posteriormente, outros casos foram detectados no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Inquéritos epidemiológicos indicam uma taxa de contato com o vírus de 2 a 5%, muito pouco se comparamos com o vírus A que é de 70%”, completa.

Sepse mata mais do que trânsito, aponta estatística

A sepse, ou infecção generalizada, é uma reposta inflamatória que pode ser causada por diversos agentes, geralmente a uma infecção. A doença pode ser mais preocupante do que se supunha. Uma estatística publicada pelo Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, feita pela Sociedade de Terapia Intensiva do Estado do Rio de Janeiro (Sotierj), apontou que a sepse mata seis vezes mais que o trânsito no Brasil a cada ano. Os dados comparados são de 2008, quando 34.597 pessoas foram vitimadas por acidentes nas estradas do país, contra os 300 mil pacientes que morreram de infecção generalizada.

De acordo com Fábio Guimarães Miranda, chefe do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Federal dos Servidores do Estado no Rio de Janeiro, os dados sobre as mortes por sepse no Brasil não são mais precisos por falta de estrutura organizacional. Sobre o alto índice de mortalidade, ele afirma: “as causas para isso são muitas, mas a principal é o desconhecimento da doença por parte da população leiga, das autoridades sanitárias e, principalmente, dos médicos em geral. Os médicos deveriam ser treinados e orientados para aprimorar o reconhecimento da doença, o que, às vezes, é tarefa difícil, e os hospitais deveriam ter protocolos de agilização do seu tratamento”.

Equipamentos nos hospitais e formação adequada para os profissionais de saúde

Sobre a carência dos hospitais, Miranda comenta ainda a importância das CTIs, onde há equipamentos adequados para monitorar o estado do paciente e equipe médica e de enfermagem aptos. “Nosso hospitais, principalmente os públicos, necessitam urgentemente de mais e melhores leitos de CTI. Os médicos especializados em terapia intensiva, os intensivistas, deveriam ser mais bem remunerados e trabalharem em melhores condições”, diz, e acrescenta ainda a necessidade de cursos e palestrar para a comunidade médica, a fim de elucidar o assunto.

Já sobre a dificuldade dos médicos em reconhecer a doença, o especialista explica que a sepse se manifesta de várias maneiras e que isso pode atrasar ou atrapalhar o diagnóstico: “se o médico não tiver sempre em mente a possibilidade da sepse, ele pode deixar de diagnosticá-la a tempo. E sempre é importantíssimo o diagnóstico rápido, pois isso determina um resultado melhor, uma taxa de mortalidade menor”.

Ainda de acordo com ele, os sintomas da infecção dependem muito do local de incidência, mas afirma que se deve ficar atento para o aparecimento de mais de um dos sintomas: frequência cardíaca e respiratória aumentadas; febre acima de 38 graus ou hipotermia abaixo de 36 graus; aumento de glóbulos brancos no hemograma; sinais de desidratação; e aumento da glicose e de marcadores inflamatórios no sangue.

Daxas® combate à doença pulmonar obstrutiva crônica

A Medicsupply já disponibiliza para seus clientes o medicamento Daxas® (roflumilast), o primeiro aprovado pelo European Medicines Agency (Emea), órgão fiscalizador da Europa. O fármaco é usado para combater os efeitos da doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc).

A Dpoc é uma doença crônica e irreversível, que ataca os pulmões, danificando os alvéolos ou destruindo-os por completo. Essa doença é causada principalmente pelo enfisema e pela bronquite crônica, por isso é associada diretamente ao tabagismo e também à longa exposição à poeira. Os principais sintomas da doença são a dispnéia, ou falta de ar, fadiga e o encurtamento das fibras musculares do diafragma causada pela hiperinsuflação dinâmica, que é a incapacidade do pulmão de voltar ao seu estado inicial antes da respiração seguinte.

Segundo informações da Nycomed, laboratório responsável pelo fármaco, o roflumilast, princípio ativo do Daxas®, é um inibidor de enzimas, que foi demonstrado ser capaz de inibir também a inflamação típica da Dpoc. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 210 milhões de pessoas no mundo sofram com a doença. Daxas® é administrado por via oral.

Consulte seu médico sobre o uso do medicamento e confira a página do Daxas® no site da Medicsupply.

Ampyra® é o novo remédio para tratar a esclerose múltipla

A Medicsupply já disponibiliza aos seus clientes o Ampyra® (dalfampridine), usado no tratamento à esclerose múltipla. O medicamento foi recentemente aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão fiscalizador dos Estados Unidos.

A esclerose múltipla é uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central (SNC) em adultos jovens, segundo informações da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem). A doença é caracterizada por lesar a bainha de mielina, camada que envolve parte dos neurônios e é responsável por acelerar a transmissão de informações entre o sistema nervoso.

Essa interferência é responsável pelos diversos sintomas que a doença apresenta. Eles se manifestam de acordo com a região do SNC afetado e vão de transtornos visuais, como visão embaçada ou dupla, problemas de fala, equilíbrio e coordenação a transtornos cognitivos e emocionais, como raciocínio e memória comprometidos.

Em estudos prévios, o uso de Ampyra® em animais demonstrou que o medicamento tem a capacidade de bloquear o vazamento de potássio das partes do neurônio que deveriam ser revestidas com a bainha de mielina. Segundo informações do laboratório Acorda, que produz o fármaco, isso reforça o sinal emitido pelo cérebro que passa por essa região. Ampyra® é administrado por via oral.

Informe-se com o seu médico sobre o uso de Ampyra@ e confira a página do medicamento no portal da Medicsupply.

Jevtana® combate o câncer de próstata hormônio-refratário

Já está disponível no portal Medicsupply o medicamento Jevtana® (cabazitaxel) usado no tratamento de câncer de próstata hormônio-refratário (mHRPC, sigla em inglês) e recentemente aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão fiscalizador dos Estados Unidos.

“A comunidade médica especializada em câncer de próstata está eufórica por ter uma nova opção de tratamento para pacientes que sofrem com essa doença, tão difícil de se tratar”, afirmou Oliver Sartor, professor pesquisador da Tulane Medical School, em Nova Orleans. “Jevtana® vai preencher uma lacuna no tratamento crítico à doença, já que é o primeiro tratamento aprovado para pacientes com esse estágio de câncer de próstata hormônio-refratário”, acrescentou. Antes do medicamento, não havia uma segunda linha de tratamento disponível à hormonioterapia e à quimioterapia, primeiras opções para combater o progresso da doença.

De acordo com o laboratório Sanofi-Aventis, que produz o medicamento, Jevtana® é um inibidor de microtúbulos, estruturas protéicas que fazem parte do citoesqueleto das células e é utilizado em combinação com a prednisona para tratar pacientes com mHRPC, previamente tratados com regime baseado em docetaxel, agente antineoplásico usado no combate a diversos tipos de câncer. O medicamento é usado na forma de injeções.

Consulte seu médico sobre o uso de Jevtana® e confira a página do medicamento no portal da Medicsupply.

Estudo associa o consumo de açaí à prevenção do câncer

Nos últimos anos, o açaí, fruto originário da Amazônia, ganhou um espaço especial na dieta dos brasileiros. Conhecido por suas propriedades nutritivas e consumido por esportistas, seus benefícios vão desde sua polpa de alto valor antioxidante, a seu extrato bruto — vasodilatador que ajuda a reduzir a pressão arterial. Foi pensando nisso que a pesquisadora Ana Paula do Espírito Santo e a coordenadora Maricê Nogueira de Oliveira, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveram uma pesquisa que aponta que a incorporação do alimento ao iogurte probiótico (que contém bactérias benéficas ao organismo) pode ajudar a prevenir o câncer.

Segundo Maricê Nogueira, a ideia para o estudo veio da bibliografia específica que apontava para as propriedades do alimento. “Alguns estudos mostraram que o extrato bruto de açaí provocou a vasodilatação e consequente diminuição da pressão arterial em ratos hipertensos, provavelmente com a participação dos compostos fenólicos presentes, especialmente da classe dos flavonóides”, afirma. Ela diz ainda que há indícios significativos de que o consumo regular de alimentos ricos em flavonóides reduz o risco de morte por infarto agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral em idosos, sendo, portanto, mais uma propriedade benéfica do açaí.

Embora ainda faltem ensaios clínicos para confirmar o seu benefício, a coordenadora afirma que a polpa do açaí, quando associado a bactérias probióticas, estimula a produção do ácido linoléico conjugado (CLA, sigla em inglês), um ácido graxo que, em elevada concentração, ajuda a prevenir o câncer. “O consumo de iogurte com açaí, é uma alternativa muito mais saudável que o açaí na tigela”, garante.

A pesquisadora acredita que esse estudo é importante em vários aspectos, tanto pela melhoria na qualidade de vida que alimentos como o açaí em conjunto com o iogurte pode proporcionar, quanto à propagação dos benefícios de frutos nativos na cultura brasileira. “O desenvolvimento de produtos alimentícios funcionais a partir de resíduos da indústria de alimentos, bem como a valorização dos frutos nativos, pode auxiliar na integração dos interesses sociais, econômicos e ambientais”, acredita.

Saiba mais sobre a anemia falciforme

A depranocitose, também conhecida como anemia falciforme, é uma doença hereditária que causa uma má formação nas hemácias, células do sangue responsáveis principalmente por levar oxigênio ao organismo. Clarisse Lobo, hematologista pela Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), explica que a alteração se deve a um tipo anormal de hemoglobina (proteína natural do sistema sanguíneo), denominada hemoglobina S (HbS), que modifica a forma das hemácias, “deixando-as com formato de foice — daí o nome ‘falciforme’ — ao invés da forma habitual que é um disco bicôncavo”. Esse formato da célula dificulta a circulação e pode provocar a obstrução vascular.

A médica afirma que a doença se manifesta a partir dos seis meses de idade e os principais sintomas são crises de dor muscular que podem acometer qualquer parte do corpo, como braços, pernas, abdômen e tórax, infecções como pneumonia, icterícia (pele e mucosas amareladas) e acúmulo de sangue no braço, o chamado sequestro esplênico. Além disso, conta Clarisse, a anemia crônica é outra característica da doença e que o diagnóstico é feito por meio do teste do pezinho.

A hematologista conta que a mutação genética tem origem na África equatorial, por isso, é natural que a prevalência da doença seja entre os afrodescendentes. “Devido à miscigenação da população brasileira, a cor de pele não deve nortear a suspeita da doença, pois é possível encontrar no nosso país pessoas com a pele branca cuja origem genética é africana”, ressalta. Ainda de acordo com ela, a doença é recessiva, o que quer dizer que um homem pode carregar o traço da doença, assintomático, e gerar descendentes anêmicos caso a mãe da criança também tenha o traço. Portanto, a probabilidade de um casal assintomático gerar um filho com depranocitose é de 25%. Sobre a possível prevalência do traço da anemia falciforme ao longo do tempo, Clarisse aposta na resistência do organismo portador da característica a doenças como a malária, em sua forma grave.

Clarisse informa que a prevalência da doença no Brasil depende muito da composição étnica de cada região. “O gene está presente na Bahia em um para cada 600 nascimentos, no Rio de Janeiro em um para cada 1200 e no Rio Grande do Sul em um para cada 6000 nascidos”, diz, e completa: “De acordo com a Agência Nacional da Saúde, ao todo cerca de três mil crianças nascem por ano no Brasil com a doença e 180 mil com traço, ou seja, portadoras de um gene mutado”.

Café previne contra câncer de cabeça e pescoço, diz estudo

O café é conhecido aliado da saúde. Nos últimos anos, pesquisas demonstraram que seu consumo em determinada quantidade poderia diminuir os riscos de se desenvolver glioma, um tipo de tumor do cérebro, além de prevenir doenças como o câncer de próstata agressivo, câncer de fígado, de endométrio e o câncer colorretal. Agora, uma revisão de estudos clínicos, publicada na revista Cancer Epidemiology, Biomakers & Prevention, acrescenta mais um fator positivo da bebida: ela pode proteger as pessoas do câncer de cabeça e pescoço.

A revisão avaliou nove estudos científicos, que envolveu mais de 14 mil pessoas, das quais pouco mais de cinco mil com alguma variação da doença, e concluiu que pessoas que bebem mais de quatro xícaras de café por dia têm 39% menos chance de desenvolver esse tipo de neoplasia.

Fernando Luiz Dias, chefe da sessão de cirurgia de cabeça e pescoço do Instituto Nacional do Câncer (Inca) explica que, por se tratar de uma substância ingerida pelo indivíduo, é sensato pensar em uma ação local do café no organismo. “A cavidade oral, que compreende boca e laringe, e a faringe, são locais por onde o café passa quando o ingerimos. Ainda há o esôfago e o trato digestivo baixo, então o café pode beneficiar todas essas áreas”, esclarece.

Embora ainda não haja uma causa bem definida para essa diminuição, o médico acredita que as enzimas antioxidantes são estimuladas pela cafeína: “algumas enzimas, já presentes na cavidade oral, têm efeito antioxidante, ou seja, têm o poder de proteger as células da mucosa, inclusive contra outros conhecidos agentes carcinogênicos, como o álcool e o tabaco”.

A pesquisa, porém, não comprovou a relação em chás ricos em cafeína e tampouco seu benefício para a prevenção do câncer de faringe. Dias adverte para as conclusões precipitadas sobre o estudo: “a informação importante que essa pesquisa fornece é a de que existe essa relação inversa entre o consumo de café e o câncer de cabeça e pescoço. Isso não quer dizer, porém, que as pessoas vão poder fumar e beber à vontade e não correr esse risco”. O médico aponta ainda a má higiene bucal e a má alimentação como comportamentos de risco.

Segundo o oncologista e dados do Inca, dos tipos de câncer de cabeça e pescoço, o de boca está em sexto lugar entre os tumores malignos mais frequentes entre homens brasileiros. “O que a gente tem observado é um aumento do câncer da orofaringe e da laringe em homens e mulheres. O da orofaringe está sendo associação da contaminação pelo HPV”, afirma. Boa higiene bucal, alimentos ricos em proteínas e vitaminas, como carnes brancas, legumes e verduras, além de vegetais amarelos, ricos em vitamina A, como abóboras e cenouras, auxiliam a prevenir essa doença.

Saiba mais sobre a sífilis

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) cujos malefícios são conhecidos há muito tempo. Causada por uma espiroqueta denominada Treponema pallidum a doença pode chegar até o cérebro e causar, entre outras sequelas, a loucura. Esse estágio da doença já foi uma das formas mais comuns de demência. Sabe-se que algumas figuras históricas importantes tiveram a doença, entre elas o pintor Henri de Toulouse-Lautrec, o escritor Guy de Maupassant e o czar russo Ivan, o Terrível.

Renato Luiz Sbalqueiro, ginecologista e obstetra do departamento de tocoginecologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), afirma que a forma mais comum de contágio da sífilis é por via sexual, em contato com lesões úmidas que contém o agente causador. “Também pode ser contraída por transfusão de sangue, mas isso é muito raro hoje em dia, pois os laboratórios realizam exames para detectar a doença no doador”, diz.

Ele acrescenta que o contágio ainda pode ser feito por meio de drogas injetáveis, pois os usuários deixam um pouco de sangue na seringa antes de injetar o tóxico. “Há ainda o chamado contagio vertical, ou transmissão perinatal, que ocorre da mãe para o filho durante a gravidez. Temos hoje cerca de 30 mil casos anuais desse tipo de contágio no Brasil, sendo que ele pode ser evitado com o pré-natal. Isto mostra que muitas mães, a maioria por ser usuária de drogas, não realizam os exames”, conclui.

O ginecologista explica que a sífilis tem algumas fases: “o período de incubação da doença, ou seja, o tempo desde o contágio até a manifestação dos sintomas, pode ser de 20 dias a dois meses”. Após a incubação, o primeiro sintoma é o chamado cancro duro, uma ferida que pode aparecer no pênis, vulga, ânus ou boca. Sbalqueiro esclarece que, se não for tratada neste período, o organismo produz os anticorpos para tentar combater a sífilis. “Esse tipo de resolução, porém, gera uma fase de latência, que pode ir de alguns dias a alguns meses, até o aparecimento da fase chamada de sífilis secundária”, adverte. Neste estágio, também chamada de doença das mil e uma faces, pela imprevisibilidade da manifestação dos sintomas pelo corpo.

Segundo o médico, são comuns as lesões de pele na sífilis secundária. “Se não tratada, ocorre um novo período de latência, desta vez bem maior, podendo ter mais de 20 ou 25 anos”, continua Sbalqueiro. Passado essa latência, ocorre a sífilis terciária: “No terciarismo, ocorrem sequelas definitivas, sífilis neurológica e lesões cardíacas e articulares”. Nas gestantes, a doença pode causar ainda aborto, óbito intrauterino, prematuridade e malformações no feto. Há ainda o risco da criança nascer com a doença ou apresentar os sintomas após os dois primeiros anos de vida.

O tratamento da doença é relativamente simples e feito basicamente com penicilina. “Desde o surgimento da penicilina na segunda guerra mundial, ela continua sendo um medicamento totalmente eficaz para a cura da sífilis O uso e a maneira da medicação vai depender muito do estágio da doença. Dependendo do estágio, o tratamento pode ser mais demorado”, conclui Sbalqueiro.

Conheça os riscos da osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa e atinge principalmente mulheres idosas. Caracteriza-se por uma redução da massa óssea, decorrente da redução do próprio tecido ósseo. É o que explica Victoria Zeghbi Borba, presidente regional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), no Paraná. Segundo ela, a diminuição dos hormônios tem papel fundamental no desgaste dos ossos. “Com a menopausa ocorre uma perda da proteção natural que o estrogênio exerce sobre os ossos, levando a um maior desgaste, principalmente, nos dez primeiros anos após a menopausa”, afirma Victoria.

Este, porém, não é o único caso onde a doença pode se manifestar: “também ocorre com mulheres que, para tratamento de  endometriose, por exemplo, fazem bloqueio hormonal e, também, com homens em supressão hormonal para tratamento de câncer de próstata ou que entram em andropausa”, completa.

Victoria explica que o tecido ósseo é constantemente renovado e existem vários fatores — entre eles as taxas hormonais — que controlam esta renovação. “Se houver um desequilíbrio em um destes fatores, pode ocorrer um aumento da reabsorção óssea, com menor formação”, esclarece. E aponta alguns desses fatores: deficiência de vitamina D, falta dos hormônios sexuais, diarréia crônica e uso de corticóides.

Grupos de risco e diagnóstico

Victoria Borba afirma que a osteoporose se manifesta sem muitos sintomas e, por isso, a descoberta da doença pode ser tardia — geralmente, após uma fratura. O diagnóstico é feito por meio de um exame de densitometria óssea, que quantifica a massa óssea. Existem, entretanto, grupos de risco que devem estar atentas à osteoporose. A médica explica que as mulheres, principalmente as idosas, e a população de raça caucasiana e asiática, têm mais chances de desenvolver a doença. Outros fatores apontados por ela são a insuficiência de cálcio, condição física precária, tabagismo, etilismo e sedentarismo. Por isso, ainda de acordo com Victoria, manter hábitos saudáveis e uma alimentação rica em cálcio é fundamental desde a juventude. Além disso, ela recomenda a reposição hormonal, quando indicada pelo médico e exposição ao sol por pelo menos quinze minutos por dia.

Tratamento

Atualmente, existem diversos tratamentos para reduzir o impacto da osteoporose na vida do paciente e garantir uma boa saúde óssea. “Os tratamentos mais usados são feitos com o uso de drogas que bloqueiam a reabsorção óssea, os bisfosfonatos que podem ser usados semanalmente, mensalmente, a cada três meses, ou até anualmente, dependendo da condição do paciente e da sua preferência”, exemplifica a médica.

Ela cita também os Selective Estrogen Receptor Modulators (SERMs), substâncias que simulam o estrogênio nos ossos e bloqueiam seus efeitos na massa óssea. “Outra forma de tratamento é o ranelato de estrôncio, que tem uma ação dupla, diminuindo a reabsorção e estimulando a formação, sendo usado diariamente”. Por fim, Victoria cita a teriparatida, medicação com maior capacidade de formação óssea, que é aplicada com injeções subcutâneas diárias.

Medicamentos
Por nome
Por especialidades
Por doenças
Por princípio-ativo
Pacientes
Blog Dicas de Saúde
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Prof. de Saúde
Central do Conhecimento
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Laboratórios
Vantagens
Meu Cadastro
Central de Ajuda
MEDICSUPPLY
Notícias
Contato
Pacientes
Profissionais de saúde
Laboratórios
Trabalhe conosco
BlogBlogs.Com.Br